Fossa das Marianas

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Localização da Fossa das Marianas

A Fossa das Marianas é o local mais profundo dos oceanos, atingindo 11034[1] metros de profundidade. Localiza-se no Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas. Geologicamente, a fossa das Marianas é resultado geomorfológico de uma zona de subducção.

O batiscafo Trieste em 1960, logo antes de estabelecer o recorde em profundidade

O ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger e Challenger II, da Marinha Real. O local foi batizado, então, de Challenger Deep. O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 pelo batiscafo "Trieste", da marinha estadunidense tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, que passaram 20 minutos no fundo do oceano, numa expedição que durou ao todo 9 horas.[2]

Pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (Estados Unidos) estão construindo um novo robô-submarino que será capaz de explorar as partes mais profundas do oceano, atingindo 11000 metros de profundidade. O robô será alimentado por energia elétrica de baterias, podendo operar continuamente até 36 horas.

O novo robô-explorador será controlado remotamente, podendo ser operado em dois modos: autonomamente, sendo capaz de vasculhar de forma independente vastas áreas do oceano, ou preso, ligado a um cabo, com o objetivo de recolher amostras em locais específicos e bem definidos. No modo autônomo, o robô permanecerá ligado ao navio de controle, mas utilizando apenas uma fibra ótica, que será utilizada para envio de comandos e recepção de imagens.

Para lidar com as altíssimas pressões do fundo do mar, o robô-submarino terá suas câmaras acondicionadas em compartimentos feitos de cerâmicas estruturais sintéticas de última geração. a Além de pesquisa biológica, o robô permitirá acesso às zonas de terremotos e vulcões mais ativas da Terra, que consistem em falhas geológicas localizadas nas fossas oceânicas.

O homem chegou à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano, apenas uma vez, em 23 de janeiro de 1960, quando o batiscafo Trieste atingiu a Depressão Challenger, a 10916 metros de profundidade,[3] levando os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard. Em 1995, o mesmo ponto foi atingido pelo submarino-robô japonês Kaikō, que recentemente foi perdido durante uma tempestade. Na única ocasião em que seres humanos estiveram no ponto mais profundo do globo, não havia como tirar fotografias, uma vez que as janelas do batiscafo foram diminuídas a tamanhos de moedas, para melhor resistir à pressão, e não existem registros visuais do evento.

Segundo o escritor norte-americano Bill Bryson, em seu livro Breve História de Quase Tudo, a aventura nunca mais foi repetida em parte porque a Marinha dos Estados Unidos se negou a financiar novas missões e em parte porque "a nação estava prestes a se voltar para as viagens espaciais e a missão de enviar um homem à Lua, que fizeram com que as investigações do mar profundo parecessem sem importância e um tanto antiquadas. Mas o fator decisivo foi a escassez de resultados do mergulho do Trieste".

Em setembro de 2010, o jornal The Australian noticiou que o cineasta James Cameron em parceria com engenheiros australianos, iniciaram um projeto para criar um submarino de águas profundas para explorar a Fossa das Marianas, no intuito de entender a vida marinha abissal e usar esta ciência nas sequências de Avatar (filme),[4] porém, segundo as informações do site Coming Attractions, em virtude dos abalos sísmicos que assolaram o Japão em Março de 2011, o submarino que já se encontra em fase de construção, teria que adiar a sua viagem,[5] uma hora que a 20th Century Fox (Produtora do filme) não estaria disposta a arriscar em algo que já apresentava risco considerável sem que estes abalos estivessem acontecendo.[6]

[editar] Possível cemitério de resíduos nucleares

Tal como outras fossas oceânicas, a Fossa das Marianas foi proposta para local de armazenamento de resíduos nucleares[7][8] na esperança de que a subducção de placas tectónicas que se verifica no local possa eventualmente fazer entrar o lixo nuclear no manto da Terra. Porém, o depósito de lixo nuclear no oceano é proibido pelo direito internacional.[7][8][9]

Notas

  1. Japan Atlas: Japan Marine Science and Technology Center.
  2. BBC: Submarino-robô atinge ponto mais profundo da Terra
  3. [1]
  4. [2]
  5. [3]
  6. Carece de Fontes
  7. a b Hafemeister, David W.. Physics of societal issues: calculations on national security, environment, and energy. Berlin: Springer, 2007. p. 187. ISBN 0-387-95560-7
  8. a b Kingsley, Marvin G.; Rogers, Kenneth H.. Calculated risks: highly radioactive waste and homeland security. Aldershot, Hants, England: Ashgate, 2007. 75–76 p. ISBN 0-7546-7133-X
  9. Dumping and Loss overview. Oceans in the Nuclear Age. Página visitada em September 18, 2010.

[editar] Ver também

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