Fotografias coloridas à mão

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Fotografia colorida à mão atribuída a Adolfo Farsari

Desde o princípio das descobertas relacionadas à fotografia, inúmeras tentativas foram sendo feitas para adicionar cor às imagens. Como a produção de imagens a cores naturais era impossível, diversas técnicas foram desenvolvidas para adicionar a cor, ou mesmo aumentar a ilusão de vida das imagens. Dentre elas, o uso de bases (como papel, por exemplo) coloridos.

Daguerreótipo colorido à mão

Várias patentes de métodos de colorir daguerreótipos foram registradas[1] . Daguerreótipos recebiam uma camada de verniz ou goma arábica sobre a qual a tinta (aquarela ou óleo) era aplicada. Também era possível a aplicação de pigmentos que, ao serem aquecidos ou eletrizados[2] , se fundiam. O resultado podia ser transparente, ou opaco (cobrindo a imagem, como se fosse, de fato, uma pintura).

O resultado dependia da competência do profissional (colorista). Se fotografias já eram algo caríssimo, fotografias coloridas eram um símbolo de status. Muitas vezes, aplicava-se a cor apenas a detalhes.

Quando surgiram as fotografias impressas em papel, colori-las ficou mais fácil, acessível até mesmo a amadores. Podiam ser coloridas com aquarela, pastel, e vários outros materiais. Também passaram a ser produzidos slides para projeção[3] , colorindo com cores transparentes fotografias impressas em placas de vidro.

Fotografias coloridas à mão japonesas[editar | editar código-fonte]

Takaboko Island hc.jpg

A técnica de colorir fotografias à mão tornou-se extremamente popular no Japão. Era considerada uma arte refinada e muito respeitada desde o início da década de 1860[4] . O fotógrafo anglo-italiano Felice Beato, aproveitando em seus estúdios o talento já bem desenvolvido dos aquarelistas e gravadores japoneses, produziu um livro de retratos de japoneses coloridos à mão, Nature Types. O pintor Yokoyama Matsusaburo criou uma técnica chamada shashin abura-e, que consistia em remover o suporte de papel da emulsão fotográfica, colorindo-a a óleo, produzindo uma verdadeira pintura com base fotográfica.

Cristalótipo[editar | editar código-fonte]

Artigo principal: Cristalótipo

Cristalótipos eram fotografias impressas em vidro, coloridas com tinta a óleo, nas quais a cor era aplicada no lado oposto ao impresso da placa, gerando um efeito de profundidade.

Popularização[editar | editar código-fonte]

Fotografia de Luis Márquez

Fotografias coloridas à mão tornaram-se bastante populares entre 1900 e 1940, popularidade atribuída ao trabalho de Wallace Nutting. Durante a Grande Depressão, houve um declínio na demanda. A popularização do filme a cores reduziu ainda mais a demanda, no entanto, ela jamais desapareceu completamente. Profissionais talentosos são capazes de produzir belas imagens, que não podem ser conseguidas com o filme colorido. Entre eles está o fotógrafo mexicano Luis Márquez.

Nos dias de hoje, são comuns imagens digitais editadas de forma a imitar efeitos de fotografias coloridas à mão.

Técnicas relacionadas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Henisch, H.K. & Henisch, B. (1996). The painted photograph 1939-1914: Origins, techniques, aspirations. Pennsylvania: The Pennsylvania State University Press. p. 21.
  2. Henisch. (1996). p. 24.
  3. Robinson, D., Herbert, S., Crangle, R., & Magic Lantern Society of Great Britain. (2001). Encyclopaedia of the magic lantern. London: Magic Lantern Society, p. 73-74.
  4. Henisch. (1996). p. 201.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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