Freddy Rincón

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Freddy Rincón
Informações pessoais
Nome completo Freddy Eusebio Rincón Valencia
Data de nasc. 14 de agosto de 1966 (48 anos)
Local de nasc. Buenaventura,  Colômbia
Altura 1,88 m
Apelido Rincón
Informações profissionais
Número 8
Posição Treinador
(Ex-Volante, Meia Atacante)
Clubes de juventude
1984 Colômbia Atlético Buenaventura
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1985–1986
1986–1987
1988–1990
1990–1993
1994
1994–1995
1996
1996–1997
1997–2000
2000 / 2001
2001
2004
2013
Colômbia Atlético Buenaventura
Colômbia Tolima
Colômbia Independiente Sta. Fé
Colômbia América de Cali
Brasil Palmeiras
Itália Napoli
Espanha Real Madrid
Brasil Palmeiras
Brasil Corinthians
Brasil Santos
Brasil Cruzeiro
Brasil Corinthians
Colômbia América de Cali
 ? (?)
47 (19)
? (?)
77 (25)
? (?)
28 (7)
14 (0)
17 (7)
158 (11)
20 (1)
0 (0)
7 (0)
1 (0)
Seleção nacional
1990–2001 Colômbia Colômbia 84 (17)
Times que treinou
2006
2007
2009
2009
2010
2011
Brasil Iraty
Brasil São Bento
Brasil São José
Brasil Corinthians sub-20
Brasil Atlético-MG (Assist.)
Brasil Flamengo-SP
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Freddy Eusébio Gustavo Rincón Valencia, mais conhecido como Rincón (Buenaventura, 14 de agosto de 1966) é um futebolista colombiano. Recentemente, anunciou sua volta ao futebol, para jogar a segunda divisão colombiana pelo América de Cali, após 8 anos de aposentadoria.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Rincón começou sua carreira no Atlético Buenaventura em 1986. Mas também jogou pelos times: Independiente Santa Fé, Deportes Tolima e América de Cali da Colombia, Napoli da Italia, Real Madrid da Espanha, Palmeiras,Corinthians, Santos e Cruzeiro do Brasil.

Rincón marcou dezessete gols em 84 partidas pela seleção colombiana. Tendo jogado as copas do mundo de 1990, 1994 e 1998.

Apesar de ter jogado no futebol europeu, teve seu maior destaque atuando por times brasileiros. Principalmente pelos times de São Paulo: Palmeiras e Corinthians. No Corinthians, inclusive, foi o capitão do time Campeão Mundial em 2000.

Astro da Seleção da Colômbia nos anos 90, Freddy Eusebio Gustavo Rincón Valencia, ou simplesmente Rincón, é um dos maiores ídolos da história recente corinthiana. O craque colombiano disputou as Copas de 1990, 1994 e 1998, mas quando ergueu a taça de campeão do mundo não vestia a camisa de sua seleção, mas sim a camisa do Corinthians – ele era o capitão do time na conquista do 1o Mundial de Clubes FIFA.

O talentoso jogador nasceu em Buenaventura, Colômbia, no dia 14 de agosto de 1966, e iniciou sua carreira jogando pelo Independiente Santa Fé e América de Cali. Seu futebol chamou atenção após o Mundial de 1990, na Itália. A ainda irregular Seleção Colombiana chegou às oitavas-de-final, após se classificar em terceiro lugar no Grupo D. Os colombianos venceram os Emirados Árabes (2 a 0), perderam para a Iugoslávia (1 a 0) e empataram com a Alemanha Ocidental (1 a 1, com um gol de Rincón). No mata-mata, os sul-americanos foram derrotados pela surpreendente Seleção de Camarões, com direito a uma grande atuação de Roger Milla e uma falha clamorosa do goleiro René Higuita no segundo gol da equipe africana.

Em 1993, Rincón chegou ao futebol brasileiro. Veio jogar no Palmeiras. Neste meio tempo, a Seleção Colombiana montou uma das equipes mais técnicas do futebol sul-americano. Comandada pelo técnico Francisco Maturama e com jogadores talentosos como Valderrama, Valencia, Asprilla e o próprio Rincón, a Colômbia chegou a ser cotada como favorita à Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, após uma irrepreensível campanha nas Eliminatórias.

A coroação do futebol colombiano veio com uma goleada espetacular sobre a Argentina, por 5 a 0, em pleno estádio Monumental de Nuñes, em Buenos Aires. Mas nos gramados norte-americanos, a Seleção Colombiana decepcionou. Logo na estréia, uma derrota para os romenos, por 3 a 1, com um show de Gheorghe Hagi. Nesta partida, o zagueiro colombiano Escobar fez um gol contra, o que lhe custaria a vida na volta à terra natal. Na seqüência, uma derrota diante dos donos da casa por 2 a 1 eliminou a Colômbia da Copa. Na despedida, uma vitória sobre a Suíça, por 2 a 0.

Depois do fracasso nos Estados Unidos, Rincón deixou o Palmeiras para jogar no Napoli (ITA) e no Real Madrid (ESP). Voltou ao futebol brasileiro, mas desta vez para defender as cores do Timão. Meia de origem, Rincón foi adaptado para a posição de volante e tomou conta do meio-campo alvinegro. Com um futebol de alto nível, que sabia cadenciar cada jogo, um grande senso de orientação na defesa e proteção de bola como ninguém, Rincón fez história ao lado de Vampeta, Ricardinho e Marcelinho Carioca, formando um dos melhores meio-campos do futebol brasileiro nos últimos anos.

Prestígio no futebol brasileiro e dentre os torcedores colombianos, o volante disputou sua última Copa do Mundo em 1998, na França. Novamente, a Colômbia foi mal e não chegou nem à segunda fase. Na campanha, derrotas para a Romênia (1 a 0) e a Inglaterra (2 a 0) e uma vitória sobre a Tunísia (1 a 0).

Mas Rincón seguiu como um dos grandes ídolos da nação alvinegra. Foi ele quem liderou o Corinthians em sua maior conquista na história. Com suas atuações marcantes no Mundial de Clubes da FIFA, em 2000, o volante colombiano foi um dos destaques da equipe do Parque São Jorge na conquista. Herói alvinegro, Rincón teve a honra de levantar a taça de campeão mundial, para 35 mil corintianos presentes no Maracanã e mais de vinte milhões no Brasil afora.[2] Ainda naquele ano, o jogador deixou o Parque São Jorge, retornando em 2004, mas por um período curto.

Atualmente aposentado, Rincón está se dedicando em sua carreira de técnico de futebol Iniciada em 2006, quando dirigiu o Iraty na temporada 2006 do Campeonato Paranaense. Depois teve passagens por São Bento e São José em 2007 e 2009, respectivamente. Ainda em 2009 voltou ao Corinthians, agora para ser treinador das Categorias de Base do time,[3] mas para 2010 aceita o convite do amigo Vanderlei Luxemburgo para trabalhar no Atlético-MG como auxiliar-técnico dele.[4] Em 2011, dirigiu o Flamengo-SP.

Em 20 de agosto de 2005, Rincón converteu-se ao mormonismo e tornou-se membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (cujos membros são chamados de mórmons). O batismo deu-se na estaca do bairro de Perdizes, em São Paulo.

Apesar da idade (46 anos), Rincón expressou seu desejo de voltar a vestir a camisa do América de Cali, clube no qual é ídolo e enfrenta má fase, disputando a Segunda Divisão colombiana.[5] Em janeiro de 2013, aos 46 anos, atuou pelo América de Cáli em um amistoso contra a equipe peruana San Martín.

Prisão[editar | editar código-fonte]

Em 9 de maio de 2007 foi preso na sua residência em São Paulo pela Polícia Federal do Brasil, com mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), acatando o pedido de extradição da justiça do Panamá que emitiu uma ordem de prisão internacional à Interpol; Rincón, que tem os seus bens indisponíveis no Panamá e na Colômbia, é acusado de lavagem de dinheiro e associação ao narcotraficante Pablo Rayo Montaño, que está preso no Brasil desde 2006. Depois de ficar preso por 123 dias na Polícia Federal, Rincón foi liberado.[6]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Jogador[editar | editar código-fonte]

Colômbia Independiente Santa Fé
Colômbia América de Cali
Brasil Palmeiras
Brasil Corinthians

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Jogador[editar | editar código-fonte]

Internacionais[editar | editar código-fonte]

Colômbia Seleção da Colômbia

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]