François Cevert

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François Cevert
François Cevert em 1973
Informações pessoais
Nacionalidade França francês(esa)
Nascimento 25 de fevereiro de 1944
Vaudelnay, França
Morte 6 de outubro de 1973 (29 anos)
Watkins Glen, Estados Unidos
Registros na Fórmula 1
Temporadas 19701973
Equipes Tyrrell
GPs disputados 47 (46 largadas)
Títulos 0 (3º em 1971)
Vitórias 1
Pódios 13
Pontos 89
Pole positions 0
Voltas mais rápidas 2
Primeiro GP GP da Holanda de 1970
Primeira vitória GP dos Estados Unidos de 1971
Última vitória GP dos Estados Unidos de 1971
Último GP GP dos Estados Unidos de 1973

Albert François Cevert Goldenberg, mais conhecido como François Cevert (Vaudelnay, 25 de fevereiro de 1944Watkins Glen, 6 de outubro de 1973) foi um piloto francês de Fórmula 1.

Morreu durante os treinos para o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1973, em Watkins Glen. Era então piloto da Tyrrel Ford, parceiro de Jackie Stewart, campeão mundial de Fórmula 1. Na temporada de 1973, ficou seis vezes em segundo lugar, ajudando Stewart a conseguir o campeonato.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Tinha uma irmã, Jacqueline Beltoise, casada com o também piloto de Fórmula 1 e compatriota Jean-Pierre Beltoise. Era considerado, à época, um dos homens mais bonitos do mundo.

Morreu de forma trágica nos treinos classificatórios do Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1973, disputado em Watkins Glen. O carro do piloto francês escapou da pista, bateu no guard rail do lado direito e ricocheteou em direção ao guard rail do lado esquerdo, virando de rodas para o ar e se arrastando pela "lâmina" de metal por mais de cem metros. François Cevert foi degolado e teve morte instantânea.

O acidente, ocorrido em uma das épocas mais perigosas da Fórmula 1, é até hoje considerado um dos mais graves e brutais já ocorridos na categoria.

Acidente[editar | editar código-fonte]

Em Watkins Glen, a prova final do campeonato do Mundo de 1973, tudo estava preparado para a consagração de Jackie Stewart. A Tyrrell tinha três carros, para o escocês, François Cevert e o neozelandês Chris Amon. Nos treinos de sexta-feira, Cevert lutou pela "pole-position" com o sueco Ronnie Peterson, na sua Lotus. Nesse dia, ele e Stewart discutiam qual era a melhor marcha para lidar a zona dos "Esses", uma rápida combinação direita - esquerda, no qual o escocês o abordava com a quarta marcha, enquanto que o francês usava a terceira, para ganhar potência e assim conseguir segundos preciosos. Stewart tinha uma boa razão pela qual queria fazer aquela zona com uma rotação mais baixa: ali, o asfalto era mais ondulado e propenso a erros. Mais tarde isso viria a pesar nas causas do seu acidente fatal.

Nos treinos de Sábado de manhã, Peterson e Cevert lutavam entre si para ver quem ficaria com a pole-position. O sueco tinha vantagem durante o ano, pois conseguira oito pole-positions, enquanto que o francês não tinha conseguido nenhuma. Então, poucos minutos antes do meio-dia, Cevert fez a sua última tentativa. Tudo corria bem até chegar à zona dos "Esses", onde o seu estilo de condução fez usar a terceira marcha, quando o carro fez a curva à esquerda. De repente, o carro perde o controle, bate o guarda-rail à direita e ricoheteia, virando para a esquerda, e assim batendo no guarda-rail oposto a um ângulo de 90 graus. O impacto faz voltar o carro de pernas para o ar, arrastando-se por mais de cem metros e degolando François. Teve morte imediata.

François Cevert, Matra 670, em Nürburgring em 1973

O primeiro a chegar foi José Carlos Pace, que por coincidência, fazia 29 anos nesse dia. Dizem que quando viu o estrago feito, abandonou o local aos prantos. Logo a seguir, veio o sul-africano Jody Scheckter, no McLaren número zero, que teve a mesma reação. Depois apareceu Jackie Stewart, que disse isto, anos depois: "Os socorristas nem se deram ao trabalho de tirar os seus kits de primeiro socorro, porque via-se logo que estava morto". Todos que iam chegando saíam de perto, tamanho foi o estrago. Cevert tinha o corpo lacerado, e a causa da morte teria sido degolação, no momento do impacto com os rails de protecção.

De facto, aquelas lâminas estavam mal colocadas, logo, seriam "armas" fatais para um carro descontrolado. Os pilotos tinham reclamado disso no dia anterior, mas pouco ou nada tinha sido feito. E depois de Cevert, parecia que essas reclamações tinham caído em saco roto: no ano seguinte, um acidente semelhante, envolvendo o Surtees do austríaco Helmut Koenigg, teria quase o mesmo tipo de destino: Nesse caso a morte foi por decapitação.

Quando os treinos recomeçaram, Stewart voltou à pista, numa tentativa de saber por si mesmo a razão do acidente. Logo descobriu que o seu estilo de condução, combinado com o irregular asfalto daquela zona e a falta de escapatórias, teria sido o factor decisivo do acidente. Mais tarde, o austríaco Niki Lauda, escreveu num dos seus livros, que aquela combinação, naquela zona, tornava-a inacreditavelmente perigosa.

Também se falou que Cevert poderia ter morrido porque instantes antes, teria vomitado no capacete, bloqueando a visão. Realmente vômito foi encontrado no capacete, mas o médico-legista disse depois que isso poderia ter acontecido depois do impacto, e não antes dele.

Pouco tempo depois, Jackie Stewart anunciaria à imprensa em geral que se iria retirar da competição, com efeito imediato. Disse também que era uma decisão pensada há muito, e que só Ken Tyrrell é que sabia. Mas no dia anterior, já tinha contado isso a Cevert e a Peterson, num jantar que tinham tido juntos num restaurante da zona. O resto do mundo só iria saber no Domingo, quando o escocês completasse o seu centésimo Grande Prémio. Nada disso aconteceu. A Tyrrell retirou os seus carros da corrida, em sinal de luto.

Futuro promissor[editar | editar código-fonte]

François já tinha vencido uma corrida, em 1971, precisamente em Watkins Glen, e em 1973, ele se classificava na quarta posição do campeonato, com sete pódios e uma volta mais rápida. Era veloz, mas a sua lealdade e amizade com o piloto escocês, impedia-o de atacar a liderança, embora Stewart tenha dito, depois a sua vitória no GP da Alemanha, que "se quisesse, ele poderia ter-me passado". Nessa temporada, tendo consciência da rapidez do seu companheiro, ele decidira que era hora de se retirar da competição, com ou sem o tri-campeonato, mas o único que sabia disso era Ken Tyrrell, e ambos mantiveram o segredo.

A equipe Tyrrell se retira da prova, Stewart não corre seu 100º GP e perde seu escudeiro e grande amigo. A Fórmula 1 perde um futuro campeão, um piloto brilhante.

Se tudo tivesse corrido bem, o francês teria o comando da Tyrrell para 1974. Eventualmente lutaria pelo título com Fittipaldi, no seu McLaren - Cosworth, e os Ferrari de Niki Lauda e Clay Regazzoni, e provavelmente, poderia ter sido o primeiro francês campeão do Mundo, já que nos anos seguintes, a França iria assumir um papel relevante, com a entrada de equipes como a Ligier e a Renault. No final, o Destino teve outros planos...

François Cevert está agora enterrado no Cemitério Municipal de Vaudelnay, no Maine-en-Loire. A sua campa está coberta por um mármore negro, encostado à parede do cemitério, onde está pendurado um baixo-relevo com a sua face.

Todos os Resultados de François Cevert na Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

(Legenda: Corridas em itálico indica volta mais rápida)

Ano Nome Oficial da Equipe Chassis Motor Pneus 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Pts Pos
1973 Elf Team Tyrrell Tyrrell 006 Ford Cosworth V8 G ARG
BRA
10º
ESP
BEL
MON
SUE
FRA
GBR
HOL
ALE
AUT
Ret
ITA
CAN
Ret
EUA
DNS
47
Tyrrell 005 AFS
NC
1972 Elf Team Tyrrell Tyrrell 003 Ford Cosworth V8 G ARG
Ret
AFS
ESP
Ret
MON
NC
BEL
FRA
GBR
Ret
ALE
10º
AUT
ITA
Ret
15
Tyrrell 006 CAN
Ret
EUA
1971 Elf Team Tyrrell Tyrrell 002 Ford Cosworth V8 G AFS
Ret
ESP
MON
Ret
HOL
Ret
FRA
GBR
10º
ALE
AUT
Ret
ITA
CAN
EUA
26
1970 Tyrrell Racing Organisation March 701 Ford Cosworth V8 D HOL
Ret
FRA
11º
GBR
ALE
AUT
Ret
ITA
CAN
EUA
Ret
MEX
Ret
1 22º
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