Fratura de Colles

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Fratura de Colles
Fratura de Colles no raio-X.
Classificação e recursos externos
CID-10 S52.5
CID-9 813.41
DiseasesDB 2959
MedlinePlus 000002
Star of life caution.svg Aviso médico

A fratura de Colles é a fratura da extremidade distal do rádio, onde o fragmento se desloca para trás e para o exterior.

Ocorre com freqüência em crianças, geralmente de 6 a 10 anos, e em pessoas idosas, principalmente em mulheres acima dos 50 anos, em decorrência da osteoporose.

A causa mais comum é uma queda leve sobre a mão espalmada, onde a extremidade distal do rádio sofre o impacto, e o fragmento ósseo se desloca posteriormente e lateralmente.

Epônimo[editar | editar código-fonte]

A fratura recebe o nome em homenagem a Abraham Colles (1773-1843), um cirurgião irlandês, que foi a primeira pessoa a descrevê-la. A sua descrição ocorreu em 1814, antes do surgimento dos raios-X.[1]

Característica[editar | editar código-fonte]

Tem como característica o aspecto da mão como o dorso de um garfo.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Há duas classificações para a fratura de Colles:

  • Oblíqua: resulta em duas partes que são cortantes, correndo o risco de romper tecidos e vasos;
  • Transversal: fratura leve perpendicular ao segmento ósseo.

Complicações[editar | editar código-fonte]

Pode trazer as seguintes complicações:

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O principal diagnóstico é feito pelo raio-X (radiografia).

Funcionalmente o indivíduo apresenta limitações dos movimentos do punho, dificuldades em realizar pronação e supinação do antebraço em decorrência ao edema.

Os sinais clínicos são:

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento conservador mais indicado é o conservador ortopédico, realizando uma redução sob anestesia e colocando gesso(mantendo-o por um período de 4 a 5 semanas) com o antebraço em posição neutra e o punho em flexão palmar de 10 a 20 graus e inclinação de 10 graus.

Como método cirúrgico pode ser utilizado pinagem percutânea, fixador externo ou osteossíntese com placa volar. Quanto ao enxerto ósseo, somente é utilizado em casos especiais.

Após a retirada do gesso faz-se mobilização, alongamento e contrações isométricas, além de utilizar laser, eletroterapia, hidroterapia ou crioterapia, recursos esses usados na Fisioterapia.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências