Frank Gehry

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Frank Gehry
Nome completo Frank Owen Gehry
Nascimento 28 de fevereiro de 1929 (85 anos)
Toronto Flag.svg Toronto, Flag of Ontario.svg Ontário,  Canadá
Nacionalidade Canadá canadiano, Estados Unidos norte-americano
Movimento Pósmodernismo
Obras notáveis Casa Dançante
Prêmios Pritzker Prize (1989)

Frank Owen Gehry, nascido Ephraim Owen Goldberg (Toronto, 28 de fevereiro de 1929) é um arquiteto canadense, naturalizado norte-americano.

Ganhador do Pritzker Prize, que é tido como o Nobel da arquitetura.

Frank, mudou a imagem de uma disciplina muito conservadora. Ele mistura o livre-arbitrio da arte, com algo muito concreto e intransigente como a física. Ele deixa de ser apenas um arquiteto e se transforma em um arquiteto-artista , basicamente um artista se arrisca a fazer algo novo e nesse ponto que Gehry se arriscou em criar algo jamais experimentado, algo novo, nunca visto. Atualmente , o maior arquiteto do mundo, um desbravador que se destaca pela sua peculiaridade, simples de reconhece-lo, ele tem sua propria maneira de fazer as coisas, perversa e original.

A importância de Gehry para esse período de reflexão sobre a pós-modernidade, está na relação das suas obras arquitetônicas com as tecnologias atuais, numa espécie de simbiose beleza&tecnologia, onde elas só poderiam existir através do computador e seus cálculos precisos. Gehry confronta as regras e 'verdades absolutas' da arquitetura com suas criações exóticas, caóticas, orgânicas, narrativas, que desafiam as leis da física.

A partir do documentário, podemos perceber que Gehry sempre teve uma relação próxima com a arte já na infância, onde sua avó sentava com ele e passavam tardes criando cidades e construções com simples blocos de madeira. Foi essa experiência marcante que influenciou sua escolha profissional. De alguma maneira, quando jovem, ao pensar sobre o que queria fazer da vida, ele se lembrava dos blocos de madeira e das tardes com a avó.

Ele também gostava de desenhar com seu pai e um desses desenhos foi elogiado pelo professor e valorizado pela mãe, que acreditavam que um dia ele seria um grande 'arquiteto'. Dito e feito!

E antes de fazer arquitetura, Gehry fez um curso de cerâmica e já nessa experiência se divertia com as formas imprevisíveis que suas criações em argila ganhavam ao sairem do forno.

Gehry sempre teve uma relação de medo e fascínio por suas obras. São como filhos, que nascem para o mundo e tem vida própria. Aqui lembrei de Barthes e seu texto "A morte do autor", pois nossas criações deixam de ser nossa ao serem compartilhadas com o 'mundo'. Ganham vida e oferecem múltiplas possibilidades de relações e conexões.

Em relação a sua profissão, Gehry acredita que se uma pessoa tem uma ideia, porque não experimentar? Ele vive o momento, aproveita as ideias dos outros, relaciona qualquer coisa (moda, pintura, escultura, objeto, desejo, história) e isso o inspira a criar algo novo. Ele diz que é quase mágico e isso me fez pensar sobre o 'punctum' de Barthes. O importante exercício de refletir sobre o que nos toca em relação ao outro, seja pessoa, objeto, artefato, som, filme, etc.Gehry diz que 'todo lugar pode servir de inspiração'.

Gehry fala muito sobre a diferença de ser jovem, cheio de sonhos e anseios, e da experiência de envelhecer e perceber que o que fazemos não se reflete no agora e que o trabalho em equipe é de extrema importância. Ele diz que a perfeição não existe ou não pode ser alcançada. Com o tempo, a frustração diminui e relaxar diante da imperfeição, fica mais fácil.

Em sua arquitetura, Gehry procura respeitar o outro e talvez por isso crie coisas tão caóticas. Suas distorções possibilitam que um prédio velho não seja ofuscado,como é o caso da sua casa\estúdio que ele mesmo projetou, construindo uma casa abstrata por cima de outra já existente, mantendo a casa existente praticamente intacta, que a vista do mar não seja exclusiva, que as regras possam ser quebradas e as pessoas possam interagir com suas criações, conectarem-se com elas.

Gehry é um artista do seu tempo, que imprime em suas obras, incluindo as novas tecnologias, o contexto em que vive. Aqui é importante pensar que a tecnologia não cria, mas projeta, permite, possibilita superar. Esta deve ser a postura da educação diante dessa Era das novas tecnologias. Aproveitá-la como uma ponte, como ferramenta fundamental da expressão e criatividade humanas!

Para ele, a satisfação não está no resultado, mas no processo, na possibilidade do esboço. Do fim como um novo começo. Gehry conhecido pelo seu design arrojado na arquitetura, repleto de estruturas curvas, geralmente em metal. Seus projetos, implantados em diferentes cidades do mundo, tornaram-se atrações turísticas e incluem residências, museus e sedes de empresas. Sua obra mais famosa é o Museu Guggenheim Bilbao, em Bilbao, Espanha, todo feito revestido de titânio. Outros projetos importantes são o Walt Disney Concert Hall no centro de Los Angeles, a Casa Dançante em Praga, República Checa, e sua residência particular, em Santa Mônica, California, os quais marcaram o início de sua carreira.

Nascido em Toronto numa família judaica, Gehry mudou-se aos dezessete anos para Los Angeles, Califórnia, para depois se formar na University of Southern California em arquitetura. Depois estudou planejamento urbano em Harvard. Atualmente vive em Los Angeles.

Em 2007 projectou e realizou no Walt Disney Concert Hall um palco desmontável inspirado numa taverna lisboeta, para a actuação da cantora portuguesa Mariza naquela sala. Foi a primeira vez que Frank trabalhou tão próximo de um artista ligado à música.

Tudo isso é exibido no documentário Sketches of Frank Gehry (Esboços de Frank Gehry, em tradução livre) que foi lançado em 2005 e dirigido por Sydney Pollack. Com entrevistas, filmagens nos EUA e Alemanha e com cenas do processo criativo de Gehry, o documentário mostra ainda alguns detalhes da vida deste grande arquiteto.

Frank Gehry é um dos mais famosos e enigmáticos arquitetos do mundo, reverenciado por seu estilo desconstrutivista e uso inventivo de diferentes materiais em formas arrojadas como o Guggenheim de Bilbao e o Walt Disney Concert Hall. Este documentário tenta mostrar um pouco do processo criativo de Gehry, intercalado com entrevistas de alguns de seus admiradores e críticos como Herbert Muschamp e o músico Bob Geldof.

Obras[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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