François Savary de Brèves

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François Savary de Brèves (Paris, 1560 - 1628) foi um embaixador e orientalista francês, Conde de Brèves, Marquês de Maulévrier.

O diplomata francês seguiu para Constantinopla com seu irmão Jacques Savary, senhor de Lancosme, que fôra suceder a M. de Guermigny na Sublime Porta em fins de 1584. Depois da morte do rei Henrique III, Lancosme no entanto se declarou pela Liga, sendo empossado na presença do Sultão. Mais tarde Lancosme cai gravemente enfermo nas Sete Portas e seu irmão François Savary começa a tratar dos melhores interesses da França junto a Sublime Porta. Em 1590, na presença do Embaixador Imperial o senhor de Breves participa da audiência que é concedida ao Grão-Vizir.

Em 8 de agosto de 1593, Henrique IV, integra-o a carreira de diplomata, com o título de embaixador. Savary de Brèves sobrevive à guerra com o sultão Mehmet III, e assiste a Batalha de Agria. Em 1597, juntamente com o Sultão Méhémet III, pede socorro a Henrique IV contra a Liga. Em 1604, com Achmet I, é então assinado o Tratado de Amizade entre a França e a Sublime Porta. Entre 1599 e 1600, recebe o Pavillon de France e em 1608, torna-se Conselheiro de Estado e Embaixador em Roma. Quando retorna da Turquia, depois de cumprida sua missão, Brèves é chamado por Maria de Médici, que lhe faz Governador de Gaston de Orleáns e primeiro cavalheiro do Príncipe da Casa de Orléans. Brèves cai em desgraça por Lugnes em 1618, e entra em favor novamente depois de sua morte. Participou da Assembléia dos Notáveis de 1626 e entrou para o Conseil des Dépêches em 1627. Até a sua morte, em Paris em 1628, Brèves foi um "gentilhomme", "ordinaire de la chambre du Roi", Cavaleiro de suas ordens e depois em 1625 foi o primeiro escudeiro da rainha depois de 1622. Trouxe para Paris enorme biblioteca sobre assuntos orientais, que hoje se encontra em um museu da França.

O mais ativo dos precursores dos "orientalistas" foi sem dúvida François Savary de Brèves, embaixador em Istambul de 1591 a 1605, que foi um dos primeiros eruditos a comunicar a Europa com as ciências orientais. Politicamente, articulou o Tratado de 1604 entre Henriqur IV e Ahmet IV. Mais tarde foi felicitado pelo Papa Clemente VII pelas garantias obtidas em favor dos cristãos. Viveu por mais de 20 anos no Oriente, falando fluentemente suas línguas, e paradoxalmente foi o autor de uma cruzada para anexar o Império Otomano, que ele percebia como uma grave ameaça a Europa. Ele articulava um ataque por mar e terra, juntamente com uma revolta interna dos cristãos sob o jugo dos sultões. Por conhecer perfeitamente a língua oriental serviu com intérprete do império turco, notadamente no interior, junto à cinquenta colonos, engajados na causa européia, através de uma propaganda eficaz. Para isso precisava da impressão de livros árabes que seriam difundidos por intermédio das igrejas do oriente, ou seja, usar de uma estratégia não belicosa, mas pacífica para difundir as idéias européias no Oriente.

Savary de Brèves volta a Paris e cria um colégio de línguas orientais, que será dotado de uma gráfica poliglota, para publicações escritas em árabe, turco e persa. Ele transfere de Istambul uma centena de manuscritos orientais, que nesta época representava a coleção mais importante da França. Após sua morte em 1628, Vitré foi o depositário da coleção até 1640, quando o Cardeal Richelieu adquiriu a coleção para sua biblioteca. Com a morte de Richelieu a duquesa d'Aiguillon, sua herdeira a transferiu para a Sorbonne.

Genealogia[editar | editar código-fonte]