Foreign Affairs

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Foreign Affairs (pode ser traduzido como: Relações Exteriores) é uma revista científica norte-americana (ou journal) sobre relações internacionais.

A revista é publicada pelo Council on Foreign Relations (Conselho de Relações Exteriores), um grupo privado fundado em Nova Iorque no ano de 1921 com o objetivo de manter os Estados Unidos envolvidos em assuntos internacionais, mesmo que o governo norte-americano adotasse políticas isolacionistas. O grupo, em sua maior parte composto por acadêmicos, iniciava uma publicação trimestral que se tornaria a Foreign Affairs.

Archibald Cary Coolidge da Universidade de Harvard foi o primeiro editor da revista. Como ele não tinha intenção de se mudar para Nova Iorque, Hamilton Fish Armstrong do jornal Evening Post foi indicado como co-editor. Ele estabeleceu vários padrões adotados pela revista que persistem até hoje. Isso inclui a escolha da cor azul clara da capa.

A revista se tornou proeminente após a Segunda Guerra Mundial, quando as relações exteriores se tornaram centrais na política dos Estados Unidos, e o próprio Estados Unidos se tornaram um ator influente no cenário global. Muitos artigos extremamente importantes foram publicados na Foreign Affairs, inclusive o trabalho de George F. Keenan, "The Sources of Soviet Conduct" (As fontes da conduta Soviética), o primeiro a explicitar a doutrina de contenção, que se tornaria a base da política norte-americana na Guerra Fria.

Onze secretários de estado (o equivalente a ministro das relações exteriores no Brasil) escreveram ensaios na Foreign Affairs, entre eles Henry Kissinger, e hoje tais artigos ainda são considerados importantes indicadores da linha de pensamento do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Mesmo com o fim da Guerra Fria, a revista mantém sua importância, como um espaço para o debate dos rumos da política internacional. A Foreign Affairs foi o primeiro lugar no qual Samuel P. Huntington publicou suas idéias com o influente artigo "Clash of Civilizations" (O choque de civilizações), e foi nela que Francis Fukuyama debateu com outros acadêmicos sua teoria sobre o fim da história.

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