França

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République française
República Francesa
Bandeira da França
Brasão de armas da França
Bandeira Brasão de armas
Lema: Liberté, Égalité, Fraternité
(Francês: "Liberdade, Igualdade, Fraternidade")
Hino nacional: La Marseillaise
Gentílico: Francês

Localização da França

Localização da França (em vermelho)
No continente europeu (em cinza)
Na União Europeia (em branco) Outre-mer en sans Terre Adelie.png
Territórios ultramarinos da França
Capital Paris
48° 52′N 2° 19,59′E
Cidade mais populosa Paris
Língua oficial Francês
Língua cooficias:Língua occitana, Língua bretã Provençal (dialeto)
Governo República unitária semipresidencialista
 - Presidente François Hollande
 - Primeiro-ministro Manuel Valls[1]
 - Presidente do Senado Jean-Pierre Bel
Formação  
 - Estado francês 843 (Tratado de Verdun
 - Constituição atual 1958 (5ª República
Entrada na UE 25 de março de 1957 (membro co-fundador)
Área  
 - Total 543 965[2] km² (40.º)
 - Água (%) 0,26
População  
 - Estimativa de 2010 65 447 374[3] hab. (20.º)
 - Densidade 115 hab./km² (89.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 2,586 trilhões*[4]  (9.º)
 - Per capita US$ 40 445[4]  (24.º)
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 2,902 trilhões*[4]  (5.º)
 - Per capita US$ 45 383[4]  (20.º)
IDH (2013) 0,884 (20.º) – muito elevado[5]
Gini (2008) 28,9[6]
Moeda Euro¹ (EUR)
Fuso horário CET (UTC+1)
 - Verão (DST) CEST (UTC+2)
Org. internacionais ONU, OMC, UE, Clube de Paris, CE, OCDE, UEO, Francofonia, OTAN, G8, G20
Cód. ISO FRA
Cód. Internet .fr
Cód. telef. +33
Website governamental www.elysee.fr

Mapa da França

¹ Nos territórios franceses do Oceano Pacífico, a moeda corrente é o Franco CFP.

França (em francês: France; AFI[fʁɑ̃s] Ltspkr.png ouça), oficialmente República Francesa (em francês: République française; [ʁepyblik fʁɑ̃sɛz]) é um país localizado na Europa Ocidental, com várias ilhas e territórios ultramarinos noutros continentes. A França Metropolitana estende-se do Mediterrâneo ao Canal da Mancha e Mar do Norte, e do Rio Reno ao Oceano Atlântico. É muitas vezes referida como L'Hexagone ("O Hexágono") por causa da forma geométrica do seu território e partilha fronteiras com a Bélgica e Luxemburgo a norte; Alemanha a nordeste; Suíça e Itália a leste; Espanha ao sul e com as micronações de Mônaco e Andorra. A nação é o maior país da União Europeia em área é o terceiro maior da Europa, atrás apenas da Rússia e da Ucrânia (incluindo seus territórios extraeuropeus, como a Guiana Francesa, o país torna-se maior que o território ucraniano).

Por cerca de meio milênio,[7] o país tem sido uma grande potência, com forte influência econômica, cultural, militar e política no âmbito europeu e global. Durante muito tempo a França exerceu um papel de liderança e hegemonia na Europa (principalmente a partir da segunda metade do século XVII e parte do XVIII). Ao longo daqueles dois séculos, a nação iniciou a colonização de várias áreas do planeta e, durante o século XIX e início do século XX, chegou a constituir o segundo maior império da história, o que incluía grande parte da América do Norte, África Central e Ocidental, Sudeste Asiático e muitas ilhas do Pacífico.

O país tem seus principais ideais expressos na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. A República Francesa é definida como indivisível, laica, democrática e social pela sua constituição.[8] A França é um dos países mais desenvolvidos do mundo,[9] possui a quinta maior economia do mundo por PIB nominal, a nona maior por paridade do poder de compra e a segunda maior de toda a Europa.[10] O país goza de um alto padrão de vida, bem como um elevado nível de escolaridade pública, além de ter uma das mais altas expectativas de vida do mundo.[11] A França foi classificada como o melhor provedor de saúde pública do mundo pela Organização Mundial de Saúde (OMS).[12] É o país mais visitado no mundo, recebendo 82 milhões de turistas estrangeiros por ano.[13]

A França tem o terceiro maior orçamento militar do mundo[14] , a terceira maior força militar da OTAN e o maior exército da União Europeia, além de ser um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e possuir o terceiro maior número de armas nucleares do mundo.[15] O país é um dos membros fundadores da União Europeia e possui a maior área e a segunda maior economia do bloco. É também membro fundador da Organização das Nações Unidas, além de ser membro da Francofonia, do G8, do G20, da OTAN, da OCDE, da OMC e da União Latina.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Não há muitos relatos sobre a origem do nome França. O nome Francia refere-se à área original do norte da Europa, que era habitada, ou melhor dominada, por guerreiros germânicos que chamavam a si próprios de francos. Francia é uma adaptação latina do século III do termo Franko(n), nome que os francos a deram quando estavam em seu domínio, atualmente localizada provavelmente no que hoje corresponde à região de Flandres, na Bélgica. Realmente, a partir dos séculos III e IV, os romanos já tinham tido contacto com os francos. Os romanos vieram a contratá-los como mercenários em seu exército, e bem antes das invasões germânicas. O nome Francia, não tem conotação política, mas sim de localização ou sociológica, como Magrebe ou os Bálcãs no século XXI. O povo franco era uma nação de guerreiros que elegia um chefe de guerra denominado rei dos francos, e local livre, sob a sua competência pelos assuntos de Guerra. A guerra é considerada como o valor da liberdade, e a palavra "franco" se tornou, a partir daí, sinónimo de livre.

Outra teoria é que o nome dos francos deriva da palavra goda "frankon", que era o nome do machado de guerra utilizado pelos habitantes da região. Esse machado atualmente é conhecido como franquisque, conforme designado no "Ethymologiarum sive originum, libri XVIII", livro escrito por Isidore de Sevilha (c. 560 - 636).

História[editar | editar código-fonte]

Pré-história, antiguidade e Idade Média[editar | editar código-fonte]

O Maison Carrée era um templo da cidade galo-romana de Nemauso (atual Nîmes) e é um dos mais bem conservados vestígios do Império Romano.

Os francos foram uma tribo germânica, provavelmente originária da Panônia, uma região do território onde hoje se situa a Hungria, e que mais tarde se mudaram para o oeste, para ocupar a região da Frísia, onde atualmente estão os Países Baixos.

Em meados do século IV da nossa era, na época da decadência do Império Romano, o imperador Juliano, para pacificar estas tribos, lhes cedeu a Gália, e os francos se incorporaram ao império como um aliado federado.

Na época do seu apogeu, o reino dos francos abarcou a maior parte do atual território da França e parte do que hoje é a Alemanha (Francônia). Este povo germânico uniu-se aos povoadores celtas do lugar, os gauleses, e ambos os grupos indo-europeus constituíram a origem do que séculos mais tarde seria a nação francesa. No entanto, os francos deixaram uma marca mais forte que a dos gauleses, pelo menos no nome do país: etimologicamente, França significa ´terra dos francos´.

As fronteiras da França moderna são muito semelhantes às fronteiras da antiga Gália, território habitado pelos gauleses, de origem celta. A Gália foi conquistada pelos Romanos no século I a.C., e os gauleses acabaram por adoptar a cultura e a língua latinas.

O cristianismo instalou-se durante os séculos II e III. As fronteiras do leste da Gália ao longo do rio Reno foram atravessadas por tribos germânicas - principalmente os Francos, dos quais o antigo nome "Francie" vem - durante o século IV.

Apesar de a monarquia francesa ser muitas vezes datada do século V, a existência contínua da França como uma entidade separada começa com a divisão do império franco de Carlos Magno em uma parte leste e uma parte oeste. A parte do leste pode ser considerada como o começo do que é a atual Alemanha, a parte oeste como a França.

Monarquia à república[editar | editar código-fonte]

Tomada da Bastilha em 1789, um dos eventos centrais da Revolução Francesa.

Os sucessores de Carlos Magno dirigiram a França até 987, quando Hugo Capeto, Duque de França e conde de Paris, foi coroado Rei da França. Seus sucessores, a dinastia dos Capetos, dirigiram a França até 1789, quando a Revolução Francesa instalou uma República, em uma época de mudanças radicais que começou em 1789.

Após diversas mudanças, a França chegou ao século XX como um país em transição política constante, passando, diversas vezes, por diferentes regimes políticos, piorando sua imagem no mundo (sendo que não possuía tantas colônias como a Inglaterra, que tinha um vasto império que agregava 1/4 do mundo). Com eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em 1940 a Alemanha declarou guerra à França e invadiu o país. Após apenas 43 dias de combates, os franceses se renderam e precisaram da ajuda dos aliados (em destaque, o Reino Unido e os Estados Unidos) para sua libertação (iniciada no Dia D, 6 de Junho de 1944).

Apesar disso, no final da guerra, a França obteve o estatuto de membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, conseguiu entrar no restrito clube de potências nucleares e foi, juntamente com a Alemanha, o principal incentivador da criação da Comunidade Europeia.

Atualmente, a França é um país de língua latina, que ocupa a maior parte das antigas tribos gaulesas célticas, conquistada por Júlio César, mas que leva seu nome dos francos uma tribo germânica, cujo nome significa "homens livres", que foi formada tardiamente e instalada em uma parte do terreno do Império Romano.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A França metropolitana está situada na faixa entre as latitudes 41° e 51° N (Dunquerque está um pouco a norte da latitude 51° N) e as longitudes 6° W e 10° E, na parte ocidental da Europa e, portanto, situada na zona de clima temperado do hemisfério norte.

Enquanto a França metropolitana está localizada na Europa Ocidental, a França também tem territórios na América do Norte, Caribe, América do Sul, sul do Oceano Índico, Oceano Pacífico e uma reivindicação na Antártida.[16] Estes territórios têm diferentes formas de governo que vão desde departamento de ultramar à coletividade de ultramar. Os departamentos e coletividades ultramarinas da França e partilham fronteiras terrestres com o Brasil e Suriname (fronteira com a Guiana Francesa) e com as antigas Antilhas Holandesas (fronteira com Saint-Martin).

A França metropolitana abrange 547 030 km2[17] e têm a maior área territorial entre os membros da União Europeia.[18] A França possui uma grande variedade de paisagens, desde as planícies costeiras no norte e oeste, as cordilheiras dos Alpes no sudeste, o Maciço Central da região centro-sul até aos Pirenéus no sudoeste. Com 4810,45 m[19] acima do nível do mar, o Mont Blanc é o ponto mais alto da Europa Ocidental, situado nos Alpes, sobre a fronteira França-Itália. A França Metropolitana também tem sistemas fluviais extensos como o Sena, o Loire, Garona e o Ródano, que divide o Maciço Central dos Alpes e desagua no Mar Mediterrâneo. A Córsega está ao largo da costa do Mediterrâneo.

A área total terrestre da França, com seus departamentos e territórios ultramarinos (excluindo Terra de Adélia), é de 674843 km², 0,45% da área total da Terra. Contudo, a França possui a segunda maior Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do mundo,[20] que abrange 11.035.000 km², cerca de 8% da superfície total de todos as ZEEs do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (11351000 km²) e à frente da Austrália (8232000 km²).[21]

Clima[editar | editar código-fonte]

A França tem temperaturas amenas o ano todo. As chuvas são abundantes, o sol generoso. É mais fresco e úmido a norte e a oeste; mais quente e seco nas cidades do Mediterrâneo. O norte e o noroeste do país têm um clima temperado, enquanto que uma combinação de influências marítimas, latitude e altitude produzem um clima variado no resto da França metropolitana.[22] No sudeste prevalece o clima mediterrâneo. No oeste, o clima é predominantemente oceânico, com um elevado nível de pluviosidade, invernos suaves e verões quentes. No interior o clima torna-se mais continental, com verões quentes e tempestuosos, invernos mais frios e menos chuva. O clima dos Alpes e de outras regiões montanhosas é principalmente alpino, com o número de dias com temperaturas abaixo de zero passando de 150 por ano e com uma cobertura de neve com duração de até seis meses.[23]

No inverno, a neve nas montanhas possibilita a prática de esportes de inverno. A neve é rara nas planícies, caindo essencialmente a norte do rio Loire e, esporadicamente, em Paris. Na primavera, as temperaturas são acima de 20 °C no sul, como em Nice e Cannes. De junho em diante, pode-se andar pelas ruas sem agasalho. Os dias são mais longos, época para viagens ao campo, montanhas e para atividades ao ar livre. O verão é quente e calmo. O sol predomina em todo o país. A temperatura chega, muitas vezes, a 30 °C em Marselha, a 25 °C em Brest. As praias ficam lotadas. No outono regressa a chuva, depois as temperaturas amenas no mês de dezembro. Nas ruas, as pessoas se agasalham e os dias vão ficando mais curtos.[23] [24]

Paisagens e climas da França
Vegetação mediterrânea (lavanda) em Provença
Clima alpino na Saboia (observa-se um íbex à esquerda). 

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população da França é de aproximadamente 65,4 milhões de pessoas (segundo estimativas para janeiro de 2010), dos quais 62 793 432 habitam a França Metropolitana, com uma densidade de 115 habitantes por quilômetros quadrado, 2 653 942 habitam a França Ultramarina, incluindo uma comunidade de dois mil cientistas e investigadores destacados na Antártida.

Segundo dados do CIA World Factbook, 77% da população francesa vivem em áreas urbanas. Paris, junto à sua área metropolitana (correspondente à região conhecida como Ilha de França), concentra 11 769 443 habitantes[25] , o que a converte em uma das maiores do mundo, e a mais povoada da União Europeia. Outras áreas metropolitanas como mais de um milhão de habitantes são Marselha e Lyon, com mais de um milhão e meio habitantes cada uma.

A esperança de vida ao nascer é de 80,7 anos, sendo 77,1 para os homens e 84,1 para as mulheres. Os homens tendem a ter empregos a tempo completo, enquanto nas mulheres tende a ser parcial. Na França, as férias legais pagas somam cinco semanas para cada ano de trabalho. É considerado como um dos países com melhor qualidade de vida do planeta. Sua população desfruta de um alto grau de serviços, e o índice de saúde é um dos melhores do mundo.

A população está composta por descendentes de vários grupos étnicos, principalmente de origem celta (mas também ligure e ibero), fundamentalmente gauleses fusionados com a população precedente, que deram à região o nome de Gália (que hoje é a França), que incluía também Bélgica, Suíça e Luxemburgo. Cronologicamente, foram-se somando outros grupos étnicos: no processo histórico formativo da França atual, são também significativas as populações de origem grega, romana, basca, germânica (principalmente de francos, como também de burgúndios), viking (na Normandia) e, em menor medida, os sarracenos.

Desde o século XIX, a França é um país de imigração. Mais de 90% da população nasceu dentro do próprio país.[26] Entre os estrangeiros que vêm se integrando, predominam os magrebes, italianos e espanhóis (a imigração espanhola no país começou desde 1999), portugueses, polacos, subsaarianos, chineses (um milhão em 2007),[27] turcos (entre 400 e 500 mil),[28] [29] vietnamitas (250 mil)[30] e ciganos (entre 200 e 300 mil).[29] A maior parte de imigrantes]nos últimos anos provêm do Magrebe. No total, existem 4,5 milhões de imigrantes[31] , do qual aproximadamente um milhão e meio nasceram em terras estrangeiras, mas têm adquirido a nacionalidade francesa, ainda que mais de três milhões desses imigrantes sejam considerados estrangeiros.

Os estudos da população da francesa mostram que a maioria da sua composição dos cidadãos são de origem europeia (91,6%), entre os quais franceses (85%) os outros 6,5% provêm de outros países. 5,75 vêm de países da África, 3% da Ásia e 0,6% da América.[32] Esta composição é consequência da evolução migratória e da presença significativa da população nascida na França, porém estrangeira, geralmente imigrantes que através dos anos foram obtendo a cidadania francesa. A população de origem judia era estimada em 550 mil habitantes, a princípios dos anos 2000, ainda que não existam dados estatísticos, pois a lei proíbe recolher dados sobre etnias ou religiões.

Religião[editar | editar código-fonte]

Notre-Dame de Reims é a catedral católica romana onde os reis da França foram coroados até 1825.[33]

França é um país secular e a liberdade de religião é um direito constitucional. O governo francês não mantém estatísticas sobre adesão religiosa, etnias ou filiação política. No entanto, existem algumas estimativas não oficiais.

O catolicismo romano tem sido a religião predominante na França há mais de um milênio, embora não seja tão ativamente praticado hoje como era antes. Uma pesquisa realizada pelo jornal católico La Croix descobriu que, enquanto em 1965, 81% dos franceses se declaravam como católicos, em 2009 essa proporção era de 64%. Além disso, embora 27% dos franceses ia à missa uma vez por semana ou mais em 1952, apenas 4,5% o fizeram em 2006; 15,2% assistiam à missa pelo menos uma vez por mês.[34] O mesmo estudo constatou que os protestantes responderam por 3% da população, um aumento em relação às pesquisas anteriores e 5% seguiam outras religiões, sendo que os restantes 28% declarando que não tinham nenhuma religião.[34]

De acordo com uma sondagem de janeiro de 2007 realizada pela Catholic World News,[35] apenas 5% da população francesa frequentava a igreja regularmente (ou 10% frequentam os serviços da igreja regularmente entre os entrevistados que se identificaram como católicos). A pesquisa mostrou que 51% dos entrevistados se identificou como católicos, 31% se identificou como agnósticos ou ateus (outra pesquisa[36] define a proporção de ateus como igual a 27%), 10% se identificou como sendo de outras religiões ou sem opinião, 4% identificados como muçulmanos, 3% se identificaram como protestantes, 1% se identificaram como budistas e 1% se identificaram como judeus.[37] Enquanto isso, uma estimativa independente do politologista Pierre Bréchon, em 2009, concluiu que a proporção de católicos havia caído para 42% enquanto o número de ateus e agnósticos havia subido para 50%.[38] Os valores mais recentes da World Christian Database datados de 2010 e divulgados pelo site The ARDA mostram que 68,23% dos franceses são seguidores do Cristianismo, 16,41% são agnósticos, 8,55% são muçulmanos, os ateus são 4,13%, os judeus 1% e outras religiões são seguidas por 1,67% da população.[39] De acordo com o Fórum Pew "Na França, os defensores de uma lei de 2004 que proíbe o uso de símbolos religiosos nas escolas dizem que protegem as meninas muçulmanas de serem forçadas a usar um lenço na cabeça, mas a lei também restringe aqueles que querem usar o véu - ou qualquer outro símbolo "conspícuo" religioso, incluindo grandes cruzes cristãs e turbantes sikh - como expressão de sua ."[40]

Religião em França - 2010[39]
Religião Porcentagem(%)
Cristianismo
  
68,23%
Agnosticismo
  
16,41%
Islão
  
8,55%
Ateísmo
  
4,13%
Judaísmo
  
1,00%
Outras crenças
  
1,67%

De acordo com a mais recente pesquisa do Eurobarômetro, de 2005,[41] 34% dos cidadãos franceses responderam que "acreditam que existe um deus", enquanto 27% responderam que "acreditam que existe algum tipo de espírito ou força vital e 33% que "não acredito que haja qualquer tipo de espírito, deus, ou força vital." Um outro estudo mostra 32% de pessoas na França se declaram como ateus e outros 32% declaram-se como "cético sobre a existência de Deus, mas não um ateu."[42]

As estimativas do número de muçulmanos na França variam amplamente. De acordo com o censo francês de 1999, havia 3,7 milhões de pessoas "provavelmente de fé muçulmana" na França (6,3% da população total). Em 2003, o Ministério do Interior francês estimou que o número total de muçulmanos estava entre cinco e seis milhões (8-10%).[43] [44] A comunidade judaica atual na França é de cerca de 600.000 pessoas de acordo com o Congresso Mundial Judaico e é a maior na Europa. No entanto, tanto o Banco de Dados Judeus Norte-Americano quanto a Biblioteca Virtual Judaica colocam essas estimativas mais perto de 480 mil pessoas em 2010.

Desde 1905 o governo francês tem seguido o princípio da laicidade, em que é proibido de reconhecer qualquer direito específico de uma comunidade religiosa. Em vez disso, o governo apenas reconhece as organizações religiosas, de acordo com critérios formais legais que não tratam a doutrina religiosa. Por outro lado, as organizações religiosas devem abster-se de intervir na elaboração de políticas.

Idioma[editar | editar código-fonte]

Mapa da Francofonia pelo mundo:
  Língua nativa
  Língua administrativa
  Língua secundária ou não oficial
  Minorias francófonas

O idioma oficial na França é o francês,[45] proveniente do françano, variante linguística falada na Ilha de França que nos princípios da Idade Média e, ao longo dos séculos, se impôs ao resto das línguas e variantes linguísticas que se falam em quaisquer partes da França.

Apesar disto, esta imposição do francês tem sido fruto de decisões políticas tomadas ao longo da história, com o objetivo de criar um Estado uniformizado linguisticamente. Feito isto, o artigo 2 da constituição francesa de 1958 disse textualmente que «La langue de la République est le français».[46]

Este artigo tem servido para não permitir o uso oficial nos âmbitos de uso culto das línguas que se falam na França: o catalão, o bretão, o corso, o ocitano, o provençal, o franco-provençal, o basco e o alsaciano. Somente se tem permitido ensinar alguma destas línguas como segunda língua estrangeira optativa na escola pública. A imigração proveniente de fora do país, assim como de regiões exclusivamente francófonas, faz com que a porcentagem de falantes destas línguas seja cada vez mais baixa.

Do século XVII a meados do século XX, o francês serviu como língua internacional preeminente da diplomacia e das relações internacionais, bem como uma língua franca entre as classes cultas da Europa.[47] A posição dominante da língua francesa nas relações internacionais tem apenas sido desafiada recentemente pelo inglês, desde o surgimento dos Estados Unidos como uma grande potência.[48] [49]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

A República Francesa é uma república unitária semipresidencialista com fortes tradições democráticas.[50] A constituição da V República foi aprovada por referendo em 28 de setembro de 1958.[51] É extremamente reforçada a autoridade do executivo em relação ao Parlamento. O poder executivo em si tem dois dirigentes: o presidente da República, atualmente François Hollande, que é chefe de estado e é eleito diretamente por sufrágio universal para um mandato de 5 anos (antes de 7 anos)[52] e o Governo, liderado pelo primeiro-ministro nomeado pelo presidente. O primeiro-ministro atual é Manuel Valls.

O parlamento francês é uma legislatura bicameral, composto por uma Assembleia Nacional (Assemblée Nationale) e um Senado.[53] Os deputados da Assembleia Nacional representam círculos eleitorais locais e são diretamente eleitos para mandatos de 5 anos.[54] A Assembleia tem o poder de demitir o gabinete e, assim, a maioria na Assembleia determina a escolha do governo. Os senadores são escolhidos por um colégio eleitoral para mandatos de 6 anos (inicialmente 9 termos homólogos), e metade dos assentos são submetidos a eleição a cada 3 anos, com início em Setembro de 2008.[55] Os poderes legislativos do Senado são limitados; em caso de desacordo entre as duas câmaras, a Assembleia Nacional tem a palavra final, exceto para as leis constitucionais e lois organiques (leis que são diretamente previstas pela Constituição), em alguns casos.[56] O governo tem uma forte influência na formação da ordem do dia do Parlamento.

A política francesa caracteriza-se por dois grupos políticos opostos: um de esquerda, centrada em torno do Partido Socialista Francês, e os outros da ala direita, anteriormente centrada em torno do Rassemblement pour la République (RPR) e agora seu sucessor, o Union pour un mouvement populaire (UMP).[57] O poder executivo é atualmente composto na sua maioria por membros do UMP.

Lei[editar | editar código-fonte]

Os princípios básicos que a República Francesa deve respeitar encontram-se na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789.

França usa um sistema romano-germânico;[17] isto é, a lei surge principalmente a partir de estatutos escritos; os juízes não fazem leis, mas apenas as interpretam (embora a quantidade de interpretação judicial em determinadas áreas faz com que seja equivalente a jurisprudência). Os princípios básicos do Estado de direito foram estabelecidas no Código de Napoleão (que era, por sua vez, em grande parte, baseado na lei real codificada no reinado de Luís XIV). De acordo com os princípios da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão a lei só deve proibir as ações prejudiciais à sociedade. Como Guy Canivet, o primeiro presidente do Tribunal de Cassação da França, escreveu sobre a gestão das prisões: "A liberdade é a regra e sua restrição é a exceção; qualquer restrição de liberdade deve ser prevista por lei e deve seguir os princípios da necessidade e proporcionalidade". Ou seja, a lei legislar proibições somente se elas forem necessárias e se os inconvenientes causados ​​por essa restrição não excedam os inconvenientes que a proibição supostamente irá resolver.

A lei francesa é dividida em duas áreas principais: o direito privado e o direito público. O direito privado inclui, na lei, nomeadamente o direito penal e civil. O direito público inclui, na lei, designadamente o direitos administrativo e constitucional. No entanto, em termos práticos, a lei francesa compreende três principais áreas do direito: direito civil, direito penal e direito administrativo.

A França não reconhece a lei religiosa, nem reconhece crenças religiosas ou a moralidade como uma motivação para a promulgação de proibições. Como consequência, a França há muito tempo não tem qualquer lei de blasfêmia nem leis contra a sodomia (a última sendo abolida em 1791). No entanto, "os crimes contra a decência pública" (moeurs contraires aux bonnes) ou perturbação da ordem pública (rouble à l'ordre public) foram usados ​​para reprimir manifestações públicas de homossexualidade ou a prostituição de rua. Leis penais só podem abordar o futuro e não o passado criminal (leis ex post facto são proibidas), e para serem aplicáveis, as leis devem ser oficialmente publicado no Journal Officiel de la République Française. Em 2010, a França aprovou uma lei que proíbe véus de rosto em público, incluindo aqueles usados ​​pelas mulheres muçulmanas. A Anistia Internacional condenou a lei como uma violação da liberdade de expressão.[58] Em setembro de 2011, duas mulheres muçulmanas foram multadas por usar o nicabe, mas elas recorreram das multas.[59]

A França é tolerante com a comunidade LGBT. Desde 1999, as uniões civis para casais homossexuais são permitidas, embora o casamento homossexual só agora foi legalizado na França. Leis de condenação ao racismo, sexismo ou o anti-semitismo são antigas e importantes, por exemplo, leis que proíbem o discurso discriminatório na imprensa são tão antigas como 1881.[60]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

A França é um membro da Organização das Nações Unidas (ONU) e é um dos membros permanentes do seu Conselho de Segurança, com direito a veto. O país também é membro do G8, Organização Mundial do Comércio (OMC),[61] do Secretariado da Comunidade do Pacífico (SCP)[62] e da Comissão do Oceano Índico (COI),[63] além de ser membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), membro associado da Associação dos Estados do Caribe (AEC)[64] e um dos principais participantes da Organização Internacional da Francofonia (OIF), que reúne 51 países de língua francesa.[65] Como um polo importante para as relações internacionais, a França abriga o segundo maior conjunto de missões diplomáticas em todo o mundo e a sede de diversas organizações internacionais, como a OCDE, a UNESCO, a Interpol, o Escritório Internacional de Pesos e Medidas e a Francofonia.[66] A política externa francesa do pós-guerra tem sido amplamente moldada pela adesão à União Europeia (UE), da qual foi um dos membros fundadores. Desde 1960, a França desenvolveu laços estreitos com a Alemanha reunificada para se tornar a força motriz mais influente da UE.[67]

O país ainda mantém forte influência política e econômica em suas antigas colônias africanas[68] e fornece ajuda econômica e tropas para missões de manutenção da paz na Costa do Marfim e no Chade.[69] Recentemente, após a declaração unilateral de independência do norte do Mali pelo Movimento Nacional de Libertação do Azauade (MNLA), durante a rebelião tuaregue, e do subsequente conflito regional com vários grupos islâmicos, como Ansar Dine, a França e outros países africanos intervieram militarmente para ajudar o exército do Malia retomar o controle. Em 2009, a França foi o segundo maior (em números absolutos) financiador de ajuda humanitária no mundo, atrás dos Estados Unidos e à frente de Alemanha, Japão e Reino Unido,[70] o que representa apenas 0,5% do PIB francês.[71] A organização que administra a ajuda francesa ao exterior é a Agência Francesa de Desenvolvimento, que financia projetos humanitários, principalmente na África subsaariana. Os principais objetivos desta ajuda são "o desenvolvimento de infraestrutura, o acesso a assitência médica e educação, a implementação de políticas econômicas adequadas e a consolidação do Estado de direito e da democracia".[72]

Forças Armadas[editar | editar código-fonte]

As Forças Armadas Francesas (Armées françaises) são as forças militares e paramilitares do governo francês, sendo o presidente seu comandante-em-chefe. Elas são compostas pelo Exército Francês (Armée de Terre), pela Marinha Francesa (Marine Nationale), pela Força Aérea Francesa (Armée de l' Air) e por uma força paramilitar auxiliar, a Gendarmaria Nacional (Gendarmerie Nationale), e estão entre as maiores forças armadas em todo o mundo. Embora administrativamente as forças armadas francesas estejam sob o comando do Ministério da Defesa, a Gendarmeria é operacionalmente ligada ao Ministério do Interior. A França é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e é um Estado nuclear reconhecido desde 1960. O país assinou e ratificou o Tratado de Interdição Completa de Ensaios Nucleares[73] e aderiu ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. As despesas militares anuais da França em 2011 foram de 62,5 bilhões de dólares, ou 2,3% de seu PIB, o quinto maior gasto militar do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China, Rússia e Reino Unido.[74]

A dissuasão nuclear francesa conta com total independência. A corrente de força nuclear francesa é composta por quatro submarinos da classe Triomphant equipados com mísseis balísticos. Além da frota de submarinos, estima-se que a França tenha cerca de 60 mísseis ar-superfície ASMP de médio alcance equipados com ogivas nucleares, dos quais cerca de 50 são usados pela Força Aérea em caças Dassault Mirage 2000N, de longo alcance e com capacidade nuclear, enquanto que cerca de 10 estão implantados em aeronaves de ataque Dassault-Breguet Super Étendard da Marinha, que operam a partir do porta-aviões de propulsão nuclear FS Charles de Gaulle. A nova aeronave Rafale F3 irá substituir gradualmente todos os Mirage 2000N e SEM no uso nuclear com a melhoria do míssil ASMP-A com uma ogiva nuclear.[75]

A França tem grandes indústrias militares, além de uma das maiores indústrias aeroespaciais do mundo.[76] [77] Suas plantas industriais produziram equipamentos como o caça Rafale, o porta-aviões Charles de Gaulle, o míssil Exocet e o tanque Leclerc, entre outros. Apesar de se retirar do projeto Eurofighter, a França está investindo ativamente em projetos europeus conjuntos, como o Eurocopter Tiger, fragatas multiusos, VANTs, o nEUROn e o Airbus A400M Atlas. A França é um dos maiores vendedores de armas do mundo, sendo que a maior parte de seu arsenal está disponível para o mercado de exportação, com exceção dos dispositivos de propulsão nuclear.[78] [79]

Divisões administrativas[editar | editar código-fonte]

A França está dividida em 26 regiões administrativas. 22 estão na França metropolitana (21 estão na parte continental da França metropolitana, é uma colectividade territorial da Córsega), e quatro são regiões ultramarinas. As regiões estão subdivididas em 100 departamentos que são numerados (principalmente em ordem alfabética). Esse número é usado em códigos postais e placas de matrícula, entre outros. Os cerca de 100 departamentos estão subdivididos em 341 circunscrições que são, por sua vez, subdivididas em 4.032 cantões. Estes cantões estão divididos em 36.680 comunas, que são municípios com um conselho municipal eleito. Também existem 2.588 entidades intermunicipais, agrupando 33.414 das 36.680 comunas (ou seja, 91,1% de todos os municípios). Três municípios, Paris, Lyon e Marselha também estão subdivididos em 45 circunscrições municipais.

As regiões, departamentos e comunas são todos conhecidos como coletividades territoriais, o que significa que eles possuem assembleias locais, bem como um executivo. Arrondissements e cantões são divisões meramente administrativas. No entanto, este não foi sempre o caso. Até 1940, os arrondissements também eram coletividades territoriais, com uma assembleia eleita, mas estas foram suspensas pelo regime de Vichy e definitivamente abolida pela Quarta República, em 1946. Historicamente, os cantões eram também coletividades territoriais, com suas assembleias eleitas.

Regiões metropolitanas e departamentos[editar | editar código-fonte]

Região Departamentos
Alsácia Baixo Reno, Alto Reno
Aquitânia Dordonha, Gironda, Landes, Lot e Garona, Pireneus Atlânticos
Auvérnia Allier, Cantal, Haute-Loire, Puy-de-Dôme
Baixa Normandia Calvados, Mancha, Orne
Borgonha Côte-d'Or, Nièvre, Saône-et-Loire, Yonne
Bretanha Côtes-d'Armor, Finistère, Ille-et-Vilaine, Morbihan
Centro Cher, Eure-et-Loir, Indre, Indre-et-Loire, Loiret, Loir-et-Cher
Champanha-Ardenas Ardenas, Aube, Alto Marne, Marne
Córsega Córsega do Sul, Alta Córsega
Franco-Condado Doubs, Haute-Saône, Jura, Território de Belfort
Alta Normandia Eure, Sena Marítimo
Ilha de França Essonne, Altos do Sena, Paris, Sena e Marne, Seine-Saint-Denis, Vale do Marne, Val-d'Oise, Yvelines
Languedoque-Rossilhão Aude, Gard, Hérault, Lozère, Pirineus Orientais
Limusino Corrèze, Creuse, Haute-Vienne
Lorena Meurthe-et-Moselle, Meuse, Mosela, Vosges
Midi-Pirineus Ariège, Aveyron, Gers, Alta Garona, Altos Pirineus, Lot, Tarn, Tarn-et-Garonne
Norte-Passo de Calais Nord, Pas-de-Calais
País do Loire Loire-Atlantique, Maine-et-Loire, Mayenne, Sarthe, Vendeia
Picardia Aisne, Oise, Somme
Poitou-Charentes Charente, Charente-Maritime, Deux-Sèvres, Vienne
Provença-Alpes-Costa Azul Alpes da Alta Provença, Alpes Marítimos, Bocas do Ródano, Altos Alpes, Var, Vaucluse
Ródano-Alpes Ain, Ardèche, Drôme, Alta Saboia, Isère, Loire, Ródano, Saboia

Economia[editar | editar código-fonte]

Um membro G8, grupo líder dos principais países industrializados, o país é classificado como a quinta maior economia do mundo e segunda maior da Europa é por PIB nominal;[81] com 39 das 500 maiores empresas do mundo em 2010, a França ocupa o quarto lugar no mundo e o primeiro na Europa na lista Fortune Global 500, à frente da Alemanha e do Reino Unido. A França se juntou aos onze outros membros da União Europeia para criar o euro em 1 de Janeiro de 1999, substituindo completamente o franco francês (₣) no início de 2002.[82]

A França tem uma economia mista que combina a iniciativa privada extensa (cerca de 2,5 milhões de empresas registradas)[83] [84] com substanciais (embora em declínio[85] ) empresas estatais e intervenção do governo. O governo mantém considerável influência sobre segmentos-chave dos setores de infra-estrutura, com participação majoritária em estradas de ferro, eletricidade, aviões, usinas nucleares e telecomunicações.[85] O país vem relaxando gradualmente o controle sobre estes sectores desde o início dos anos 1990.[85] O governo está lentamente corporatizando o setor estatal e vendendo participações na France Télécom, Air France, assim como ações, seguros e indústrias de defesa.[85] A França tem uma importante indústria aeroespacial liderada pelo consórcio europeu Airbus e tem o seu próprio espaçoporto nacional, o Centro Espacial de Kourou.

O Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, é produzido pela Airbus, empresa europeia sediada na França.

Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2009 a França foi 6º maior exportador do mundo e o 4º maior importador de produtos manufaturados.[86] Em 2008, a França foi o terceiro maior destinatário de investimentos estrangeiros diretos nos países da OCDE em 117,9 bilhões dólares, atrás de Luxemburgo (onde o investimento estrangeiro direto foi de transferências essencialmente monetárias aos bancos localizados no país) e dos Estados Unidos (316.100 milhões dólares), mas acima do Reino Unido (96,9 bilhões dólares), Alemanha (US $ 24,9 bilhões) e Japão ($ 24,4 bilhões).[87] [88] No mesmo ano, as empresas francesas investiram 220.000 milhões de dólares fora da França, classificando a França como o segundo mais importante investidor externo direto no âmbito da OCDE, atrás dos Estados Unidos (311,8 bilhões de dólares) e à frente do Reino Unido (111,4 bilhões de dólares), Japão (128 bilhões de dólares) e Alemanha (156,5 bilhões de dólares).[87] [88]

Serviços financeiros, bancários e do setor de seguros são uma parte importante da economia francesa. A Bolsa de Valores de Paris é uma instituição antiga, criada por Luís XV em 1724.[89] Em 2000, as bolsas de valores de Paris, Amesterdã e Bruxelas foram incorporadas à Euronext.[90] Em 2007, a Euronext se fundiu com a Bolsa de Nova Iorque para formar NYSE Euronext, a maior bolsa de valores do mundo.[90] Euronext Paris, o ramo francês do grupo NYSE Euronext, é o segundo maior mercado europeu de ações, por trás da London Stock Exchange.

As empresas francesas mantiveram posições-chave na indústria de seguros e bancária: a AXA é a maior empresa do mundo seguro e está classificada pela revista Fortune como a nona empresa mais lucrativa do mundo. Os principais bancos franceses são BNP Paribas e o Crédit Agricole, classificados como 1º e 6º maiores bancos do mundo em 2010.[91]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O Monte Saint-Michel é um dos locais mais visitados da França.

Com 81,9 milhões de turistas estrangeiros em 2007, a França está classificado como o maior destino turístico do mundo, à frente da Espanha (58,5 milhões em 2006) e Estados Unidos (51,1 milhões em 2006).[13] Este valor exclui 81,9 milhões de pessoas que ficam menos de 24 horas na França, como europeus do norte cruzando a França a caminho de Espanha ou da Itália durante o verão.

A França tem 37 locais classificados como Patrimônio Mundial da UNESCO e apresenta cidades de interesse cultural elevado (principalmente Paris, além de Toulouse, Estrasburgo, Bordéus, Lyon e outros), praias e balneários, estâncias de esqui e regiões rurais. O país e, especialmente a sua capital, tem alguns dos maiores e mais renomados museus do mundo, incluindo o Louvre, que é o museu de arte mais visitado no mundo, além do Musée d'Orsay, principalmente dedicado ao impressionismo, e o Beaubourg, dedicado à arte contemporânea. A Disneyland Paris é o parque temático mais popular da França e de toda a Europa, com mais 15 405 000 visitantes em 2009.[92]

Palácio de Versalhes, uma das atrações turísticas mais populares do país.

Com mais de 10 milhões de turistas por ano, a Riviera Francesa (ou Côte d'Azur), no sudeste da França, é o segundo principal destino turístico no país, após a região parisiense.[93] De acordo com a Agência de Desenvolvimento Econômico Côte d'Azur, a região é beneficiada por 300 dias de sol por ano, 115 km de litoral, 18 campos de golfe, 14 estações de esqui e 3.000 restaurantes.[94] Todos os anos a Côte d'Azur hospeda 50% da frota mundial de iates luxuosos, sendo que 90% desses iates visitam costa da região pelo menos uma vez na vida.[95]

Um outro destino principal são os castelos do Vale do Loire, este Patrimônio Mundial é notável pela qualidade do seu patrimônio arquitectónico, nas suas cidades históricas, como Amboise, Angers, Blois, Chinon, Nantes, Orléans, Saumur e Tours, mas em particular pelos seus castelos.

Os locais turísticos mais populares incluem (de acordo com um ranking de 2003 por visitantes por ano[96] ): Torre Eiffel (6,2 milhões), Museu do Louvre (5,7 milhões), Palácio de Versalhes (2,8 milhões), Museu de Orsay (2,1 milhões ), Arco do Triunfo (1,2 milhões), Centro Pompidou (1,2 milhões), Monte Saint-Michel (1 milhão), o Castelo de Chambord (711.000), Sainte-Chapelle (683 mil), Castelo de Haut-Koenigsbourg (549.000), Puy de Dôme (500.000), Museu Picasso (441.000), Carcassonne (362 mil).

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Energia e transportes[editar | editar código-fonte]

Trem TGV saindo da Estação Figueres-Vilafant.

A França é o menor emissor de dióxido de carbono entre os sete países mais industrializados do mundo, devido ao seu forte investimento em energia nuclear.[97] Como resultado de grandes investimentos em tecnologia nuclear, a maior parte da eletricidade produzida no país é gerada por 59 usinas nucleares (78% em 2006,[98] a partir de apenas 8% em 1973, 24% em 1980, e 75% em 1990).

A rede ferroviária da França, que se estende por 31.840 quilômetros, é a mais extensa da Europa Ocidental. É operada pela SNCF, e os trens de alta velocidade incluem o Thalys, Eurostar e TGV, que viaja a 320 km/h em uso comercial. O Eurostar, juntamente com o Serviço de Tranferência do Eurotúnel, conecta-se com o Reino Unido através do Túnel da Mancha. As ligações ferroviárias estendem-se para todos os outros países vizinhos na Europa, com exceção de Andorra. Ligações intra-urbanas também são bem desenvolvidas, com os serviços de metrô e bondes complementando os serviços de ônibus.

Há aproximadamente 893.300 quilômetros de rodovias utilizáveis na França. A região de Paris está envolvida com uma rede densa de estradas e rodovias que a ligam com praticamente todas as partes do país. Estradas francesas também lidam com um importante tráfego internacional, conectando-se com cidades da vizinha Bélgica, Espanha, Andorra, Mônaco, Suíça, Alemanha e Itália. Não há taxa de matrícula anual ou estrada fiscal, entretanto, o uso da auto-estrada é através de pedágios, exceto nas imediações dos municípios de grandes dimensões. O mercado de carros novos é dominado por marcas domésticas como a Renault (27% dos carros vendidos na França, em 2003), Peugeot (20,1%) e Citroën (13,5%).[99] Mais de 70% dos carros novos vendidos em 2004, tinham motores a diesel, muito mais do que continha gasolina ou a GPL.[100] A França também possui a ponte mais alta estrada do mundo: o Viaduto de Millau, e construiu muitas pontes importantes, como a Ponte da Normandia.

Há cerca de 478 aeroportos em França, incluindo campos de pouso. O Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle, situado nos arredores de Paris, é o maior e mais movimentado aeroporto do país, e manipula grande maioria do tráfego popular e comercial do país e liga Paris com praticamente todas as grandes cidades em todo o mundo. A Air France é a companhia aérea nacional, apesar de numerosas companhias aéreas privadas que fornecem serviços de viagens domésticas e internacionais. Há dez principais portos na França, a maior das quais é, em Marselha, que também é a maior fronteira com o Mar Mediterrâneo. 14.932 quilômetros de canais atravessam a França, incluindo o Canal do Meio-dia, que liga o Mar Mediterrâneo ao Oceano Atlântico através do rio Garona.

Cerca de 80% da matriz energética francesa é proveniente da energia nuclear, a maior porcentagem do mundo.[101] Na imagem, a Usina Nuclear de Cruas.

Educação[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Nacional da Universidade de Estrasburgo, instituição de ensino superior que foi fundada em 1538.

Em 1802, Napoleão Bonaparte criou o lycée.[102] No entanto, é Jules Ferry que é considerado o pai da moderna escola francesa, que é gratuita, laica e obrigatória até aos 13 anos de idade desde 1882[103] (escola comparecimento na França agora é obrigatório até a idade de 16 anos[104] ).

Atualmente, o sistema de ensino na França é centralizado e é composto de três fases, o ensino primário, secundário e ensino superior. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos, coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), classifica a educação da França como a 25ª melhor do mundo, não sendo nem significativamente superior nem inferior à média da OCDE.[105] A educação primária e secundária são predominantemente públicas, administradas pelo Ministério da Educação Nacional.

O sistema educacional francês é subdividido em cinco diferentes níveis:

  1. École Maternelle (pré-escola, de 2 a 5 anos);
  2. École Primaire ou Élementaire (5 primeiros anos do ensino fundamental, de 6 a 10 anos);
  3. Collège (4 últimos anos do ensino fundamental, entre 11 e 15 anos);
  4. Lycée (Ensino médio, entre 16 e 18 anos)
  5. Université (Universidade).

Ciência e tecnologia[editar | editar código-fonte]

Desde a Idade Média, a França tem sido um dos principais contribuintes para a produção científica. Por volta do início do século XI o Papa Silvestre II reintroduziu o ábaco e a esfera armilar e apresentou os algarismos indo-arábicos e os relógios para a Europa do norte e ocidental.[106] A Universidade de Paris, fundada em meados do século XII, ainda é um dos a maioria das universidades importantes do mundo ocidental.[107]

No século XVII, René Descartes definiu um método para a aquisição de conhecimento científico, enquanto Blaise Pascal tornou-se famoso por seu trabalho sobre a probabilidade e a mecânica de fluidos. Ambos foram figuras-chave da revolução científica que eclodiu na Europa durante este período. A Académie des Sciences foi fundada por Luís XIV para incentivar e proteger o espírito de pesquisa científica francesa. Esteve na vanguarda dos progressos científicos na Europa nos séculos XVII e XVIII. É uma das primeiras academias de ciências.

O período do Iluminismo foi marcado pelo trabalho do biólogo Buffon e do químico Lavoisier, que descobriu o papel do oxigênio na combustão, enquanto Diderot e D'Alembert publicaram a Encyclopédie, que tinha como objetivo dar acesso ao "conhecimento útil" para o povo, um conhecimento que possam aplicar à sua vida cotidiana.[108]

Com a Revolução Industrial, no século XIX, desenvolvimentos científicos espetaculares aconteceram na França com cientistas como Augustin Fresnel, fundador da óptica moderna; Sadi Carnot, que lançou as bases da termodinâmica; ou Louis Pasteur, um dos pioneiros da microbiologia. Outros cientistas franceses eminentes do século XIX têm seus nomes inscritos na Torre Eiffel, em Paris.

Cientistas franceses famosos do século XX incluem o matemático e físico Henri Poincaré, os físicos Henri Becquerel e Pierre e Marie Curie tornaram-se famosos por seus trabalhos sobre a radioatividade, o físico Paul Langevin ou o virologista Luc Montagnier, co-descobridor do HIV/AIDS. Até 2012, 65 franceses ganharam o Prêmio Nobel[109] e 11 receberam a Medalha Fields.[110]

Saúde[editar | editar código-fonte]

O Hospital Pitié-Salpêtrière, um hospital de ensino em Paris, é um dos maiores hospitais da Europa.[111]

O sistema de saúde francês ficou em primeiro lugar a nível mundial de acordo com a Organização Mundial de Saúde em 1997[112] e depois novamente em 2000.[113] O sistema de saúde é geralmente livre para as pessoas afetadas por doenças crônicas (Affections de longues durées), tais como câncer, AIDS ou fibrose cística. A expectativa de vida média ao nascer é de 77 anos para homens e 84 anos para as mulheres, uma das mais altas da União Europeia.[114] Existem 3,22 médicos para cada 1000 habitantes na França,[115] enquanto que o gasto médio per capita de saúde foi de US$ 4.719 em 2008.[116] Em 2007 existiam cerca de 140.000 habitantes (0,4%) da França que viviam com HIV/AIDS.[85]

Apesar dos franceses terem a reputação de ser um dos povos mais magros entre os países desenvolvidos,[117] [118] [119] [120] [121] [122] a França, como outros países ricos, enfrenta uma epidemia crescente e recente de obesidade, principalmente devido à substituição da culinária tradicional francesa saudável por junk food nos hábitos alimentares franceses.[117] [118] [123] No entanto, a taxa de obesidade francesa é muito inferior a dos Estados Unidos (por exemplo, taxa de obesidade na França é a mesma que a estadunidense era na década de 1970[118] ) e ainda é a mais baixa da Europa,[120] [123] mas agora é considerada pelas autoridades como um dos principais problemas de saúde pública[124] e é ferozmente combatida; taxas de obesidade infantil estão a abrandar na França, enquanto continua a crescer em outros países.[125]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A França tem sido um centro de criação cultural por séculos. Muitos artistas franceses estiveram entre os mais famosos de seu tempo e a França ainda é reconhecida no mundo pela sua rica tradição cultural.

Os sucessivos regimes políticos que sempre promoveram a criação artística e a criação do Ministério da Cultura em 1959 ajudaram a preservar o patrimônio cultural do país e torná-lo disponível ao público. O Ministério da Cultura tem sido muito ativo desde a sua criação na concessão de subsídios aos artistas, promovendo a cultura francesa no mundo, apoiando festivais e eventos culturais, além de proteger monumentos históricos. O governo francês também conseguiu manter uma exceção cultural para defender produtos audiovisuais feitos no país.

A França recebe o maior número de turistas por ano, em grande parte graças aos inúmeros estabelecimentos culturais e edifícios históricos implantados em todo o seu território. Dispõe de 1.200 museus que recebem mais de 50 milhões de pessoas anualmente.[126] Os locais culturais mais importantes são mantidos pelo governo, por exemplo, através da agência pública do Centro Nacional de Monumentos, que tem cerca de uma centena de monumentos históricos nacionais sob seu cuidado.

Os 43.180 edifícios protegidos como monumentos históricos incluem principalmente residências (muitos castelos) e edifícios religiosos (catedrais, basílicas, igrejas, etc), mas também estátuas, memoriais e jardins. A UNESCO inscreveu 37 locais na França como Patrimônios Mundiais.[127]

Belas artes e arquitetura[editar | editar código-fonte]

Claude Monet fundou o movimento impressionista (Le Bassin aux nymphéas, 1897-1899).

As primeiras manifestações artísticas vêm do período pré-histórico, em estilo franco-cantábrico. A época carolíngia marca o nascimento de uma escola de iluminadores que se prolongará ao longo de toda a Idade Média, culminando nas ilustrações do livro As Horas Muito Ricas do duque de Berry. Os pintores clássicos do século XVII francês são: Poussin e Lorrain. No século XVIII predomina o rococó, com Watteau, Boucher e Fragonard. Nos finais do século começa o classicismo de Jacques-Louis David. O romanticismo está dominado pelas figuras de Géricault e Delacroix. A paisagem realista da Escola de Barbizon tem sua continuação em artistas de um realismo mais testemunhial sobre a realidade social de seu tempo, como Millet e Courbet. Nos finais do século XIX Paris, convertida em centro da pintura, vê nascer o impressionismo, precedido pela obra de Édouard Manet. A este seguem Toulouse-Lautrec, Gauguin e Cézanne. Já no século XX, surgem os fauvistas em torno da Matisse e o cubismo da mão de Georges Braque e do espanhol Pablo Picasso que trabalham em Paris. Outros movimentos artísticos vão se sucedendo, na Paris de entreguerras, decaindo como centro pictórico mundial depois da Segunda Guerra Mundial.

Na França, a escultura evoluiu por diversos estilos, se sobressaindo em todos eles: pré-histórico, romano, cristão, românico, gótico, renascentista, barroco e rococó, neoclássico (Frédéric Auguste Bartholdi: Estátua da Liberdade), romântico (Auguste Rodin: O pensador), e os contemporâneos.

Interior da Sainte-Chapelle de Luís IX.

No que se refere à arquitetura, os celtas deixaram seus rastros também na construção de grandes monólitos ou megálitos, e a presença grega desde o século VI a. C. que hoje é recordada na herança clássica de Marselha. O estilo românico tem exemplos na Maison Carrée, templo romano edificado entre 138-161 a. C., ou no Pont du Gard construído entre os anos 1940 e 60 d. C., em Nimes e declarado patrimônio universal em 1985. Na França se inventou o estilo gótico, plasmado em Catedrais como as de Chartres, Amiens, Notre Dame ou Estrasburgo. O renascimento surgido na Itália, tem seu estilo arquitetônico representado magistralmente no Castelo de Blois ou no Palácio de Fontainebleau entre outros. A arte barroca (também de origem italiana), e o rococó (invenção francesa) têm obras extraordinárias na França. Tal é o caso do Palácio do Louvre e o Panthéon de Paris entre tantos outros. O modernismo ou arte moderna na arquitetura engloba todo o século XIX e a primeira metade do XX, e Gustave Eiffel revolucionou a teoria e prática arquitetônica de seu tempo na construção de gigantescas pontes e no emprego de materiais como o aço. Sua obra mais famosa é a chamada Torre Eiffel. Outro grande ícone da arquitectura universal é Le Corbusier, um inovador e funcionalista celebrado especialmente por seus aportes urbanísticos nas edificações de vivendas e conjuntos habitacionais.

Música e literatura[editar | editar código-fonte]

Victor Hugo, uma das figuras literárias mais emblemáticas da França, cuja competência é comparável à de Camões e à de Shakespeare.

A França é o país com o maior número de Prémios Nobel de Literatura. Tanto os cidadãos franceses, como os francógrafos de outros países (como o belga Maurice Maeterlinck, o senegalês Léopold Sédar Senghor ou o luxemburguês Daniel Herrendorf), compõem o que se denomina como literatura francesa, que marcou a literatura de importantes autores, países e línguas. Tal é o caso do cubano Alejo Carpentier ou do denominado "boom latino-americano".

Na música francesa desde antes do ano 1000 se destaca o canto gregoriano empregado nas liturgias. Na França se criou a polifonia. Na denominada Ars Antiqua, se atribui a Carlos Magno o Scholae Cantorum (783). Os Juramentos de Estrasburgo, é a obra lírica francesa mais importante da Idade Média, período no que se desenvolvem as Canções de Gesto como a Canção de Roland. A França foi o berço dos trovadores no século XII, assim como do Ars Nova dos séculos posteriores. Durante o Romantismo Paris se converte no centro musical do mundo e na atualidade, a França mantém um lugar privilegiado na criação musical graças a novas gerações de compositores. Dentro dos exponentes da música popular francesa, se encontram figuras como Edith Piaf, Mireille Mathieu, Dalida, Charles Aznavour, Vanessa Paradis, Serge Gainsbourg e Gilbert Becaud.

Esportes[editar | editar código-fonte]

A França foi por duas vezes sede dos Jogos Olímpicos de Verão: a segunda edição, em 1900, e a oitava edição, em 1924. Também sediou os Jogos Olímpicos de Inverno três vezes: a primeira edição, em 1924; a décima edição, em 1968; e a décima-sexta edição, em 1992.[128]

Stade de France, estádio construído para a Copa do Mundo FIFA de 1998 e considerado de categoria 4 pela UEFA

A França é tradicionalmente forte no futebol. Sediou a Copa do Mundo FIFA por duas vezes. A primeira delas ocorreu em 1938, quando a Itália conquistou o título. A segunda foi em 1998, quando a Seleção Francesa de Futebol, após duas tentativas frustradas de chegar à fase final das Copas de 1958 e 1986, pode finalmente chegar a final da competição. Durante o mundial, os jogos foram realizados nas cidades de Saint-Denis, Marselha, Paris, Lens, Lyon, Nantes, Toulouse, Saint-Étienne, Bordeaux, e Montpellier. O Mundial foi conquistado pela propria França, seleção anfitriã, sagrando-se pela primeira vez campeã na história, ao vencer a Seleção Brasileira de Futebol por 3 a 0 na final.[129] Nos Jogos Olímpicos de Verão, a França já foi medalha de ouro na modalidade masculina, em 1984. No futebol feminino, a melhor posição da Seleção Francesa foi o 4º lugar na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2011 e nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012.

A França também tem forte tradição no tênis. Sedia o Grand Slam de Roland Garros e já foi 9 vezes campeã da Copa Davis.[130] René Lacoste, no entanto, foi o único tenista francês a ser nº 1 do mundo. Na atualidade o melhor tenista francês é Jo-Wilfried Tsonga, ex-nº 5 do mundo.

Um dos maiores esportistas da história da França foi Alain Prost, quatro vezes campeão do Mundial de Pilotos da Fórmula 1, considerado um dos mais bem sucedidos pilotos da categoria de todos os tempos.[131] [132]

A França vem tendo resultados expressivos na natação mundial com nomes como Alain Bernard, Frédérick Bousquet, Laure Manaudou e Camille Muffat (todos ex-recordistas mundiais e medalhistas olímpicos).[133] O destaque histórico é Jean Boiteux, primeiro francês campeão olímpico na natação.[134]

No atletismo, a França tem como destaques históricos Alain Mimoun[135] , Marie-José Perec[136] [137] e Renaud Lavillenie[138]

Outro destaque francês é o judoca Teddy Riner, tido como praticamente imbatível em sua categoria. Entre 2007 e 2012 ele foi pentacampeão mundial na categoria +100 kg e em 2012 se tornou campeão olímpico.[139]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
01/01 Ano Novo Jour de l'An
/04 Segunda-feira da Páscoa Lundi de Pâques
01/05 Dia do Trabalho Fête du travail
08/05 Vitória de 1945 Fête de la Victoire 1945: fim da Segunda Guerra Mundial
/05 Quinta-feira da Ascensão Jeudi de l'Ascension
/05 Segunda-feira de Pentecostes Lundi de Pentecôte Feriado desde 1886; "dia de solidariedade com os idosos" desde 2004.
14/07 Festa Nacional Fête Nationale Revolução Francesa: tomada da Bastilha em 1789 e Fête de la Fédération em 1790
15/08 Assunção de Nossa Senhora Assomption de Notre-Dame
01/11 Dia de Todos os Santos Toussaint
11/11 Armistício de 1918 Armistice 1918: fim da Primeira Guerra Mundial
25/12 Natal Noël

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o
Portal da França

Referências

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  2. Inclui também todos os departamentos ultramarinos franceses, com a exceção da Terra Adélia, Antártida
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