Francisco I de Espanha

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Dom Francisco de Assis de Bourbon
Rei Consorte de Espanha
Dom Francisco de Assis de Bourbon, Duque de Cádis, cerca de 1860.
Governo
Consorte Isabel II de Espanha
Casa Real Casa de Bourbon
Vida
Nascimento 13 de maio de 1822
Palácio Real de Aranjuez, Espanha
Morte 17 de abril de 1902 (79 anos)
Épinay-sur-Seine, França
Sepultamento Mosteiro e Sítio do Escorial, Madrid, Espanha
Filhos Isabel
Maria Cristina
Afonso XII
Maria da Conceição
Maria de Pilar
Maria da Paz
Francisco
Maria Eulália
Pai Francisco de Paula de Bourbon
Mãe Luisa Carlota de Bourbon-Duas Sicilias

Dom Francisco de Assis de Bourbon (nascido: Francisco de Asís María Fernando de Borbón y Borbón-Dos Sicilias como Infante de Espanha; Palacio Real de Madrid, 13 de maio de 1822Épinay-sur-Seine, 17 de abril de 1902) foi rei consorte de Espanha (1846-1868) e Duque de Cádiz. Era filho do Infante Dom Francisco de Paula de Bourbon, neto de Carlos IV de Espanha, e de Dona Luisa Carlota das Duas Sicílias.

Rei Consorte de Espanha[editar | editar código-fonte]

Com a junção de política e dinastia, o Infante Dom Francisco de Bourbon e Duas Sicílias foi forçado a unir-se em matrimônio com a sua prima, a jovem rainha Isabel II de Espanha. Eles eram primos em primeiro grau, porque seus pais, o Infante de Espanha Dom Francisco de Paula e o Rei Fernando VII de Espanha, eram irmãos. A escolha de Francisco de Assis como cônjuge de Isabel II foi descartada após novas nomeações; o marido da rainha devia pertencer à aristocracia mas não deveria estar na linha de sucessão a tronos de outras Casas reais. A rainha opôs-se a esta ligação, pois apesar da sua juventude, ela estava ciente da homossexualidade de seu primo.[carece de fontes?]

O casamento foi realizado no dia 10 de outubro de 1846, na capela do Palácio Real de Madrid, em conjunto com o casamento da Infanta Dona Luisa Fernanda de Bourbon (irmã de Isabel II), com Antônio, duque de Montpensier. No mesmo dia, ele recebeu o tratamento de Sua Majestade e o título honorífico de rei consorte, para além do posto de capitão-general dos exércitos e Cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro.

Reinado[editar | editar código-fonte]

O governo de Isabel II e Francisco de Assis foi uma disputa eventual, ao qual foram acrescentadas as intrigas constantes, esquemas, conspirações, tramas e uma variedade de truques com a única finalidade de usurpar a coroa. Rimas e piadas são bem conhecidas à custa da suposta homossexualidade do rei, que foi apelidado de "Paquita" - algumas das quais foram publicadas em panfletos e jornais oficiais da época e que sobreviveram até aos dias de hoje.

Grande problema há na Corte
Descobrir se o Consorte real
quando vai ao banheiro
urina em pé ou sentado.
Brasão de armas de Dom Francisco I.

A alusão ao rei urinar sentado é baseada em dados reais, porque Francisco de Assis sofreu de hipospádia, uma malformação da uretra: não tinha nenhum furo de saída da glande, porém no eixo, e isso impediu-o de urinar de pé.

Por motivos óbvios e também devido à sua impulsividade, a rainha viveu romances sucessivos que ajudaram a azedar o clima político, especialmente após a Revolução de 1868 (La Gloriosa). Enquanto escritores contemporâneos tentavam compreender a vida pessoal da rainha num casamento infeliz e cheio de pressões na vida palaciana, os políticos da oposição tomaram esta circunstância para usá-la como uma arma. O mito é construído sobre uma rainha ninfomaníaca, ridicularizando a soberana e colocando-a mais longe de seu povo.

Da mesma forma, o fanatismo religioso extremo da rainha Isabel, sob a influência de sua mentora espiritual, a Irmã Patrocínio de São José, bem como questões políticas, contribuíram de uma forma ou de outra para difamar e desacreditar o reinado de Isabel II.

Tendo que resistir, de enfrentar e lidar com a revolução de 1854, o Rei conseguiu salvar seu trono para chamar de volta o governo do general Baldomero Espartero. Mas em 1856, Francisco e Isabel II sentiam-se muito seguros no trono, com o apoio de Leopoldo O'Donnell.

Exílio e restauração da monarquia[editar | editar código-fonte]

Vista frontal do Palácio Real de Riofrio.

No dia 7 de julho de 1868 começa a Revolução espanhola, conduzida, dirigida e comandada por Juan Prim e Antônio de Orléans, Duque de Montpensier, com o único propósito de destituir e usurpar a coroa de Isabel II, embora os reis fossem parentes de sangue do Duque. A família real foi para o exílio, estabelecendo-se em Paris. Em 1870, Isabel II abdicou a favor de seu filho o futuro Rei Afonso XII de Espanha.

Restaurada a monarquia, durante o reinado de seu filho Afonso XII, Francisco de Assis de Bourbon voltou a Espanha e se estabeleceu no Palácio de Riofrio, na Segóvia. Ele morreu na França, em 17 de abril de 1902, e foi sepultado quatro dias depois, no Mosteiro e Sítio do Escorial, ao lado de sua consorte, a rainha Isabel II.

Ascendência[editar | editar código-fonte]

Descendência[editar | editar código-fonte]

Do casamento com sua prima Isabel nasceram doze crianças, mas somente cinco delas sobreviveram. Seus filhos foram:

Talvez a consanguinidade dos pais e avós tenha desempenhado um papel fundamental na morte prematura das várias crianças, embora a paternidade dessas crianças seja discutida, e hoje ninguém sabe ao certo quem era o pai biológico de cada um. [carece de fontes?]

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