Francisca Senhorinha da Motta Diniz

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Francisca Senhorinha da Motta Diniz
Nascimento
São João del-Rei,  Minas Gerais
Nacionalidade  brasileiro(a)
Ocupação Escritora, educadora e jornalista
Principais trabalhos O Sexo Feminino

Francisca Senhorinha da Motta Diniz (São João del-Rei, Minas Gerais - século XVII) foi uma escritora, educadora e jornalista brasileira[1] que defendia a educação da mulher, o conhecimento de seus direitos e participação na sociedade. Francisca fundou o primeiro periódico brasileiro voltado para a emancipação feminina,[2] O Sexo Feminino direcionado para a educação, a instrução e a emancipação feminina.[3]

Vida[editar | editar código-fonte]

Nascida em São João del-Rei, Minas Gerais, era filha de Gertrudes Alves de Melo Ramos e Eduardo Gonçalves da Mota Ramos. Era casada com o advogado José Joaquim da Silva com quem teve duas filhas, Albertina Diniz e Elisa Diniz Machado Coelho.[2]

Cursou o magistério para instrução de nível primário chegando a lecionar em Minas Gerais e depois em São Paulo e no Rio de Janeiro. onde por fim fixou residência.

Já viúva, fundou e dirigiu a Escola Doméstica do Colégio Santa Izabell, na rua do Lavradio, juntamente com as filhas que se tornaram escritoras.[4]

Jornalismo[editar | editar código-fonte]

Seu primeiro trabalho no jornalismo iniciou-se colaborando com o semanário Estação, um jornal de modas porém sua contribuição mais importante foi o semanário O Sexo Feminino que começou a produzir em Campanha da Princesa, em 1873 e durou dois anos tendo sido reeditada no Rio de Janeiro de 1875 a 1890.

O Sexo Feminino continha informações sobre literatura e amenidades, além de temas polêmicos como críticas contra a prática do dote[5] , abolição da escravatura e da pena de morte,[2] o sufrágio feminino e o movimento feminista em outros países.

Após a Proclamação da República, o nome do semanário passou a ser O Quinze de Novembro do Sexo Feminino,[6] cujo programa propunha a emancipação feminina através da educação física, moral e intelectual, Francisca destacava a importância da educação básica para a mulher, tanto para benefício próprio quanto para a melhoria do mundo.[7]

Durante o ano de 1880, redigiu o semanário A Primavera, que circulou no Rio de Janeiro e A Voz da Verdade. Com a ajuda da filha Albertina, escreveu o romance A judia Rachel, editado no Rio de Janeiro em 1886.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • 1886 - A judia Rachel

Referências