Forte do Cão

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Forte do Cão
Mapa de Portugal - Distritos plain.png
Construção Pedro II de Portugal ()
Estilo
Conservação
Homologação
(IGESPAR)
IIP
(DL 47.508 de 24 de Janeiro de 1967.)
Aberto ao público

O Fortim do Cão, também referido como Forte do Cão, localiza-se no lugar da Gelfa, ao sul da povoação e freguesia de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo, em Portugal.

Inscreve-se na Região de Turismo do Alto Minho.

História[editar | editar código-fonte]

Com o fim da Guerra da Restauração (1640-1668), foi um dos quatro fortins edificados no litoral entre Caminha e Viana do Castelo com o objetivo de reforçar a defesa da costa atlântica do Alto Minho, vulnerável a um possível ataque da Armada espanhola. Os demais foram o Forte de Vinha, na Areosa, o Forte de Montedor em Carreço, e o Forte da Lagarteira em Vila Praia de Âncora. Estes somavam-se ao Forte da Ínsua, construído durante aquele conflito para defesa da barra sul do rio Minho.

Nessa linha, à época, foram remodeladas fortificações já existentes como o Castelo de Valença, o Castelo de Vila Nova de Cerveira e o Forte de Santiago da Barra. Para complemento da defesa da margem esquerda (sul) do rio Minho foi erguido o Forte de São Francisco de Lovelhe (ou de Lobelhe), em Vila Nova de Cerveira.

O fortim do Cão foi erguido entre 1699 e 1702, com a função de defesa daquele trecho da costa, na foz do rio Âncora, coadjuvando a defesa proporcionada pela Praça-forte de Caminha.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto n.º 47.508, publicado no DG n.º 20, de 24 de janeiro de 1967, retificado (localização) no DG n.º 59, de 10 de março de 1967, e pelo Decreto n.º 95/78, publicado no DR n.º 210, de 12 de setembro de 1978.

Características[editar | editar código-fonte]

Fortificação marítima abaluartada, de pequenas dimensões e alçados simples, apresenta planta estrelada no estilo maneirista, sendo constituído por quatro baluartes desiguais. A face voltada ao mar é de forma curva, sendo a face oposta é côncava. Nesta rasga-se o portão de armas, em arco de volta perfeita. Em seu interior encontram-se as dependências de serviço, formando um corredor no centro da praça.

A sua tipologia estrutural apresenta semelhanças com os fortes da Areosa e de Montedor, cuja planimetria constituiu, à época, um avanço no sistema de defesa e vigia. Acredita-se que este conjunto de fortes litorâneos possa ter sido delineado pelo mesmo arquiteto.[1]

Referências

  1. FERNANDEZ NUNEZ, Estanislao. Teoria y proyeto sobre las fortificaciones militares al nuerte del Duero. Vila Nova de Gaia, 1987.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SILVA, M. Isabel; BATISTA, J. Mureles. "Forte do Cão/Gelfa". Informação Arqueológica, vol. 5. Braga, 1985.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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