Fosforescência

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O fenômeno da fosforecência

A fosforescência é um caso particular de um fenômeno geral denominado luminescência, sendo um tipo de fotoluminescência relacionado a capacidade que uma espécie química tem de emitir luz, mesmo no escuro, devido a sua estrutura eletrônica especial que favorecem seus elétrons absorverem radiação e passam a irradiar luz visível ou radiação de maiores comprimentos de onda. A escala de tempo para re-emissão da radiação são mais lentas devido a estarem associadas com transições de estado de energia "proibidos" pela mecânica quântica. Como estas transições ocorrem muito lentamente em certos materiais, a radiação absorvida pode ser reemitida com intensidade mais baixa para grandes intervalos de tempo após a excitação inicial.

Aplicação[editar | editar código-fonte]

É o que acontece nas tintas fosforescentes usadas em placas de sinalização de rodovias, interruptores elétricos e mostradores de relógios. O processo também é usado em tubos de televisão, e em detetores de partículas elementares.

Um exemplo de uma substância fosforescente é o sulfeto de zinco.

Quando o sulfeto de zinco é exposto a luz, os elétrons dos átomos se excitam migrando para níveis de energia mais afastados do núcleo. Retirado a exposição à radiação, os elétrons retornam lentamente aos níveis mais internos emitindo luz, fenômeno denominado fosforescência. Acredita-se que este retorno dos elétrons ao estado fundamental é lento porque, quando excitados, atingem camadas eletrônicas denominadas níveis metaestáveis que retêm os elétrons numa espécie de “armadilha”.

Alguns materiais tornam-se fosforescentes (tintas, ponteiros de relógios, por exemplo) devido à adição de algum material radioativo, que fornece a radiação para a criação do fenômeno. A vantagem da adição de um material radioativo é a fosforescência ocorrer sem cessar, mesmo que o ambiente fique escuro durante muitos anos.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Lakowicz, Joseph R, Principles of fluorescence spectroscopy, 3ª edição, Springer, 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]