Forças de operações especiais

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São denominadas Forças de Operações Especiais, as unidades militares que têm treinamento diferenciado das tropas regulares. Tende a se nomear soldados formados em cursos de forças especiais como operante ou operador, tendo em vista que estão capacitados a realizar operações especiais, também chamam-se operativo, porém este último se tem como equivocado, já que este nome está ligado a operações de órgãos de inteligência.

Operações especiais[editar | editar código-fonte]

As Forças de Operações Especiais são preparadas para participar nas chamadas Operações Especiais: aquelas que se dão em um ambiente e circunstâncias não comuns e pouco corriqueiras, que requerem resposta especial por parte das forças de segurança (locais, estaduais ou mesmo nacionais). Estas situações incluem a guerra não-convencional, contra-terrorismo, reconhecimento militar e ação direta. As Operações Especiais têm sua definição ligada à proximidade com o gerenciamento de crises, como o resgate de reféns com ou sem explosivos, com a incursão em território inimigo, uso de armamento de ponta e táticas especiais para cada caso.

As demandas específicas de uma operação especial definem o tipo de adestramento, armamento e equipamento a ser conduzido. Não raro, as operações especiais exigem uma combinação de capacitações específicas, armamentos e equipamentos especializados pouco comuns às forças convencionais.

As FOpEsp (forças de operações especiais) usam designações diferentes para as suas formações e unidades para se diferenciarem das tropas convencionais. Termos como esquadrão, tropas e equipe/patrulhas são usados no lugar de Companhia, pelotão e grupo de combate. O tamanho também varia bastante sendo que as unidades costumam ser menores que as equivalentes convencionais. No Exército Brasileiro o termo usado para o pelotão é destacamento. As FE usam o Destacamento Operacional de Forças Especiais (DOFEsp) enquanto os Comandos usam o Destacamento Ações de Comandos (DAC). As duas forças atuam geralmente junto na forma de Destacamentos de Ação Imediata (DAI).

Integrantes e princípios[editar | editar código-fonte]

As Forças de Operações Especiais tipicamente são unidades pequenas altamente treinadas, com equipamento diferenciado, que operam nos princípios da Auto-suficiência, Furtividade, Velocidade e Equipe.

Os militares integrantes destas unidades são, geralmente, voluntários selecionados rigorosamente e que possuem características físicas e intelectuais acima da média dos soldados normais. Ademais, elas possuem como fundamento o nivelamento, ou seja, treinamento contínuo com simulações de situações de risco, ações táticas em geral, busca, resgate e salvamento, onde predominantemente se encontra a hierarquia militar como catalisador de obediência a comando.

Diferenças entre Forças Especiais e Comandos[editar | editar código-fonte]

Os Forças Especiais normalmente são militares que já detém treinamento de Comandos. As Forças Especiais realizam missões contra forças irregulares, também atuando como guerrilha contra forças regulares, operações de reconhecimento especial, contraterrorismo, sabotagem, subversão, auxílio à fuga e evasão, operações em que exige-se uma ação mais cirúrgica e uma autonomia maior.

Já as ações de comandos são operações onde tropa habilitada, de valor e constituição variáveis, mas geralmente em menor número, ataca nas retaguardas profundas do inimigo por intermédio de uma infiltração terrestre, aquática ou aérea, contra alvos de valor estratégico, operacionais ou críticos sob o ponto de vista tático, localizados em áreas hostis ou sob controle do inimigo. Suas incursões são conhecidas pela extrema agressividade, onde poucos homens causam tantos danos, que os inimigos acreditam ter sido em número muito maior que o real. As missões de Comandos e FE's diferem-se, ainda mais, no quesito duração. Comandos normalmente tem uma missão de assalto que deve ser cumprida o mais rápido possível, normalmente podem se manter operando durante algumas semanas sem apoio. FE's podem passar meses no campo de batalha, para cumprir indeterminado número de objetivos e variadas missões sem esperar apoio de outras unidades, recebendo mantimentos pelo céu.

Uma Operação Especial,começa com um reconhecimento profundo, onde um DOFEsp (Destacamento Operacional de Forças Especiais) se infiltra, por um dos diversos meios empregados e passa um período em território hostil. Durante esse período, levantam diversos tipos de informações que auxiliaram uma outra equipe em planejamento para o cumprimento da missão. Além de informações, os homens das Forças Especiais prepararam também, rotas de infiltração e exfiltração, área de suprimento e de homizio. Todo esse trabalho para que a ação final, seja realizada por um DAC (Destacamento de Ação de Comandos) que realiza a ação de choque, caracterizada pela extrema violência e pelo grande volume de fogo, empregando o menor efetivo possível. O DAC é extremamente letal, particularmente contra alvos de valor significativo, preferencialmente estratégicos, em conformidade com o Plano de Interdição do Teatro de Operações. Caracterizadas pela surpresa e agressividade com que são desenvolvidas em áreas hostis e normalmente sob o controle do inimigo,e exigem precisão em seu planejamento e execução, pois os comandos se tornam grandemente vulneráveis após denunciada sua presença.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

As principais unidades de forças especiais são: SAS, SEALS, Delta Force, Special forces, Sayeret Matkal, SASR, Spetsnaz, GIGN, KSK, 1º Batalhão de Forças Especiais, Grupamento de Mergulhadores de Combate e PARA-SAR.

Algumas das principais unidades de Comandos são: Rangers, Royal Marines Commandos, 1º Batalhão de Ações de Comandos, unidade da Brigada de Operações Especiais, Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (COMANFS), Destacamento de Ações Especiais, Comandos do Exército Português.

Algumas das unidades policiais militares também tem doutrinas semelhantes as das forças de operações especiais, ex: COE (PMPR), BOPE, GATE, COE (PMBA), Comandos e Operações Especiais, GSG 9, SWAT,GIT (Grupamento de Intervenção Tática), além de outras.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Nas Forças Armadas Brasileiras, nós temos:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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