Foundation and Empire

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Foundation and Empire (pt-br: Fundação e Império) é uma novela escrita por Isaac Asimov que foi publicada pela editora Gnome Press em 1952. É o segundo livro publicado da Série Fundação, e o quarto na cronologia do universo da história. Ela é dividida em duas partes, que originalmente foram publicadas separadamente.

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Resumo do enredo[editar | editar código-fonte]

O General[editar | editar código-fonte]

A primeira metade do livro, intitulada "O General," nos conta como o Império Galáctico, já então em pleno colapso, lança um ataque contra a Fundação. O ataque é liderado pelo General Bel Riose, um comandante de capacidade inigualável. O Império, apesar de ser só uma sombra do que já foi, ainda retém muito mais recursos e homens do que a Fundação. Riose, ao encontrar resistência, pede reforços ao imperador, para que a vitória sobre a Fundação fosse totalmente garantida—mas na corte de Trantor o pedido do general soa como uma tentativa de ajuntar forças suficientes para um golpe de Estado. A Fundação oferece dinheiro ao general em troca duma trégua, mas ela é rejeitada. Resta a Devers, um cidadão da Fundação, interceptar uma mensagem que resume todas as últimas atividades do general e fugir para Trantor, a capital imperial, na esperança de convencer o imperador a tirar Riose da linha de frente. Ele não consegue se aproximar do imperador e é quase morto na tentativa, mas todo o seu esforço se mostra desnecessário no fim; o imperador por conta própria decide que Riose é perigoso demais e o executa.

Esse foi o resultado inevitável das forças psico-históricas. Sob um imperador fraco, um general de sucesso teria bem mais a ganhar ao dar um golpe em Trantor do que ao sair em conquista de regiões distantes da galáxia. Um general fraco, é claro, não é ameaça nenhuma para a Fundação, mesmo sob um imperador forte. Um imperador forte, num império em declínio, não poderia ele mesmo se arriscar a deixar o planeta central para fazer guerra na fronteira, porque logo as intrigas da corte elevariam um substituto no trono. A única ocasião na qual haveria uma real ameaça para a Fundação seria quando houvesse ambos um imperador forte e um general forte; o general não poderia derrubar o imperador, então a sua ambição seria divergida para a fronteira. Um imperador forte, entretanto, é justamente aquele que não permite que ninguém mais fique poderoso demais; um imperador forte mataria um general competente antes que ele pudesse representar um perigo ao trono. A história confirmou a previsão psico-histórica. Em qualquer caso que seja, a Fundação é invulnerável.

As personagens do Imperador Cleon II e do General Bel Riose nessa história são baseadas em pessoas reais: o imperador romano Justiniano I e seu general Belisário, cujas vidas Asimov conhecia por ele haver lido recentemente a novela O Conde Belisário de Robert Graves.

"O General" foi publicado pela primeira vez na edição de abril de 1945 de Astounding Science Fiction sob o título "Dead Hand" (pt: "A Mão Morta").

O Mulo[editar | editar código-fonte]

A segunda metade do livro, intitulada "O Mulo," dá-se aproximadamente cem anos após a primeira metade. O Império deixou de existir tanto em nome quanto de fato, quando Trantor foi saqueada por uma "frota de bárbaros", restando somente 20 planetas agrícolas sob o poder imperial (um território superado de longe pela maioria dos reinos bárbaros). Após a morte do último imperador forte, Cleon II, o império entrou numa fase acelerada de declínio e guerras civis, sem jamais experimentar outra revitalização como a que houve sob Cleon II. A Fundação se tornou a maior potência da galáxia, mantendo vários sistemas solares sob controle por meio da sua rede comercial. Infelizmente, a liderança da Fundação se degenerou: o Prefeito de Terminus passou a ser uma figura sem poder, numa república há três gerações controlada por uma linhagem de ditadores hereditários.

Em reação à corrupção em Terminus, cerca de 30 planetas fronteiriços que acumularam grandes fortunas via comércio, começam a planejar uma guerra civil para se desligar da Fundação sob a alcunha de Mercadores Independentes.

Além da corrupção interna, uma ameaça exterior surge na forma de um homem misterioso conhecido apenas como Mulo. O Mulo (cujo nome real nunca é revelado) é um mutante, e possui a habilidade de sentir e manipular emoções (só emoções, não pensamentos). Ele usa esta habilidade para conquistar vários sistemas autônomos nas fronteiras da Fundação, e usa os recursos destes sistemas numa guerra contra a Fundação.

Enquanto seus vassalos prosseguem com a guerra, o Mulo assume o disfarce de um refugiado, um palhaço chamado "Magnifico Giganticus", e viaja com dois cidadãos da Fundação, Toran e Bayta Darell para diversos planetas. Enquanto viaja, ele usa suas habilidades para subverter o esforço de guerra da Fundação ao enfraquecer o moral dos habitantes e reduzir suas tropas ao desespero. No fim, a Fundação cai praticamente sem ter lutado. Conforme o Mulo avançava, a liderança da Fundação complacentemente assumia que Seldon predizera o ataque, e que apesar do Mulo estar vencendo inexoravelmente, era certo que o holograma de Hari Seldon eventualmente apareceria e lhes diria como vencer (exatamente como Bel Riose parecia impossível de derrotar, mas fôra por fim "derrotado" pelas predições de Seldon). No entanto, quando o holograma programado de Seldon aparece, eles descobrem para a sua surpresa que a Crise Seldon predita pelo holograma era uma guerra civil entre a Fundação e os Mercadores Independentes, sem fazer menção qualquer do Mulo. Os representantes dos Mercadores Independentes presentes na ocasião explicam que sim, eles planejavam iniciar uma guerra de secessão contra a Fundação, mas que isso foi deixado de lado quando o Mulo começou a sua ofensiva. Portanto, Seldon não havia predito a aparição do Mulo e nada tinha a aconselhar para o derrotar. Quando as naves do Mulo se aproximam de Terminus, a Fundação se rende com pouquíssima resistência. Os mundos Independentes, contudo, prosseguem a luta com a estratégia do desgaste ou atrição, apesar do desfecho ser uma derrota certa.

Ainda sob o desfarce de um palhaço refugiado em fuga, o Mulo continua a viajar com o sr. e a sra. Darell, junto com o psicólogo Ebling Mis, até a Grande Biblioteca de Trantor. Os Darells e Mis procuram contatar a Segunda Fundação, a qual acreditam ser um instituto fundado por Seldon assim como a primeira e conhecida Fundação, mas que em vez de se dedicar ao domínio e manejo da matéria, se dedicaria ao poder da mente; seria ela a única capaz de derrotar o Mulo. O Mulo, por outro lado, deseja saber o local da Segunda Fundação para que ele possa usar seus poderes junto com os recursos da Primeira Fundação e a derrubar com um ataque surpresa.

Enquanto estava na Grande Biblioteca, o Mulo discretamente superestimula a mente de Ebling Mis, permitindo que este faça grandes saltos de lógica usando as informações da biblioteca. Infelizmente para Mis, o esforço extraordinário da sua mente causa a deterioração do seu corpo. Ao dar seus últimos suspiros, Mis conta a Toran, Bayta, e ao palhaço que ele descobriu onde fica a Segunda Fundação. Logo antes dele por fim revelar o lugar, contudo, Bayta o mata. Ela havia há pouco percebido que o palhaço era na verdade o Mulo, e matado Mis para o impedir de revelar o planeta da Segunda Fundação. Na sede da Segunda Fundação, revelada para o leitor estar em Trantor, fica entendido que não foi por pura coincidência que Bayta chegou àquelas conclusões. Derrotado, o Mulo abandona os Darells em Trantor para ir reinar sobre a Fundação e o resto do seu império. Bayta diz ao Mulo que, em certo sentido, Seldon de fato predisse a aparição do Mulo, ou pelo menos antecipou que alguém como o Mulo surgiria eventualmente, e que Seldon havia instituído a Segunda Fundação com o propósito de impedir que telepatas desviassem o curso do seu grande Plano. O Mulo admite que caso Mis houvesse-lhe dito o local da Segunda Fundação, ele a teria destruído antes que ela pudesse desenvolver uma contra-estratégia. Graças a Bayta, agora a Segunda Fundação tem tempo. O Mulo agora detém metade da galáxia sob o seu punho, e a Segunda Fundação é o único obstáculo ao domínio de toda a galáxia.

"O Mulo" foi publicado pela primeira vez nas edições de novembro e dezembro de 1945 de Astounding Science Fiction.

Sequências[editar | editar código-fonte]

Trivialidades[editar | editar código-fonte]

  • Os episódios de Futurama chamados "Parasites Lost" e "The Devil's Hands are Idle Playthings" mostram o Holophonor, baseado no Visi-Sonor. O Visi-Sonor é um instrumento musical fictício no livro que estimula os neurônios a tal ponto que o ouvinte vê e sente conforme a música.

O Mulo usa o Visi-Sonor para amplificar o seu poder e o instrumento se torna uma arma mortal no término do livro.

  • O grupo musical britânico Level 42 de rock, jazz e funk, possui uma canção instrumental chamada "Foundation and Empire" no lado B do seu disco Starchild de 1981, com uma versão gravada ao vivo no seu álbum de 1985 A Physical Presence.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Chalker, Jack L.; Mark Owings. The Science-Fantasy Publishers: A Bibliographic History, 1923–1998. Westminster, MD and Baltimore: Mirage Press, Ltd., 1998. 301 pp.
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Fundação
por Isaac Asimov
Série Fundação
A Segunda Fundação
por Isaac Asimov