Forças Armadas do Brasil

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Forças Armadas do Brasil
Forcas armadas.jpg
Símbolo do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas
País  Brasil
Forças armadas COA Brazilian Navy.svg Marinha do Brasil
Coat of arms of the Brazilian Army.svg Exército Brasileiro
COA of Brazilian Air Force.svg Força Aérea Brasileira
Lideranças
Comandante-em-Chefe Presidente Dilma Rousseff
Ministro da Defesa Celso Amorim
Idade dos militares 19 a 45 anos de idade para o serviço militar obrigatório
Conscrição Serviço militar obrigatório
Disponível para o
serviço militar
Homens entre 19 e 49 anos: 45.586.036 (2005 est.), age 15–49
Apto para o
serviço militar
Homens entre 19 e 49 anos: 33.119.098 (2005 est.), age 15–49
Chegando a idade
militar anualmente
Homens: 1.785.930 (2005 est.)
Pessoal ativo 371.199[1] - 13º
Pessoal na reserva 1.115.000 (2006)
Despesas
Orçamento US$28,07 bilhões (2010)[2] - (11º)
Percentual do PIB 1,6% (2009)[2]
Indústria
Fornecedores nacionais Embraer
Avibrás
Helibrás
IMBEL
Mectron
Taurus
Agrale
CBC
INACE
EMGEPRON
Fornecedores estrangeiros  Estados Unidos
 França
 Alemanha
 Itália
 Reino Unido
 Israel
 Rússia
 Suécia
Artigos relacionados
história História militar do Brasil
Classificações Hierarquia militar

Forças Armadas do Brasil, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Força Aérea, são instituições nacionais, permanentes e regulares que têm como missão constitucional zelar pela defesa da Pátria, pela garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa destes, da lei e da ordem.[3] As polícias militares e os corpos de bombeiros militares estaduais e distritais são descritos como forças reservas e auxiliares constitucionais do Exército Brasileiro.[3] As forças armadas são forças federais subordinadas ao Ministério da Defesa.[4]

As forças armadas do Brasil são a segunda maior força militar da América, a maior da América Latina e também uma das dez forças armadas mais bem preparadas do mundo, com 327 710 militares na ativa.[5] [6] [7] Sem sérias ameaças externas ou internas, as forças armadas estão à procura de um novo papel. Elas estão expandindo sua presença na Amazônia por meio do programa Calha Norte. Em 1994, tropas brasileiras juntaram-se às forças de manutenção da paz das Nações Unidas (ONU) em cinco países. Os soldados brasileiros estão no Haiti desde 2004, liderando a Missão de Estabilização das Nações Unidas (MINUSTAH).[8]

Os militares brasileiros, especialmente os do Exército, tornaram-se mais envolvidos em ações ou programas cívicos, educacionais, de saúde e de construção de estradas, pontes e ferrovias em todo o país. Embora a Constituição de 1988 preserve as funções externas e internas das forças armadas, coloca os militares sob a autoridade presidencial. Assim, a nova Constituição muda a maneira pela qual os militares podem exercer o seu poder moderador.[9]

Organização[editar | editar código-fonte]

As Forças Armadas do Brasil são divididos em 3 ramos:[3]

A Polícia Militar do Brasil (polícia estadual) ao lado do Corpo de Bombeiros Militar são descritos como uma força auxiliar e de reserva do Exército.[3] Todos os ramos militares são parte do Ministério da Defesa.[10]

A Marinha do Brasil que é considerada a Força mais antiga, inclui o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil e a Aviação Naval Brasileira. O Brasil tem a mais poderosa força militar da América do Sul, assim como cada um de seus ramos militares.[11]

Serviço militar obrigatório[editar | editar código-fonte]

O CIA World Factbook de 2008 informa que a idade em que é requerido o serviço militar obrigatório no Brasil é entre 19-45 anos e a duração do serviço é de 9 a 12 meses. A idade para o serviço voluntário é entre 17-45 anos e uma percentagem crescente das tropas são de profissionais voluntários de "tempo de serviço". Os efetivos militares brasileiros, de acordo com os cálculos de 2005 são de 45.586.000 homens (com idades compreendidas entre os 19-49 anos) e 45.728.000 mulheres (com idades entre os 19-49 anos) disponíveis para o serviço militar, estas 33.119.000 homens (com idades compreendidas entre os 19-49 anos) e 38.079.000 mulheres com idades compreendidas entre os 19-49 anos de idade estão disponíveis para servir ao Exército. Uma análise realizada em 2005 indicava que 1.785.000 de pessoas do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 18-49 anos e 1.731.000 mulheres com idades compreendidas entre os 19-49 anos de idade, alcançam anualmente a idade para o serviço militar.[12]

Os homens do Brasil devem fazer o serviço militar obrigatório de 12 meses, uma vez que completem 18 anos. No entanto, a maioria dos alistados são dispensados sem a necessidade do serviço. Normalmente, este serviço é coordenado de forma a fornecer bases militares perto da casa do recruta.[12]

Desde o início da década de 1980, as mulheres estão autorizadas a servir nas forças armadas, o Exército Brasileiro foi o primeiro exército da América do Sul que aceitou as mulheres em tropas de carreira, as mulheres só servem à Marinha e na Aviação Corpo Feminino de Reserva. Em 2006, formou-se a primeira turma de mulheres pilotos de aviação.[12]

Missão e desafios[editar | editar código-fonte]

Um soldado da MINUSTAH na favela de Cité Soleil, em Porto Príncipe, Haiti.

A América do Sul é um continente relativamente pacífico em que as guerras são um evento raro;[11] como resultado, o Brasil não tem seu território invadido desde 1865, durante a Guerra do Paraguai.[13] Além disso, o Brasil não tem disputas territoriais com qualquer um dos seus vizinhos e nem rivalidades,[14] como acontece entre Chile e Bolívia.[15] [16]

No entanto, o Brasil é o único país, além da China e da Rússia, que tem fronteiras terrestres com dez ou mais nações. Além disso, o país tem 16.880 quilômetros de fronteiras terrestres[17] e 7,367 km[18] de litoral para serem patrulhados e defendidos. Em geral, as forças armadas têm de defender 8,5 milhões de km², sendo 4,4 milhões km² de terra[19] das águas territoriais - ou de Amazônia Azul, como a Marinha brasileira costumam chamá-las.[20] Para atingir esta missão de forma adequada, quantidades significativas de poder humano e de financiamento têm de ser disponibilizadas.

História[editar | editar código-fonte]

Declaração da Independência do Brasil pelo Imperador Pedro I em 7 de setembro de 1822.

Desde 1648 as Forças Armadas brasileiras têm sido invocadas a lutar em defesa da soberania brasileira e para suprimir rebeliões civis. Os militares brasileiros também intervirem por quatro vezes interveio para derrubar o governo brasileiro através de um golpe de Estado.[21]

No entanto, construiu uma tradição de participação em missões de paz da ONU, como no Haiti e Timor-Leste.[22] Abaixo uma lista de alguns dos acontecimentos históricos dos quais as Forças Armadas do Brasil participaram:

Golpes de Estado militares[editar | editar código-fonte]

Apesar de não terem ocorrido golpes militares durante os 67 anos de existência do Império brasileiro, no período republicano aconteceram 4 golpes de Estado nos 75 anos entre 1889 e 1964.

Forças[editar | editar código-fonte]

Marinha[editar | editar código-fonte]

Um helicóptero AH-11A Super Lynx Mk-21A da Marinha do Brasil se prepara para soltar uma equipe de abordagem por uma corda durante um exercício.
Fragatas brasileiras durante um treinamento.

A Marinha do Brasil é a força militar responsável pelas operações navais e para a guarda de águas territoriais brasileiras. É a mais antiga das forças armadas brasileiras, e a maior marinha da América Latina,[26] uma das poucas marinhas do mundo a operar um porta-aviões, o NAe São Paulo de 27.307 toneladas, também possui fragatas, corvetas, navios patrulha oceânicos e costeiros, navios tanque, de desembarque de tropas e de blindados, submarinos e muitas outras embarcações fluviais e costeiras, além de helicópteros e caças Skyhawk.

A Marinha também possui um grupo de elite de forças especiais, especializado em retomar navios e instalações navais, o Grupamento de Mergulhadores de Combate, tal unidade é especialmente treinada para proteger as plataformas petrolíferas brasileiras ao longo de sua costa.[27] A força também inclui o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil e a Aviação Naval. A Aviação Naval Brasileira é o componente aéreo da Marinha do Brasil, atualmente denominada Força Aeronaval. A estrutura aérea está subordinada ao Comando da Força Aeronaval, organização militar responsável por prover apoio aéreo operacional a partir das embarcações da Marinha do Brasil.

Treinados como "Força de Pronta Atuação", os fuzileiros navais contam atualmente com cerca de 15 mil homens,[28] todos voluntários e concursados, Sendo sua principal unidade o Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais,[29] a missão do Corpo de Fuzileiros Navais é garantir a projeção do poder naval em terra, por meio de desembarques realizados em conjunto com navios e efetivos da Marinha.

A Marinha traça a sua origem na frota mercenária do almirante Thomas Cochrane e nos pequenos navios e tripulações portuguesas que protegiam as primeiras colônias costeiras de saqueadores por via marítima. A Marinha é a mais aristocrática e conservadora das forças armadas e atrai uma parcela maior de seus oficiais a partir da classe média alta e classe alta. Embora ela esteja envolvida em operações em "água marrom" (ribeirinhas e costeiras), o objetivo principal da Marinha tem sido ser eficaz para se tornar um marinha de "água azul", capaz de projetar poder em alto mar.[30]

A força total naval de 64.700 em 1997 incluía Aviação Naval Brasileira, com 1.300 membros, o Corpo de Fuzileiros Navais, com 14.600 membros, e apenas 2.000 conscritos. As operações navais são dirigidas pelo Ministério da Marinha em Brasília através do General da Marinha Estado-Maior da Armada-EMA), seis distritos navais (cinco oceânicos e um fluvial), e dois comandos navais.[30]

Exército[editar | editar código-fonte]

Soldados do Exército brasileiro durante uma parada para o Dia da Independência em Brasília.
Desfile dos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras durante cerimônia de entrega do espadim aos novos cadetes.

O Exército Brasileiro é responsável pelas operações militares em terra, com uma força de cerca de 235 mil soldados.

O Exército Brasileiro lutou entre outras batalhas, em dois grandes conflitos internacionais, a Guerra do Paraguai e a Segunda Guerra Mundial.

Após a declaração de independência brasileira de Portugal, em 1822, o Exército Brasileiro, derrotou o Exército Português, especialmente na Bahia, formando o Império brasileiro, cujo Imperador era Dom Pedro I.

Entre 1865 a 1870, Brasil, Uruguai e Argentina (a "Tríplice Aliança") lutaram para se defenderem contra as agressões do Paraguai. Após 5 anos de guerra, a Aliança derrotou o Paraguai. Com contingente brasileiro formando em torno de 85% do exército aliado, e a Marinha Brasileira formando quase 100% da força naval aliada.

Em agosto de 1942, depois de submarinos alemães e italianos terem afundado navios mercantes brasileiros, uma mobilização popular forçou o governo brasileiro a declarar guerra à Itália fascista e à Alemanha nazista. Em julho de 1944, a Força Expedicionária Brasileira foi enviada à Europa para se juntar aos Aliados na Campanha da Itália.

A Força Expedicionária Brasileira conseguiu capturar 20.573 prisioneiros do Eixo e teve 443 soldados presos e mortos em ação. O exército também contou com o apoio da Força Aérea Brasileira nos campos de batalha europeus. E a Marinha do Brasil ficou encarregada de proteger o litoral brasileiro e as rotas navais do Atlântico Sul

Em 1964, o as forças armadas brasileiras, através do General Humberto de Alencar Castelo Branco tomou o poder mediante um golpe de Estado, começando a ditadura militar no Brasil, que durou até março de 1985.

Mais recentemente, o Exército Brasileiro, tomou parte em diversas missões de manutenção da paz das Nações unidas, sendo a mais recente no Haiti.

O Exército Brasileiro possui a maior quantidade de veículos blindados da América do Sul, somados os veículos blindados para transporte de tropas e carros de combate principais.,[31] Possui uma grande unidade de elite, com efetivos de comandos e de forças especiais, especializada em missões não convencionais, a Brigada de Operações Especiais, única na América Latina,[32] [33] [34] além de uma Força de Ação Rápida Estratégica, formada por unidades de elite altamente mobilizáveis e preparadas (Brigada de Operações Especiais, Brigada de Infantaria Pára-quedista,[35] [36] 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel)[37] e 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel)[38] para atuar em qualquer parte do território nacional, em curto espaço de tempo, na hipótese de agressão externa.[39] Além disso, possui unidades de elite especialistas em combates em biomas característicos do território brasileiro como o pantanal (17º Batalhão de Fronteira),[40] a caatinga (72º Batalhão de Infantaria Motorizado),[41] [42] a montanha (11º Batalhão de Infantaria de Montanha)[42] e a selva. As unidades de selva possuem renome internacional, reconhecidas como as melhores unidades de combate nesse ambiente do mundo.[42] São formadas por índios da região amazônica e por militares oriundos de outras regiões, profissionais especialistas em guerra na selva[43] pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva. Essas unidades são enquadradas pelas , , 16ª, 17ª e 23ª Brigada de Infantaria de Selva.

Força Aérea[editar | editar código-fonte]

Um Super Tucano da FAB produzido pela Embraer.
Um caça AMX da força áerea.

A Força Aérea Brasileira é a responsável direta pela defesa aeroespacial do território brasileiro. Foi formada quando as unidades aéreas do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil foram unificadas em uma única força militar, inicialmente chamada "Força Aérea Nacional". As unidades unificadas transferiram seus equipamentos, instalações e pessoal para a nova força armada. A FAB é a maior força aérea na América Latina,[44] com cerca de 700 aeronaves tripuladas em serviço, além de contar, em 23 de Março de 2007, com um efetivo de 65.610 pessoas[45] , além de um adicional civil de 7.500 pessoas contratadas pela força aérea.[46]

A FAB é subdividida em quatro comandos operacionais:

I FAE (Força Aérea I) instruções avançadas de asas rotativas e fixas; II FAE (Força Aérea II) de patrulha marítima, SAR, papéis helicópteros de transporte e apoio da Marinha; III FAE (Força Aérea III) o Comando de Caça, que tem todos os combates de primeira linha ativos sob seu controle - avião de ataque e de reconhecimento; V FAE (Força Aérea V) - responsável por missões de transporte.

O Ministério da Aeronáutica foi criado em 20 de janeiro de 1941, e absorveu as antigas aviações do Exército e da Marinha sob seu comando. Em 1944, a Força Aérea Brasileira uniu forças aos Aliados na Itália fascista, e ali operou durante cerca de sete meses, o primeiro conflito real da FAB. Em 1999, depois de uma criação do Ministério da Defesa (MoD), o Ministério da Aeronáutica alterou a sua designação para Comando da Aeronáutica, mas não houve grandes mudanças na estrutura da força aérea, que manteve quase a mesma organização que tinha antes.

O maior e mais importante programa, da FAB nos últimos anos é o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), a parte operacional do SIPAM é conhecido por SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia). O SIVAM é uma enorme rede de radares, sensores e pessoal integrados para guardar e proteger a Floresta Amazônica e seus recursos. Em 2002, um Embraer R-99A AEW&C equipado com o radar Ericsson Airborne Erieye e o SR R-99B (versão Gathering Inteligência Eletrônica) entraram em serviço. O R-99 da frota é um dos principais componentes do sistema, as aeronaves são baseados em Anápolis, perto de Brasília, e voa, 24 horas por dia sobre a região amazônica.

A espinha dorsal da aviação de combate brasileira composta de três tipos, a Northrop F-5E, A-1A/B (AMX) da Embraer/Aermacchi e do Embraer A/T-29 Super Tucano. Os F-5 estão sob um programa de modernização chamado programa F-5BR, a designação oficial de uma aeronave F-5M. A atualização está sendo realizada pela Embraer e pela Elbit, que inclui um novo conjunto de aviônicos, uma cabine de vidro cheia com três MFDs, HOTAS configuração e um novo radar multimodo, o italiano Grifo F. O primeiro F-5EM foi entregue em 21 de setembro de 2005 e está programada a uma taxa de dois aviões a ser entregues a cada mês a partir dessa data.

Armas de destruição em massa[editar | editar código-fonte]

Segundo fontes internacionais o Brasil já possui secretamente a tecnologia para a produção de uma bomba atômica.[47] O ex ministro Alberto Mendes Cardoso, ex-chefe da Casa Militar e do Gabinete de Segurança Institucional no governo de Fernando Henrique Cardoso, confirmou que o Brasil já domina o conhecimento e se quisesse, poderia dirigir a tecnologia à construção da bomba nuclear.[48] A Marinha do Brasil através de seu programa nuclear e o Exército Brasileiro através de seu Instituto Militar de Engenharia já adquiriram tecnologia suficiente para que assim que o governo brasileiro desejar, construir a bomba atômica mais poderosa entre todas, a bomba atômica termonuclear.[49] [50]

Investimentos[editar | editar código-fonte]

Super Lynx do Esquadrão AH-1 da Marinha do Brasil.

Em 18 de dezembro de 2008, o Presidente da República assinou o Decreto nº 6.703, aprovando a Estratégia Nacional de Defesa. O texto busca reafirmar a necessidade de se modernizar as forças armadas.

O governo brasileiro lançou um pacote de medidas que, em cinco anos, garantiria investimentos no setor equivalentes a 2,5% do PIB brasileiro, um aumento de 75%. Para 2008, US$ 5.6 bilhões (de um orçamento US$24.4 bilhões) deverão ser investidos em novos equipamentos.[51] [52] O projeto de orçamento de 2009 prevê R$ 50,2 bilhões para a Defesa. Destes, R$ 10,9 bilhões para investimentos no Exército, Marinha e Aeronáutica, essa última com uma previsão de R$ 1,2 bilhões destinados ao reaparelhamento..[53]

O governo brasileiro, através do Centro Técnico Aeroespacial e da Agência Espacial Brasileira está investindo alto em um projeto que beneficiará as três forças armadas brasileiras, os satélites geo-estacionários brasileiros,[54] apenas com o projeto, já foram gastos R$ 10 milhões,[carece de fontes?] além de beneficiar diversas áreas civis, o projeto beneficiaria as forças armadas, que passariam a ter mais tecnologia para comunicações seguras e para monitorar o vasto território brasileiro, e este seria um embrião, para futuramente abandonar o sistema GPS estadunidense e criar um próprio sistema de tecnologia nacional. O Brasil é um dos 15 países que mantêm programas espaciais no mundo e o único na América Latina com um programa nesses moldes.[55]

Marinha[editar | editar código-fonte]

Cv Barroso (V-34), primeiro teste de máquinas na Baía da Guanabara (abril de 2008).

A Marinha do Brasil visando a necessidade de proteger a imensa costa marítima brasileira e as recentemente descobertas reservas de petróleo em águas brasileiras, lançou o programa de reaparelhamento da Marinha do Brasil, com início em 2006 e previsão de conclusão em 2025, e dividido em duas fases, a de maior prioridade entre 2006 e 2012, somente nesta primeira fase, a previsão de investimentos é da ordem de R$ 5,8 bilhões.[56]

A Marinha assinou contrato com a empresa francesa DCNS para a construção de cinco submarinos scorpène, sendo um deles de propulsão nuclear, o Brasil já possui tecnologia para a construção de submarinos convencionais e para a construção de centrífugas nucleares para propulsão de submarinos nucleares, porém esta parceria com a França foi necessária porque o Brasil ainda não tinha expertise para a construção do casco de um submarino nuclear,[57] estes novos submarinos que serão incorporados a Força de Submarinos, tem previsão da primeira unidade operando a partir de 2015, e serão armados com torpedos derivados do IF-21 Black Shark e mísseis SM-39 Exocet.

Está prevista a construção de seis navios escolta com capacidade de deslocamento de 6.000 toneladas, prevê a capacidade de os navios receberem sistemas, armas e sensores de livre escolha da Marinha, irá operar com helicóptero de até 12 toneladas e serão construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.[58] A Marinha também pretende adquirir cinquenta navios patrulha nos próximos anos,[57] os 2 primeiros navios (NaPa 500), com quinhentos toneladas de deslocamento, estão em construção no estaleiro INACE, eles serão ser entregues ainda este ano. Já os navios-patrulha oceânicos de 1.800 toneladas de deslocamento, serão construídos a partir de 2011, e a previsão é que sejam construídos oito unidades.[57] Também serão construídos navios patrulha fluviais, que serão empregados nas bacias do Paraná Paraguai e na Bacia Amazônica. O total poderá chegar a 15 unidades.

O projeto também prevê, entre outros meios, da modernização do Navio-aeródromo São Paulo, que já foi iniciada, e a possível aquisição de um novo navio-aeródromo.[57] Os caças AF-1 Skyhawk que operam no porta aviões São Paulo estão passando por um minucioso processo de modernização executado pela Embraer.[59]

A Marinha também está desenvolvendo em conjunto com a empresa Mectron, o míssil superfície-superfície MAN-1,[carece de fontes?] e já adquiriu trinta veículos blindados Piranha IIIC, para o transporte de fuzileiros navais,[23] inclusive já estão em operação na missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti.[60] Quatro helicópteros de ataque SH-60B Seahawk foram encomendados, e também está em estudo a modernização dos helicópteros de ataque Super Lynx do acervo da Marinha.[23]

Exército[editar | editar código-fonte]

Recentemente, para se adequar a Estratégia Nacional de Defesa, lançada pelo Ministério da Defesa, o Exército apresentou a Estratégia Braço Forte, um plano de reequipamento e modernização que irá investir 150 bilhões de reais.[carece de fontes?]

Está em andamento no Exército, o projeto do sistema Combatente Brasileiro do Futuro (COBRA),[61] que visa equipar os soldados de infantaria do Exército Brasileiro, com sistemas de armas, comunicações, localização, e visão noturna, tudo integrado, o que permitiria que os militares do mesmo pelotão se comunicassem a distância, percebessem a presença do inimigo através de infravermelho, e várias outras funções, tudo integrado ao equipamento e armamento, este projeto vai se basear no sistema FELIN do Exército Francês.[62]

A Estratégia Braço Forte, também prevê a substituição dos fuzis utilizados pelo Exército, adotando-se um novo modelo de calibre 5,56 mm, sendo o moderno fuzil de assalto brasileiro Imbel MD97, o mais cogitado para a substituição, já que o fabricante é a empresa IMBEL, estatal administrada pelo próprio Exército Brasileiro. A previsão inicial seria a aquisição de duzentas mil unidades.[23]

Com tecnologia inteiramente nacionais, o Exército desenvolveu e já está em produção um lote inicial da Arma Leve Anticarro (ALAC), também chamado no EB de Canhão Sem Recuo Descartável 84 mm, armamento criado para proteger os soldados de infantaria brasileiros contra blindados inimigos, é capaz de perfurar blindagens de aço com espessura de até 250 mm. Atinge um alvo com precisão a até 300 metros de distância em apenas um segundo e meio.[63] Outro armamento com tecnologia desenvolvida pelo Centro Tecnológico do Exército é o Míssil MSS 1.2 AC, que possui alcance útil de até 2.000 metros de distância e pode ser usado contra casamatas, barcos, pequenas edificações e helicópteros.[64]

Dentre alguns projetos em andamento da estratégia, já foi firmado contrato com a empresa italiana Iveco, para a construção com projeto nacional de propriedade do EB, de dois mil blindados VBTP-MR Guarani, para transporte de tropas.[23] [65] Também já foram entregues pela Alemanha, encomenda de duzentos e cinquenta carros de combate Leopard 1A5[66] que irão compor as unidades de cavalaria do Comando Militar do Sul, que tem como responsabilidade, defender o sul do Brasil, uma área geograficamente com grandes campos, propícios ao uso de carros de combate. Já está em produção, um lote inicial do veículo de reconhecimento Gaúcho, que é aerotransportável e foi desenvolvido em parceria entre o Exército Brasileiro e o Exército Argentino, visando o emprego de forças especiais.[67] Também já foram encomendadas cento e vinte unidades da viatura de reconhecimento Marruá junto a empresa brasileira Agrale.

O Exército, presente na Amazônia desde o início do século XVII, vem ampliando seu dispositivo pela instalação de diversas unidades de fronteira. Tais unidades representam polos de crescimento, em torno dos quais, como ocorreu no passado, crescem núcleos habitacionais. Atualmente, a Força dispõe de cerca de 25.000 militares servindo na região amazônica, e já há planos concretos previstos pela Estratégia Nacional de Defesa, para aumentar em curto prazo o efetivo para 30.000 soldados na região, foi aprovado pelo Ministério da Defesa, o plano com orçamento de R$ 1 bilhão para praticamente dobrar o número de unidades na fronteira até 2018, com a criação de vinte e oito novos pelotões especiais de fronteira, serão prioritariamente células de vigilância militar, deixando a preocupação de vivificação da fronteira em segundo plano, no mesmo plano, também está previsto a modernização por R$ 140 milhões dos pelotões já existentes.[68]

Força Aérea[editar | editar código-fonte]

O então ministro da defesa Nelson Jobim, coordenava uma licitação internacional de R$ 8 bilhões, para aquisição de aeronaves caça de última geração,[carece de fontes?] esta não é uma simples licitação para compra de aeronaves, o governo brasileiro pretende também adquirir a tecnologia necessária para fabricar seus próprios caças,[69] [70] com isto, em caso de conflito, o Brasil não dependerá de importações de aeronaves caça para se defender, terá a tecnologia para fabricá-los no país. As aeronaves que estavam na fase final de seleção são a F/A-18E/F Super Hornet da empresa estadunidense Boeing, o Dassault Rafale da empresa francesa Dassault Aviation e o Gripen NG da empresa sueca SAAB.[70] Ao fim de 2013, o Gripen acabou sendo o escolhido.[71]

O caça Gripen NG, de fabricação sueca, que foi o modelo vencedor do Projeto FX-2, se tornará o novo caça de superioridade aérea brasileiro. Na imagem, a versão antiga JAS 39. O Brasil usará o modelo NG, ainda em desenvolvimento.

Já estão em operação na amazônia brasileira, os helicópteros de ataque e missões C-SAR, Mil Mi-35M, designados pela Força Aérea Brasileira como AH-2 Sabre, são helicópteros de última geração adquiridos da empresa russa Rossoboronexport, em contrato de US$ 363 milhões[72] firmado em 2008.[73]

Já está concretizado pelo Ministério da Defesa, o negócio com as empresas Eurocopter da França e a brasileira Helibrás, por 1,890 bilhão de euros, para a compra e fabricação no Brasil, com transferência de tecnologia, de 50 helicópteros EC-725 Super Cougar, que estão entre os helicópteros militares de transporte de tropas mais modernos do mundo, serão distribuídos entre as três forças armadas.[74] E quinze helicópteros UH-60L Black Hawk já foram encomendados pelo Ministério da Defesa por US$ 525 milhões as empresas estadunidenses Sikorsky Aircraft Corporation e General Eletric Engines, serão distribuídos entre a Força Aérea e o Exército.[75]

Cem aviões leves de ataque A - 29 Super Tucano já foram entregues, foram adquiridos da empresa brasileira Embraer, esta aeronave é um sucesso de vendas da empresa, e inclusive foi utilizada no ataque da Força Aérea Colombiana a um acampamento do grupo narco-guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, onde Raúl Reyes, o número 2 na hierarquia do grupo, veio a óbito.[76]

O governo brasileiro, através da Força Aérea Brasileira, está participando em sociedade com as empresas Mectron do Brasil, a sul-africana Denel Aerospace Systems e a Força Aérea Sul-Africana no desenvolvimento e construção do míssil ar-ar A-Darter, projeto estimado em US$ 130 milhões, este míssil equipará os sessenta e oito caças F-5 da Força Aérea Brasileira, e as futuras aeronaves de 5º geração que serão adquiridas em processo licitatório que está em andamento. Além disto, a empresa Mectron desenvolveu para a FAB, outros mísseis, como o MAA-1B Piranha[77] e o míssil anti-radiação MAR-1, que foi concebido para atacar radares de sistemas de defesa antiaérea, terrestres e marítimos.[78]

Também está em desenvolvimento pela Embraer, com apoio do governo brasileiro, uma nova aeronave para transporte de tropas, cargas e lançamento de pára-quedistas, a ser utilizada pela FAB, o Embraer KC-390,[79] o congresso brasileiro aprovou R$ 800 milhões para a Embraer concluir o projeto, já é considerada pela imprensa especializada como a aeronave mais moderna da categoria, tal aeronave já despertou interesse internacional, e vários países já demonstraram interesse em adquiri-la e até participar no seu desenvolvimento, como a França e a Colômbia.[80]

A Força Aérea adotou o uso dos veículos aéreos não tripulados, conhecidos pela sigla VANT, que são controlados remotamente por militares. E está em fase de testes o VANT Hermes-50 da empresa israelense Elbit, na Base Aérea de Santa Maria.[81]

Recolocação das tropas[editar | editar código-fonte]

O Brasil tem a necessidade de patrulhar o seu 15.735 km de fronteiras terrestres.[82] Desde a década de 1990 o Brasil tem tentado deslocalizar as suas forças, de acordo com esta exigência de segurança nacional.

Entre 2003 e 2008, a 2ª Brigada Infantaria Selva,[83] o 3º Batalhão Infantaria, o 19º Batalhão Logístico e a 22ª Pelotão de Polícia do Exército foram transferidos pelo Exército do Estado do Rio de Janeiro para a região amazônica.[84] Além disso, o 1º Regimento de Carros de Combate e o 3º Regimento de Carros de Combate também foram realocados do estado do Rio de Janeiro para as cidades de Santa Maria, no Rio Grande do Sul e Ponta Grossa, no Paraná, respectivamente.[84]

Apesar desses esforços, os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo continuam a concentrar mais de 49.000 soldados.[84] Em maio de 2008, a Marinha anunciou planos para reposicionar as suas forças em todo o país.[84]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Pesquisa mostra que Brasil investe pouco em estratégia na FAB Portal G1 (12 de dezembro de 2009). Visitado em 21 de junho de 2011.
  2. a b The SIPRI Military Expenditure Database, SIPRI
  3. a b c d Constituição Federal Brasileira Governo Brasileiro. Visitado em 27 de abril de 2012.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]