Francisco de Melo Palheta

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Francisco de Melo Palheta (Belém do Pará, 1670 —) foi um militar brasileiro responsável pela introdução do cultivo do café para o Brasil.

O café foi primeiro introduzido na América do Sul através do Suriname. De lá, passou para a Guiana Francesa, por iniciativa do Governador de Caiena que conseguiu, de um francês chamado Morgues um punhado de sementes, tendo-as semeado no pomar de sua residência.

No século XVIII, o café, devido às suas qualidades estimulantes, era um produto consumido de forma sôfrega na Europa e nos Estados Unidos da América. Os países que possuíam as mudas do Cafeeiro (os Países Baixos, a França e as suas colônias) guardavam-nas a sete chaves: elas eram preciosíssimas, pois o café era um produto muito valorizado no mercado internacional.

[editar] A missão secreta de Palheta

Portugal ainda não as possuía quando, em 1727, por determinação do Governador e Capitão-general do Estado do Maranhão, João da Maia da Gama, o Sargento-mor Francisco de Melo Palheta dirigiu-se para a Guiana Francesa com a missão de restabelecer as fronteiras fixadas pelo Tratado de Utrecht de 1713, violadas, Possuía, entretanto, uma outra missão, secreta: a de conseguir sementes do cafeeiro.

Em Caiena, Palheta buscou aproximar-se da esposa do Governador da Guiana, Madame d'Orvilliers, acabando por conquistar-lhe a confiança. Desse modo, logrou obter, das mãos da mesma, as almejadas sementes. O militar retornou no mesmo ano a Belém do Pará, onde as mesmas foram semeadas, introduzindo-se a espécie na colônia.

Devido ao fato de que, como a saída de mudas ou sementes do Cafeeiro era estritamente proibida pelo governo francês, ainda hoje se discute se é "lícito pensar que o aventureiro português recebeu não só os frutos, mas favores mais doces de madame."

O fato é que, graças ao militar, Portugal assegurou as fronteiras do Brasil ao Norte, no atual estado do Amapá e, ainda, obteve as primeiras sementes daquele que seria o principal produto de exportação brasileiro nos séculos XIX e XX.

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