Frank Serpico

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Francesco Vincent Serpico (nascido em 14 de abril de 1936) é um policial americano aposentado do Departamento de Policia de Nova York (NYPD), que é mais famoso por ter sido o primeiro policial a ter testemunhado contra a corrupção na própria, em 1971. A popularidade de Serpico veio à tona com o lançamento do filme Serpico em 1973 contando sua história na policia, estrelado por Al Pacino e dirigido por Sidney Lumet.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Serpico nasceu no Brooklyn, em Nova York, como o caçula de uma familia de italianos, da província de Nápoles. Seus pais são Vincenzo e Maria Giovanna Serpico. Aos 18 anos, ele se alistou no Exército dos Estados Unidos e passou dois anos na Coréia.

Policia de Nova York (NYPD)[editar | editar código-fonte]

Em 1959, Frank Serpico ingressou na Polícia de Nova Iorque, onde foi empossado como um policial estágiario em 11 de setembro daquele ano. Serpico foi oficialmente ingressado como um policial de Nova York em 5 de março de 1960, um trabalho que teria durante 12 anos. Ele foi o primeiro atribuído a patrulha na 81ª delegacia. Depois trabalhou para o Departamento de Identificação Criminal (BCI) por dois anos fazendo trabalhos como impressões digitais de arquivamento. Mais tarde Serpico foi atribuído a trabalhar à paisana, onde encontrou a corrupção generalizada de seus companheiros de trabalho.

Atentado de morte e Recuperação[editar | editar código-fonte]

Serpico foi baleado durante uma operação anti drogas em 03 de fevereiro de 1971, às 10:42 horas, durante uma emboscada em Williamsburg, no Brooklyn. Quatro oficiais do Brooklyn tinham recebido uma denúncia de que uma transação de drogas estava acontecendo.

Dois dos oficiais, Gary Roteman e Arthur César, estavam presentes em um carro a frente, o terceiro, Paul Halley , estava de pé na frente do prédio. Serpico saiu do carro, subiu a escada de incêndio, e ficou de vista no telhado, depois desceu as escadas, viu a compra da heroína, e depois seguiu os dois individuos até o lado de fora.

Os outros polícias enquadraram os dois. Halley ficou no carro com os dois e com a heroína, Roteman disse a Serpico, para falar como um viciado (pois ele falava espanhol) para que o traficante abrisse a porta e então os policiais o enquadrassem. Os três oficiais subiram os degraus até o terceiro andar. Serpico bateu na porta, mantendo a outra mão dentro de sua jaqueta em sua arma 9 milímetros. A porta abriu-se em poucos centímetros. Então Frank tentou arromba-lá, mas os traficantes do outro lado logo perceberam e foram tentar fechar a porta. Serpico então, nao conseguindo abrir a porta, gritou para seus parceiros, que não vieram para ajudá-lo.

Serpico então foi baleado no rosto por um dos criminosos. A bala penetrou seu rosto, logo abaixo do olho e na parte superior do maxilar, então ele caiu no chão e começou a sangrar. Os parceiros de Serpico não se apressaram em pedir socorro, nem indicar que um oficial havia sido baleado. Em vez disso, Serpico foi salvo por um homem idoso que vivia em um apartamento ao lado do que estava sendo utilizado pelos traficantes, o homem chamou a emergência e informou que um homem havia sido baleado, e depois ficou com Serpico para ajuda-lo e mantê-lo vivo até que uma ambulância chegasse. Uma viatura da polícia chegou antes que a ambulância, no entanto, os oficiais, desconhecendo a identidade de Serpico, o levou até o Greenpoint Hospital.

Serpico ficou surdo de sua orelha esquerda por culpa do tiro, que cortou um nervo auditivo, Embora ele tenha sido visitado um dia após o tiroteio pelo prefeito João V. Lindsay, enquanto ele estava internado na cama se recuperando de seus ferimentos, o departamento de polícia o assediou com cheques em dinheiro, para que ele não depusesse contra a Comissão. Ele sobreviveu e, finalmente, testemunhou diante da Comissão Knapp.

As circunstâncias que levaram ao "acidente" de Serpico rapidamente entrou em questão. Serpico, que estava armado durante a operação, só foi baleado após um breve afastamento de seus parceiros, que teriam que acompanha-lo, ele percebeu que os dois policiais que o acompanhavam não estavam o seguindo, levantando a questão de saber se realmente seus parceiros haviam o levado com intuito de que o policial fosse executado na operação. O acidente não foi devidamente investigado e os policiais envolvidos foram premiados com medalhas de honra.

Em 03 de maio de 1971, New York Metro Magazine publicou um artigo sobre Serpico intitulado como "Um Retrato de um policial honesto". Em 10 de maio de 1971, Serpico testemunhou no julgamento de um tenente do departamento de polícia de Nova York que foi acusado de aceitar suborno de traficantes. Em 14 de maio de 1971, Serpico foi premiado com um distintivo de ouro pelo comissário de polícia e promovido a detetive.

Aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Frank Serpico se aposentou em 15 de junho de 1972, um mês após ter recebido a maior honraria da policia, a Medalha de Honra. Então ele foi para a Suíça e passou quase uma década vivendo lá e também em uma fazenda na Holanda, na Europa aproveitou bastante para viajar e estudar.

Retornou a Nova York, em 1980. Ele atualmente reside nas montanhas do Estado de Nova York, estudando e lecionando na ocasião a estudantes de universidades e academias de polícia a compartilhar experiências com os policiais que atualmente estão em situações semelhantes. Enquanto vivia em Nova York, Serpico foi conhecer o oficial Joseph Trimboli. apresentado pelo repórter do New York Post, Mike McAlary. Trimboli era um policial que teve um momento muito difícil depois que ele assistiu ao filme Serpico, e tentou impedir a corrupção policial nos anos 1980 e início dos anos 1990.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Serpico foi casado quatro vezes. Em 1957, casou-se com Mary Ann Wheeler, mas se divorciaram em 1962. Em 1963, casou-se com Leslie Lane, uma estudante de faculdade, e eles se divorciaram em 1965. Em 1966, casou-se com a jovem Laurie, mas eles se divorciaram em 1969. Em 15 de junho de 1972, Frank deixou o departamento de polícia para ir para a Europa. Em 1973, casou-se com uma mulher chamada Marianne, na Holanda, ela morreu de câncer em 1980. Ele decidiu voltar aos Estados Unidos. Seu único filho, Alexander, nasceu em 15 março de 1980.