Franjo Tuđman

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Franjo Tuđman
Franjo Tuđman
Presidente da  Croácia
Mandato 30 de maio de 1990 - 10 de dezembro de 1999
Sucessor(a) Vlatko Pavletić
Vida
Nascimento 14 de maio de 1922
Veliko Trgovišće, Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (atualmente na Croácia)
Morte 10 de dezembro de 1999
Zagreb, Croácia
Dados pessoais
Primeira-dama Ankica Tuđman
Partido União Democrática Croata (HDZ)
Profissão político

Franjo Tuđman (Veliko Trgovišće, 14 de maio de 1922Zagreb, 10 de dezembro de 1999) foi um historiador, escritor e político croata, que se tornou o primeiro presidente da Croácia após a independência do país. O presidente sérvio, Slobodan Milošević e Franjo Tudjman da Croácia, foram os principais arquitetos da dissolução da Iugoslávia e o ressurgimento do nacionalismo nos Bálcãs [1] . Governou de 1990 até à sua morte, em 10 de dezembro de 1999. Por suas contribuições para a independência da Croácia é chamado de o "Pai da Croácia".[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Aos 19 anos ingressou na guerrilha antifascista de Josip Broz Tito, depois da guerra, foi o mais jovem general do Exército Popular da Iugoslávia com apenas 23 anos. Defendia posições croatas ultranacionalistas após a morte de Tito (1980) e, em 1990 e liderou um partido chamado Hrvatska Demokratska Zajednica - HDZ (União Democrática Croata) - que por sua vez, era a ponta do movimento de independência da Croácia no final século XX. A HDZ conseguiu reunir a maioria do povo croata da Croácia e na Bósnia e Herzegovina, nas primeiras eleições democráticas, logo após a queda do comunismo na República Socialista Federativa da Iugoslávia. Seu objetivo é cristalizado em 30 de maio de 1990 através de um referendo nacional para a independência da Croácia.

Antes de reaparecer no cenário político da antiga Iugoslávia como líder da HDZ, era um dissidente político para suas ideias nacionalistas.

Suas posições nacionalistas e separatistas o levou à presidência da Croácia e a independência desse país. Parou habilmente o exército iugoslavo (JNA), na Croácia, que era muito superior em armas, com a combinação de armistício e de defesa do território do país. Depois que as forças internacionais da UNPROFOR finalmente interpuseram-se entre o Estado auto-proclamado sérvio na Croácia e as forças da Croácia, Franjo Tudjman decidiu organizar e armar o Exército Croata (HV), preparando-se para as operações Bljesak y Oluja de 1995, com a qual recuperou a integridade territorial do país. Foi investigado por crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia acusado de limpeza étnica contra a população sérvia da Krajina.

O túmulo de Tudjman, outubro de 2005
Presidente dr.Franjo Tuđman - O sol da liberdade ( artista Ladgrad )

Segundo o historiador belga Michel Collon, Tudjman era "um racista que ativamente espalhou o ódio étnico e pregou a fragmentação da Iugoslávia." [3] Seus detratores, como seu sucessor a presidente da Croácia, Stjepan Mesić, acusou-o de não entender a situação na Bósnia e Herzegovina e a situação nacional dos bósnios muçulmanos. Parece que Tudjman contava este grupo como parte integrante do povo croata, considerando-os "croatas da religião islâmica", como aconteceu durante o mandato na Bósnia pelos Ustashas durante a Segunda Guerra Mundial. Estes e outros erros de cálculo de sua parte causaram uma guerra entre os bósnios croatas dirigidos a partir de Zagreb (os croatas da Bósnia e Herzegovina) e os bósnios durante a Guerra da Bósnia. Os bósnios muçulmanos não queriam que nenhuma parte da Bósnia e Herzegovina fosse separada e anexada à Croácia. Outros o acusam de ter negociado diretamente com Slobodan Milošević, através do Acordo Karadjordjevo, a divisão da Bósnia e Herzegovina entre a Croácia e a Sérvia, com base em alguns documentos visuais.[4]

Morreu de câncer em 1999. Com sua morte, se produziu a ascensão ao poder de posturas mais moderadas, benéficas para a integração étnica e celebradas pelo resto dos estados balcânicos.[5]


Precedido por
primeiro presidente
Presidente da Croácia
1990 - 1999
Sucedido por
Vlatko Pavletić (interino)

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Encyclopédie Universalis 2008 aricle Franjo tudjman
  2. http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/294990.stm
  3. nodo50 «Las mentiras de la guerra de Yugoslavia» Consultado em 5 de agosto de 2010
  4. El Mundo. El triunfo del Estado-nación.
  5. Instituto del Tercer Mundo. Guía del mundo: el mundo visto desde el Sur. IEPALA Editorial, 2001. ISBN 9974574307, pág. 154