Francesco Matarazzo
Francesco Antonio Maria Matarazzo, Conde Matarazzo (Castellabate, 9 de março de 1854 — São Paulo, 10 de dezembro de 1937), mais conhecido no Brasil como Francisco Matarazzo, foi um agricultor italiano que, em 1881, emigrou para o Império do Brasil, tornando-se, neste país, mascate e, posteriormente, empresário. Matarazzo morreu na condição de homem mais rico do país, com uma fortuna de 10 bilhões de dólares estadunidenses, sendo o criador do maior complexo industrial da América Latina do início do século XX. A riqueza produzida por suas indústrias ultrapassava o PIB de qualquer estado brasileiro, exceto São Paulo.[1] Sendo um dos três patriarcas do ramo ítalo-brasileiro da família Matarazzo.
Francesco não pertencia à nobreza italiana nem à nobreza de outros países da Europa, no entanto, no Brasil, já bilionário, vem a ajudar a Itália durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1917), enviando milhões de dólares estadunidenses e demais mercadorias. Em reconhecimento a ajuda milionária, recebe do rei Vítor Emanuel III o título nobiliárquico de O Muito Honorável Conde Matarazzo, no ano do término da guerra - 1917 -.
A importância de Francesco Matarazzo para o cenário econômico do Brasil só é comparável à que teve o visconde de Mauá no Segundo Reinado do Império brasileiro, tendo sido um dos marcos da modernização do país.
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[editar] Biografia
Nasceu em Castellabate, uma pequena vila do sul da Itália, filho de Leo de Costabile Matarazzo e Mariangela Jovane, agricultores na região. Francesco aos 27 anos emigra para o Império do Brasil, em 1881, em busca de melhores condições de vida. No desembarque, na Baía de Guanabara, perde a carga de banha de porco que trazia. Com o pouco dinheiro que lhe sobra se estabelece na cidade de Sorocaba, província de São Paulo, no comércio de secos e molhados. Alguns anos depois estabelece uma empresa de produção e comércio de banha de porco.
Em 1890, muda-se para São Paulo e funda, com os irmãos Giuseppe e Luigi, a empresa Matarazzo & Irmãos. Diversifica seus negócios e começa a importar farinha de trigo dos Estados Unidos da América. Giuseppe participava da empresa com uma fábrica de banha estabelecida em Porto Alegre e Luigi com um depósito-armazém estabelecido na cidade de São Paulo.
No ano seguinte, a empresa foi dissolvida e constituiu-se em seu lugar a Companhia Matarazzo S.A. que já conta com 43 acionistas minoritários. Essa sociedade anônima passa a controlar também as fábricas de Sorocaba e Porto Alegre.
Em 1900, a guerra entre a Espanha e os países centro-americanos dificulta a compra do produto e ele consegue crédito do London and Brazilian Bank para construir um moinho na cidade de São Paulo. A partir daí, seu império empresarial se expande rapidamente, chegando a reunir 365 fábricas [carece de fontes] por todo o Brasil. A renda bruta do conglomerado chegou a ser a quarta maior do país, e 6% da população paulistana depende de suas fábricas, que, em 1911, passam a se chamar Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo (IRFM), uma sociedade anônima.
Sua estratégia de crescimento segue o lema "uma coisa puxa a outra". Para embalar o trigo, monta uma tecelagem. Para aproveitar o algodão usado na produção do tecido, instala uma refinaria de óleo, e assim por diante.
Matarazzo morre em 1937, após uma crise de uremia, na condição de homem mais rico do país, com uma fortuna de 10 bilhões de dólares estadunidenses, sendo proprietário de 365 fábricas[carece de fontes].
[editar] Descendência
Francesco Matarazzo e Filomena Sansivieri (1850-1940) tiveram 13 filhos:
- Giuseppe Matarazzo (1877-1972), casado com Anna de Notaristefani dei Duchi di Vastogirardi (1888-1959).
- Andrea Matarazzo (1881-1958), casado com Amália Cintra Ferreira (1885-1958)
- Ermelino Matarazzo (1883-1920)
- Teresa Matarazzo (1885-1960), casada com Gaetano Comenale.
- Mariangela Matarazzo (1887-1958), casada com Mario Comide.
- Attilio Matarazzo (Sorocaba, 1889-1985), casado com Adele dall Aste Brandolini.
- Carmela Matarazzo (1891-?), casada com Antonio Campostano.
- Lydia Matarazzo (1892-1946), casada com Giulio Pignatari (?-1937).
- Olga Matarazzo (1894-1994), casada com Giovanni Alliata, 1º principe Alliata (1877-1938).
- Ida Matarazzo (1895-?)
- Claudia Matarazzo (1899-1935), casada com Francesco Ruspoli, 8º principe di Cerveteri (1899-1989).
- Francesco Matarazzo (1900-1977), casado com Mariangela Matarazzo (1905-1996).
- (Luigi) Luís Eduardo Matarazzo (1902-1958), casado com Bianca Troise.
[editar] Título de conde
Francesco Matarazzo não pertencia à nobreza italiana nem à nobreza de outros países da Europa, tendo emigrado para o Brasil em busca de melhores condições de vida. No Brasil, enriqueceu acumulando uma fortuna bilionária, e em reconhecimento à ajuda milionária em dinheiro e demais mercadorias que envia à Itália durante a Primeira Guerra Mundial(1914-1917), em 1917 recebe do rei Vítor Emanuel III o título nobiliárquico de conde. Em 1928, participa da fundação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - CIESP. Morre na capital paulista após uma crise de uremia, na condição de o homem mais rico do país, possuindo uma fortuna avaliada em 10 bilhões de dólares estadunidenses.
- Títulos e comendas
- O Muito Honorável Conde Matarazzo - Decreto Real de 25 de junho de 1917, extensivo aos filhos varões em 2 de dezembro de 1926 (Itália);
- Presidente Honorário do Palestra Italia;
- Cavaliere Magistrale del Sovrano Militare Ordine di Malta (Malta);
- Cavaliere di Gran Croce del Gran Crodone dell’Ordine della Corona d'Italia (Itália);
- Cavaliere del Lavoro (Itália);
- Croce al Mertio Ungherese (Itália);
- Cavaleiro Oficial (Primeira Classe) da Ordem do Cruzeiro do Sul (Brasil).
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
Referências
- ↑ MORAIS, Fernando. Chatô, o rei do Brasil, p. 347
