Franco Baresi

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Franco Baresi
Informações pessoais
Nome completo Franchino Baresi
Data de nasc. 8 de maio de 1960 (51 anos)
Local de nasc. Travagliato, Itália
Altura 1,81 m
Peso 70 kg
Informações profissionais
Posição Líbero, Zagueiro
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1977-1997 Itália Milan 719 (33)

Franchino "Franco" Baresi (Travagliato, 8 de Maio de 1960) é um ex-futebolista italiano.

É considerado um dos maiores líberos da história do futebol, ao lado de Gaetano Scirea e Franz Beckenbauer.

Índice

[editar] Carreira

[editar] Milan

Chegou às categorias de base do Milan em 1974, com apenas catorze anos de idade, e jogaria toda a carreira no clube. Apesar de torcedor do Milan, tentou primeiro jogar na arquirrival Internazionale, por seu irmão Giuseppe (que o levou para os testes na Inter[1]) já estar lá.[2] Franco acabaria reprovado nos nerazzurri, decidindo finalmente tentar no clube de coração.[1]

O craque italiano estreou na equipe quatro anos depois, em jogo contra o Hellas Verona, posto para jogar pelo técnico Nils Liedholm a duas semanas de completar 18 anos.[1] No início seu desejo era de jogar no ataque, com o sonho de marcar vários gols; entretanto, ao ser constantemente escalado na defesa, aceitou a nova posição. Sua liderança natural o fez se tornar capitão da equipe aos 22 anos de idade.[1]

Dono de raro senso de colocação,[1] disputaria 716 partidas oficiais em 20 anos pelo clube - incluído as duas ocasiões em que o Milan esteve na segunda divisão, nos anos 80 - e conquistou uma impressionante galeria de títulos: seis scudetti (79, 88, 92, 93, 94 e 96), três Copas dos Campeões da Europa (89, 90, 94), dois Mundial Interclubes (89, 90), três Supercopas Europeias (89, 90 e 94) e quatro Supercopas da Itália (88, 92, 93 e 94). Em todo o período, sua grande técnica no desarme sem precisar recorrer a demasiadas faltas rendeu elogios dos grandes craques que marcou, como Roberto Baggio, Diego Maradona, Michel Platini e Gianfranco Zola, dentre outros.[2]

Pelo Milan jogou 719 partidas, marcando 33 gols. Apostentou-se em 1997, numa festa com 70 mil torcedores.[1] Por sua história e dedicação dentro do clube, o Milan aposentou a camisa número 6.

[editar] Seleção Italiana

Baresi atuou em 81 partidas pela Seleção Italiana de Futebol e balançou a rede apenas uma vez. Estrearia pela Itália em 1982, aos 22 anos, mas já figurava nas convocações antes: fora chamado juntamente com o irmão Giuseppe para a Eurocopa 1980, mas não jogou.

Esteve presente em três Copas do Mundo. Foi reserva em 1982, quando a Itália conquistou o título. O técnico Enzo Bearzot preferia o trio de zagueiros da Juventus: Antonio Cabrini, Claudio Gentile e Gaetano Scirea, sendo este último o líbero. Baresi continuaria a frequentar a reserva com Bearzot por questões técnicas: o treinador queria escalá-lo no meio, contra a vontade de Franco, já bastante acostumado à defesa.[2] Com isso, o zagueiro acabaria não convocado à Copa do Mundo de 1986, onde esteve seu irmão, Giuseppe Baresi.

Franco voltou à seleção em 1988 (com a Itália sendo treinada agora por Azeglio Vicini), ajudando a Azzurra a chegar ao terceiro lugar na Eurocopa daquele ano, posição que repetiria na Copa de 1990. No mundial de 1994 foi vice-campeão, vivendo o drama de desperdiçar uma cobrança na decisão por pênaltis contra o Brasil, na final do torneio. Responsabilizaria depois a sua decisão de mudar no último instante a escolha do canto: primeiramente, teria pensado em chutar no canto esquerdo.[2] Sua cobrança acabou passando por cima do travessão.

Sua atuação na decisão até então vinha sendo heróica: lesionou o joelho no jogo inaugural da Itália na Copa e passou por uma atroscopia, o que lhe dava poucas chances até de voltar a jogar.[1] Conseguiu retornar a tempo de disputar a final, fazendo sobre Romário o que o próprio reconheceu como "a marcação mais implacável que já sofri em toda a minha carreira"[1]- o Baixinho, jogador mais decisivo do Brasil, acabou passando em branco naquela decisão. Após ver seus colegas Daniele Massaro e Roberto Baggio também errarem seus pênaltis e o tetracampeonato ficar com os brasileiros, caiu no choro convulsivo; o líbero considera aquela a sua derrota mais dolorida.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i "O Professor da Azzurra", Especial Placar - Os Craques do Século, novembro de 1999, Editora Abril, pág. 30
  2. a b c d "Cara a Cara - Franco Baresi", James Richardson, FourFourTwo, número 11, novembro de 2009, Editora Cádiz, págs. 8-11

[editar] Ligações Externas

Perfil de Franco Baresi no Quattro Tratti

[editar] Ver também

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