Ford Escort (Brasil)

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Ford Escort
Ford Escort rear 20071017.jpg Ford Escort MK 1 brasileiro
Ford Escort.JPG Ford Escort
Visão Geral
Produção 1983–2003
Fabricante Ford Motor Company
Modelo
Classe Compacto
Carroceria Notchback - hatchback - station wagon - sedã - conversível
Cronologia
Último
Último
Ford Corcel
Ford Focus
Próximo
Próximo


O Ford Escort foi um carro produzido pela Ford do Brasil a partir de 1983, inicialmente com um formato mais retilíneo. Baseado na III geração do Escort Europeu (Mk3), foi lançado para substituir o Corcel, mais específicamente o Ford Corcel II, a 2ª geração do carro, representando o segmento de carros médios da Ford no Brasil.

Primeira geração brasileira[editar | editar código-fonte]

O nome Escort em inglês significa Acompanhante ou Escolta. Foi criado com visual moderno e esportivo, com três ou cinco portas lançados ao mesmo tempo – uma novidade para a época – e cores vibrantes, como o azul cobalto e vermelho. Os modelos disponíveis eram o básico, L, GL, Ghia e XR3, sendo este último a versão com apelo mais esportivo de toda a linha. As versões L e GL podiam vir inicialmente com motor CHT 1.35L de 56,8/63,5 cavalos (G/A) ou CHT 1.6L de 65,3/73,4 cavalos (G/A), enquanto as versões Ghia e XR3 só vinham com a unidade de 1.6L. Dentre os mais desejados, destacava-se o XR3, com seus defletores aerodinâmicos, rodas aro 14, teto solar e bancos esportivos, formando um visual muito moderno para a época. O motor era 1.6L a álcool, com 73,4 cavalos, números que não faziam jus à esportividade sugerida pelo visual externo.

Em abril de 1985 surgia a versão XR3 conversível (cabriolet), primeiro conversível nacional fabricado com o aval de uma grande fábrica (antes deste modelo apenas o Volkswagen Karmann Ghia havia sido fabricado nesta configuração no Brasil), também com motor CHT 1.6L. O projeto e a produção deste novo modelo eram cuidadosas, e foi feita em parceria com a Karmann Ghia do Brasil Projetos Especiais, sediada em São Bernardo do Campo, SP. Logo esta versão também se tornou altamente desejada, e virou um sucesso, dando status à seus proprietários. No final de 1989, o acionamento da capota conversível passou a ser por comando eletro hidráulico. Em 1996 o modelo conversível deixou de ser produzido.

A mudança de Visual Em 1987, o Ford Escort teve sua primeira reestilização, também baseada na matriz europeia, com parachoques envolventes, ausência de grade frontal e lanternas traseiras lisas, além de novo interior. Mudou-se o Escort XR3, que ganhou vidros elétricos, três cavalos a mais de potência e perdeu os faróis de neblina no parachoque, permanecendo apenas os de milha na altura dos faróis principais. Mas foi em 1989 a maior mudança: com a criação da holding Autolatina (união entre Volkswagen e Ford na América Latina), o Ford Escort ganhou como opção o motor da família AP da Volkswagen, de 1.8L com 90 cavalos na versão Ghia e 99 cv no XR3, dando um desempenho muito mais interessante, principalmente na versão XR3, que ganhou novo ânimo e a esportividade que faltava. O câmbio veio do Golf alemão da época. No fim de 1991, já com a linha 1992, o Escort ainda ganhou a versão Guarujá com motor 1.8, única com quatro portas na linha desde 1986, quando a Ford tirou a opção do catálogo pelas baixas vendas. Porém, essa versão não teve sucesso, devido ao fato de ser a única versão produzida na Argentina, país que na época tinha a má-fama de produzir carros de qualidade bastante duvidosa.

Segunda geração brasileira[editar | editar código-fonte]

A segunda geração chegou em fins de 1992 já como linha 1993, nas versões L, GL, Ghia, XR3 e XR3 conversível. A partir daí, os motores CHT passaram a usar a nomenclatura "AE". A versão L vinha com motor AE 1.6L. A GL podia vir tanto com o AE 1.6L quanto com o AP 1.8L de origem Volkswagen. A Ghia vinha apenas com motor AP 1.8L. Todas essas versões ainda usavam carburador e tinham versões a gasolina e a álcool. Já o XR3 chegou com motor AP 2.0i a gasolina, com injeção eletrônica monoponto e 115,5 cavalos. Na linha 1994, o XR3 ganhou injeção multiponto no motor 2.0L e uma versão abastecida a álcool com 122,4 cavalos, enquanto todas as outras versões abandonaram o arcaico carburador e passaram a usar também injeção FIC, porém monoponto. Em 1995, o XR3 ganhou novas rodas e ajuste de altura do volante. Com o lançamento da nova geração do Escort, a antiga geração permaneceu em produção, ganhando na linha 1993 a nomenclatura Hobby e motor AE 1.6L. Em 1994, o Hobby ganhou o motor AE 1.0L de 50cv do Volkswagen Gol 1000, após incentivo governamental a motores dessa capacidade. Em 1996, a produção foi transferida para a Argentina para abrir espaço para produzir a nova geração do Fiesta no Brasil e o modelo perdeu as versões Ghia, XR3 e XR3 conversível, além da Hobby, da geração anterior, e do motor AE 1.6i, diminuindo muito a linha. Sobraram só as versões GL (equivalente à antiga L) e GLX com motor AP 1.8i e a nova versão Racer, com motor 2.0i, que tinha intenção de substituir o XR3, sem sucesso devido à extrema simplicidade, pois não havia mais os bancos Recaro, a frente diferenciada e os fartos itens de conforto do XR3. Toda a linha passou a utilizar a grade frontal de formato oval (que vinha nos Escort europeus desde 1992), além de parachoque na cor do carro. Essa linha durou apenas 6 meses no mercado, queimando o modelo, que já não estava bem nas vendas.

Terceira geração brasileira - O Escort Zetec[editar | editar código-fonte]

A terceira geração chegou no fim de 1996, na linha 1997, com o moderno motor Zetec 1.8 16v de 115 cavalos fabricado na Inglaterra, encerrando a presença dos velhos motores Volkswagen na linha. Oferecido inicialmente nas versões hatch de 4 portas, station wagon (inédita no Brasil) e sedã de 5 portas (esse na verdade um Verona renomeado), em versões GL e GLX, o carro fez sucesso. Em 1998, a linha ganhava novamente carroceria 2 portas, nas versões GL e RS, ambas com o mesmo motor Zetec 1.8 16v do resto da linha. No fim de 1999, com a chegada do Ford Focus, sucessor natural do Escort na Europa, o sedã e o hatch de 2 portas saem de linha pela baixa procura e o resto das versões tem apenas alguns retoques na grade e ganho de poucos equipamentos. Em 2000, a linha ganhava motor Zetec-Rocam (Duratec 8v) 1.6L de 95 cavalos para o hatch e a station, que era oferecido somente no GL (que ao contrario do que muita gente pensa, o GL também tinha opção de motor 1.8 até o fim de sua produção, no final de 2002, já como modelo 2003), rebaixando o modelo para abrir espaço para o recém-chegado Focus. O modelo então permaneceu sem grandes alterações até sair de linha em 2003. Sua carreira de 20 anos no Brasil chegava ao fim, e o Focus tomava definitivamente o seu lugar no segmento médio.

Versões[editar | editar código-fonte]

  • Hatch
  • Sedã: Chamado de Ford Verona (entre 1989 e 1996) e Rebatizado para Escort Sedan (em 1997 e 1998)
  • Station wagon