Fotoperiodismo

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Fotoperiodismo é um termo usado na botânica e descreve os efeitos e adaptações de plantas ao fotoperíodo, que representa o comprimento de um dia[1] e consiste na duração do período de luz de um determinado lugar, dependendo da latitude e da estação do ano. Incluído no fotoperíodo está o período de luz útil, que designa a duração da qual a intensidade luminosa é maior que o limiar de compensação fotossintética.

É importante saber que existem três tipos de plantas:

  • - plantas de dia curto - floresce com fotoperíodos inferiores ao fotoperíodo crítico.
  • - plantas de dia longo - floresce com fotoperíodos superiores ou iguais ao fotoperíodo crítico.
  • - plantas neutras ou indiferente

A floração dessas plantas (como também a queda das folhas, a germinação...) depende da duração dos dias e das noites.

Quando tem-se um dia longo seguido de uma noite curta, as plantas de dia longo florescem depois de um tempo, enquanto as de dia curto não. Ou seja, são plantas que florescem no verão.

Quando tem-se um dia curto seguido de uma noite longa, é a vez das plantas de dia curto florescerem, enquanto as de dia longa não. Ou seja, são plantas que florescem no inverno.

Se ambas estiverem em um dia curto com interrução notuna de luz, as plantas de dia curto não florescerão, mas as de dia longo sim. A interrupção dos períodos escuros leva à inibição da floração de plantas de dia curto.

O segredo não está na duração do dia, e sim na duração da noite. Existem dois fitocromos envolvidos neste processo: o R e o F. Suponhamos que seja verão, os dias são longos e as NOITES SÃO CURTAS. Durante o dia, o fitocromo R é convertido em F rapidamente, como o dia é longo, há muito fitocromo F em serviço. Pois é, para plantas de dia longo tal quantidade de fitocromo F é perfeita para a floração. No entanto, para as plantas de dia curto, essa quantidade é excessiva e provoca a inibição. Durante a noite, o fitocromo F converte-se em R lentamente, como a noite é curta, não é produzido muito fitocromo R e as concentrações de F serão ainda mais elevadas durante o dia.

Suponhamos que seja inverno, dias curtos e noites longas. Há menos conversão de fitocromo R em F durante o dia, e, durante a noite, o que tem de fitocromo F é convertido em R em proporções consideráveis. Desta forma, não há fitocromo F suficiente para a floração de plantas de dia longo, enquanto há festa para as plantas de dia curto. No entanto, as plantas de dia curto precisam do máximo de período de escuridão que puderem ter, para que as concetrações de F sejam consideravelmente reduzidas, tal período deve ser, portanto, longo e CONTÍNUO. A interrupção com luz produz mais fitocromo F, o suficiente para a floração das plantas de dia longo (em pleno inverno, quem sabe) e inibe a floração das plantas de dia curto.

Plantas de regiões frias têm sementes e flores que só se desenvolvem após rigorosos invernos. Para serem cultivadas no Brasil, por exemplo, devem ser submetidas à vernalização (ou choque térmico) para que a floração ou germinação sejam induzidas.

Referências

  1. Fotoperiodismo (.doc) Homero Bergamaschi, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Visitado em 2008-10-30.

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