Fototerapia

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Este artigo é sobre fototerapia, um tipo de terapia baseado em luz, para outros tipos de terapias baseadas em radiação, como tratamento de câncer ver terapia, para terapias baseadas em fármacos, ver farmacologia.

Introdução[editar | editar código-fonte]

Fototerapia é um dos diversos recursos da Fisioterapia no tratamento e cura de diversas patologias, como a psoríase e a icterícia, por exemplo no caso neonatal.

A fototerapia consiste em uma série de tratamentos à base de processos fotoquímicos que não "queimam" ou provocam danos à superfície da pele, efeitos colaterais representam um desafio do ponto de vista de engenharia, desenhar estes tratamentos não é algo trivial.

Na fototerapia, o paciente é tratado através de determinados comprimentos de onda, azul no caso da icterícia neonatal ou mesmo radiações ionizantes no tratamento de câncer, gerados por equipamentos como lasers, diodos emissores de luz (LED) e lâmpadas fluorescentes, os quais estimulam ou mesmo inibem certas atividades das células, favorecendo o rejuvenescimento e recuperação tecidual.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Há registro de tratamento de vitiligo através da exposição ao sol pelos hindus, sendo um dos recursos mais antigos da medicina, junto à hidroterapia e à eletroterapia.

Em 1903 Niels Finsen ganhou o prêmio Nobel por tratar com sucesso a tuberculose cutânea (antigamente conhecida como lupus vulgar)com luz de arco de carbono.

Indicações[editar | editar código-fonte]

Além dessas, muitas outras patologias respondem de forma positiva ao tratamento por fototerapia.

Fototerapia para neonatos ictéricos[editar | editar código-fonte]

A icterícia neonatal é uma síndrome comum em recém-nascidos e resulta da imaturidade hepática, consequentemente, acarretando o aumento de uma substância tóxica no sangue denominada bilirrubina, que pode trazer consequências ao sistema nervoso central provocando lesões ou até mesmo a morte quando em excesso. O controle do tratamento a base de fototerapia é muito importante ([4] pp. 11-12). Além das causas bem conhecidas, genética também pode ser o fator precusor ([5] ).

Sabe-se de estudos com as propriedades da luz que frequência é algo importante, isso diferencia as cores do espectro visível. A luz do sol é o sistema de iluminação mais completo. No entanto, efeitos colaterais devido à presença de outros comprimentos de onda torna o seu uso inviável em certas condições, como por exemplo raios-vermelhos, conhecidos por “esquentar”.

No caso da icterícia neonatal, o comprimento de onda correspondente ao azul é o necessário para o tratamento, sendo assim, um bom sistema de iluminação deve concentrar na banda do azul.

Neonato ictérico sobre tratamento

Referências

  1. Diffey BL (1980). "Ultraviolet radiation physics and the skin". Phys. Med. Biol. 25 (3): 405–426. doi:10.1088/0031-9155/25/3/001
  2. Adauwiyah J, Suraiya HH (2010). "A retrospective study of narrowband-UVB phototherapy for treatment of vitiligo in Malaysian patients." Med J Malaysia. Dec;65(4):297-9.
  3. Newman TB, Kuzniewicz MW, Liljestrand P, Wi S, McCulloch C, Escobar GJ (May 2009). "Numbers needed to treat with phototherapy according to American Academy of Pediatrics guidelines". Pediatrics 123 (5): 1352–9. doi:10.1542/peds.2008-1635
  4. J. G. PIRES (2010), ‘Projeto e desenvolvimento de Produto: proposta e desenvolvimento de dispositivo eletrônico para auxiliar no tratamento da icterícia’, ‘Design and Development of new products: proposal and development of electronic devise for assisting in the neonatal jaundice treatement’, Thesis on Industrial Engineering, DEPRO, UFOP.
  5. SCHOOF, C. P. : Zschocke, J.: Potocki, L. Human Genetics: from molecules to medicine. Lippincott Williams & Wilkins: 2012.