Frederico, Príncipe Herdeiro da Dinamarca

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Frederico
Príncipe Herdeiro da Dinamarca
Conde de Monpezat
Cônjuge Mary Elizabeth, Princesa Herdeira da Dinamarca
Descendência
Christian
Isabella
Vincent
Josefina
Nome completo
Frederico André Henrique Cristiano
Casa Glücksburg
Pai Henrique da Dinamarca
Mãe Margarida II da Dinamarca
Nascimento 26 de Maio de 1968 (46 anos)
Copenhaga, Dinamarca

Frederico André Henrique Cristiano, Príncipe Herdeiro da Dinamarca, Conde de Monpezat (em dinamarquês, Frederik André Henrik Christian, Kronprins til Danmark, Greve af Monpezat) nasceu a 26 de maio de 1968 em Copenhaga, na Dinamarca. É o filho mais velho da rainha Margarida II da Dinamarca e do seu marido, o príncipe consorte Henrique. Frederico é o herdeiro aparente do trono dinamarquês, e quando se tornar rei, será conhecido como Frederico X da Dinamarca.[1]

Nome e Batismo[editar | editar código-fonte]

Os seus padrinhos são o seu tio paterno, o conde Etienne de Laborde de Monpezat, a sua tia materna, a rainha Anne-Marie da Grécia, o príncipe Georg da Dinamarca, o barão Maximiliano de Watteville-Berckheim, a grã-duquesa Joséphine-Charlotte do Luxemburgo e a sra. Birgitta Juel Hillingsø.

  • Frederik - Pois por muitos séculos, os nomes dos reis da Dinamarca variam entre Frederik e Christian.
  • André - era o nome do seu avô paterno, André de Laborde de Monpezat.
  • Henrik - é o nome do seu pai, Henrique, Príncipe Consorte da Dinamarca.
  • Christian - é um nome dinamarquês real comum, como a maioria dos reis da Dinamarca são chamados de Frederik e Christian.

O príncipe herdeiro foi baptizado em Holmens Kirke (a igreja luterana naval), em Copenhaga a 24 de junho de 1968 e, foi confirmado na Capela Luterana do Castelo de Fredensborg, a 28 de maio de 1981.

O príncipe Frederico é padrinho de algumas crianças da realeza como a princesa Ingrid Alexandra da Noruega, o príncipe Constantine-Alexios da Grécia e o seu sobrinho Nicolau da Dinamarca.

Educação[editar | editar código-fonte]

Príncipe herdeiro Frederico

Educação primária e secundária[editar | editar código-fonte]

O príncipe herdeiro estudou em Krebs' Skole durante os anos 1974 a 1981, (entre 1974-1976 como aluno privado no Palácio de Amalienborg). No período entre 1982-1983, o príncipe herdeiro estudou na École des Roches na Normandia, França. Em 1986, o príncipe herdeiro, Frederico, graduou-se na Escola Secundária de Øregaard Gymnasium.

Estudos universitários[editar | editar código-fonte]

Em 1989, começou um curso em Ciências Políticas pela Universidade de Aarhus, que incluiu um ano na Universidade de Harvard, E.U.A. (1992 -1993) e se graduou em 1995 com um mestrado (MSc -ciência política). Ele concluiu o curso no número prescrito de anos, com um resultado de exame acima da média. Sua tese foi uma análise sobre a política externa dos Estados Bálticos e ele visitou esses países diversas vezes durante seus estudos.[2] [3]

Línguas[editar | editar código-fonte]

A língua materna é o dinamarquês. Além disso, o príncipe herdeiro fala francês, inglês e alemão.

Trabalhos e funções[editar | editar código-fonte]

Experiência civil[editar | editar código-fonte]

O príncipe herdeiro serviu pela Dinamarca na missão das Nações Unidas em Nova Iorque em 1994, foi enviado para a embaixada da Dinamarca em Paris, onde atuou como primeiro-secretário de outubro de 1998 a outubro de 1999.[4]

Participação em expedições[editar | editar código-fonte]

O príncipe participou numa expedição à Mongólia em 1986. Em 2000, o príncipe herdeiro participou em "Sirius Expedition 2000", durante um período de quatro meses e 2795 km como dog-sledge na expedição na parte norte da Gronelândia. A expedição marcou o aniversário de 50 anos do Sirius Patrulhas, que é responsável pela vigilância do norte e do nordeste da Gronelândia e à execução de soberania dinamarquesa, e o herdeiro ao trono da Dinamarca fazia parte da expedição polar como um fotógrafo de cinema, cuja função era garantir uma melhor cobertura do evento.[5] [6] [7]

Carreira Militar[editar | editar código-fonte]

Família real dinamarquesa
Casa de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg
Royal coat of arms of Denmark.svg

SM a Rainha
SAR o Príncipe Consorte


SAR a princesa Benedita
SAS o príncipe Richard


SM a Rainha dos Helenos
SM o Rei dos Helenos



Os príncipes herdeiros Frederico da Dinamarca e Maria Donaldson.

O príncipe herdeiro Frederico teve uma preparação constante com algumas interrupções para se dedicar a sua formação acadêmica, de 1986 a 2004. Ele foi educado principalmente dentro da Defesa, com exigentes treinos físicos, e completou extensos estudos e treinos militares em todos os três serviços, nomeadamente a conclusão da educação como um marinheiro na elite naval de operações de forças especiais, o Frømandskorpset (seus membros são conhecidos como homens-rã e todos os anos 500-600 recorrentes começam o curso e menos de uma dúzia conseguem completar os nove meses). Ele começou a sua educação militar em 1986 como um recruta no Queen's Life Guard Regiment (Regimento da Guarda Real da Rainha). Em 1988, o príncipe herdeiro foi nomeado tenente da reserva. Depois de ter sido nomeado tenente, o príncipe herdeiro tornou-se comandante do Regimento da Guarda Real Dinamarquesa em 1988. Em 1989, o príncipe herdeiro foi nomeado primeiro tenente da reserva. O príncipe herdeiro concluiu a sua formação na marinha com o navio real dinamarquês Frogman Corps, em 1995. No mesmo ano, o príncipe herdeiro foi nomeado primeiro tenente de reserva (marinha), e em 1997 nomeado tenente comandante da reserva. Em 1997, o príncipe herdeiro também foi nomeado capitão da reserva (exército), e em 2000 capitão da reserva (força aérea). No período compreendido entre 2001 e 2002, o príncipe herdeiro concluiu a formação complementar etapa II para líderes no Colégio Real de Defesa dinamarquês. Em 2002, o príncipe herdeiro foi nomeado a cargos importantes da reserva (exército e da força aérea), bem como comandante (marinha). O príncipe Frederico permaneceu ativo na defesa e, no período entre 2002 - 2003 serviu com uma equipe oficial do Comando de Defesa da Dinamarca e, a partir de 2003 como conferencista sénior com o Instituto de Estratégia no Colégio Real de Defesa dinamarquês. Em abril de 2004, o príncipe herdeiro foi nomeado comandante, em altos graus na marinha, tenente coronel do exército e tenente coronel da força aérea.[8]

Membro do Comité Olímpico Internacional[editar | editar código-fonte]

Em 9 de outubro de 2009, o príncipe herdeiro Frederico foi eleito membro do Comité Olímpico Internacional, com 77 votos a favor e 9 contra. A candidatura do príncipe herdeiro foi recebida com algum ceticismo na Dinamarca, pois poderia significar que o príncipe estaria comprometendo sua neutralidade política. Frederico, todavia, não desistiu; admitiu em uma entrevista que, apesar das críticas, "teria sido uma vergonha eu sentar aqui no sofá hoje e dizer: Sim, eu considerei, mas eu não tentarei de qualquer maneira, porque eu não tenho confiança suficiente em mim para fazê-lo (...). Eu acredito em mim e estou bem preparado para contribuir construtivamente para o COI".[9] . O príncipe herdeiro anunciou que o seu ponto de foco e motivo para a adesão ao Comitê Olímpico Internacional é o de promover um estilo de vida ativo entre os jovens, e enquetes de Berlingske Tidende e Gallup mostraram que a maioria dos dinamarqueses entrevistados eram favoráveis à candidatura do príncipe herdeiro ao COI[10] [11] . Igualmente, a maioria jovem consultada por Gallup não era contraria a que o príncipe falasse de política.[12] , entretanto, Frederico garantiu que estaria envolvido com as questões relacionadas ao esporte, deixando a política aos políticos, mas que não seria um espectador passivo, seria ativo inclusive a portas fechadas.[13] [14] . Ele foi eleito para um período de oito anos e deixou claro, que iria terminar o seu mandato após subir ao trono dinamarquês.

Outras funções e atividades[editar | editar código-fonte]

Desde de 2003, tem trabalhado como professor do Instituto de Estratégia da Escola Real Dinamarquesa de Defesa na área de ciência política, metodologia, perspectivas e políticas de segurança da globalização, e aconselhamento aos alunos da academia na defesa de teses. Além de participar do Conselho de Estado Dinamarquês desde muito jovem, Frederik atua com frequência como regente em ausência de sua mãe (uma das atividades públicas mais destacadas destas ocasiões foi a de representar a Rainha em mudanças de ministério). Empresta seu nome à Fundação Príncipe Herdeiro Frederik e através dela distribui bolsas para a pesquisa científica. É presidente da "Fundação Rei Frederik e Rainha Rainha Ingrid", cujos objetivos são humanitários e culturais. Patrocina instituições relacionadas a temas humanitários, sociais, de pesquisa científica, política exterior, arte, saúde e esporte e eventualmente apoia as atividades públicas correspondentes a elas.

Áreas de interesse[editar | editar código-fonte]

Investigação científica, sustentabilidade e mudanças climáticas[editar | editar código-fonte]

O príncipe tem demonstrado particular interesse pelos temas sustentabilidade e mudanças climáticas[15] [16] . Tem representado a Dinamarca na promoção de energia sustentável produzida no país.[17] [18] [19] . Desde sua fundação em 1996, é patrono do Prêmio Real para a Sustentabilidade (Royal Awards for Sustainability), que distribui prêmios e cria a consciência sobre o desenvolvimento sustentável e desenvolve plataformas sobre temáticas ambientais.[20] . Ele e os outros príncipes heredeiros escandinavos, Victoria da Suécia e Haakon da Noruega, têm realizado viagens juntos nos últimos anos para presenciar de perto os efeitos das mudanças no clima[21] [22] e o Príncipe dinamarquês tem participado em fóruns para discutir o assunto, como a ONU Pacto Global (U.N. Global Compact, 2009)[23] [24] , em Nova Iorque, a Cimeira de Copenhaga (a COP 15, 2009)[25] , a Cúpula Mundial de Energia do Futuro (World Future Energy Summit, 2010)[24] , em Abu Dhabi, e Ukrainian - Danish Business Forum (2011), sobre política energética[15] . Frederik foi um dos membros da realeza lembrado e entrevistado por Financial Times como ativista pelo clima[26] . Ele foi também entrevistado por Richard Quest, para o programa Future Cities, da CNN Internacional, por seu reconhecido compromisso com a sustentabilidade, aplicado em seu palácio renovado, quando trocou o aquecimento tradicional por opções ambientalmente racionais, que propiciam economia de energia[27] [28] . O príncipe Frederik foi um dos autores do livro Polartokt Kongelig (Ano Polar Real), publicado em 2009 com prefácio escrito por Kofi Annan, onde partilha experiências de suas viagens a Svalbard ea Groenlândia e relata os desafios climáticos encontrados[29] [30] [31] . Frederik foi também o responsável por escrever o prefácio do livro "Naturen og klimaændringerne i Nordøstgrønland" (A natureza e a mudança climática na Groenlândia), elaborado para ajudar a estimular o interesse dos jovens secundaristas para a investigação científica na Universidade de Aarhus e aos recentes problemas climáticos na Groenlândia.[32]

Frederico apoia especialmente a fundação que organiza o Galathea 3, a maior expedição científica dinamarquesa há mais de 50 anos, cujo objetivo é reforçar a investigação científica dinamarquesa, não só por causa de projetos de pesquisa que tenham sido incluídos no expedição, mas também em relação ao recrutamento da próxima geração de cientistas.O príncipe é patrono da Fundação que a organiza, freqüenta com regularidade os eventos da instituição e foi expedicionário da Galathea 3.[33] [34] [35] [36] [37] [38] [39] [40] [41] [42] [43]

Esporte e saúde[editar | editar código-fonte]

Frederico é também conhecido como um homem amante dos esportes e patrocina organizações relacionados ao assunto, quer por gosto pessoal como para a promoção de uma vida saudável e ativa. Ele próprio tem atuado ativamente em diversas modalidades esportivas. Participou em corridas e maratonas em Nova Iorque, Paris e Copenhaga, tendo concluído os 42 quilómetros da Maratona de Copenhague com o meritório tempo de 3 horas, 22 minutos e 50 segundos[44] [45] [46] . Tem sido presença constante em campeonatos europeus e mundiais de vela[47] , como capitão do barco Nanoq, obtendo boas posições. Liderou campeonatos, como o European Dragon Championships 2003, terminando a disputa como o quarto melhor da Europa entre 51 barcos[48] [49] [50] . Venceu etapas de mundiais, concluindo entre o top 10 (na oitava posição) em mundial de 2007[51] e terminando como o quarto melhor do mundo, entre 33 participantes, na mesma categoria Farr 40 em 2008[52] [53] . Em seu país terminou em sexto lugar, entre 74 concorrentes nacionais e internacionais, no Dragon Gold Cup 2009[54] . Obteve o primeiro lugar, em sua classe de embarcação, na mais tradicional competição da Dinamarca, o Fyn Cup 2010[55] [56] [57] . Foi quarto colocado no Danish Dragons 2011[58] . Durante vários anos Frederik tem sido ativo na Federação Internacional de Vela. Em outubro de 2006, o jornal Politiken reconheceu o papel do príncipe na conquista da realização do campeonato mundial de Farr 40 para a Dinamarca, que se realizaria no final de 2007 sob sua influência[59] [60] . Além de dar apoio financeiro a atividades esportivas de caráter social[61] , através de sua fundação, o príncipe tem buscado promover a qualidade de vida, uma vida saudável e sustentável, sobretudo entre os jovens, através da pratica de esportes. Entre as suas campanhas de conscientização promoveu a abertura de ginásios nas florestas ("Nature Fitness Track"), onde competiu com jovens estudantes e encorajou o uso de "ferramentas" naturais das florestas para a prática de atividade física[62] [63] . Costuma prestigiar as aberturas das Olimpíadas Escolares em seu país[64] [65] .[66] . Em Washington DC em 2010, participou de um evento de ciclismo, junto com o astro do basquete Caron Butler e dois membros do Congresso, para promover modos de transporte alternativos para os americanos[67] . Tem apoiado eventos de prevenção do diabetes que estimulam uma vida ativa e alimentação saudável.[68] [69] [70] [71]

Patrocínios[editar | editar código-fonte]

O príncipe herdeiro Frederico patrocina diversas instituições ligadas a temas sociais, à política externa, à investigação científica, à saúde, à sustentabilidade e meio ambiente, à arte, à cultura e aos esportes.[72] Alguns patrocínios e tarefas de honra destacáveis são:

  • A Associação de Surdos da Dinamarca;
  • Os doadores de sangue na Dinamarca;
  • A Associação Dinamarquesa de Deficientes Auditivos;
  • A Organização Dinamarquesa de Dislexia;
  • A Cruz Vermelha Dinamarquesa;
  • Prêmio Real para a Sustentabilidade;
  • Plante uma árvore;
  • A Comissão de Investigação Científica na Groenlândia;
  • The Save the Children;
  • A Sociedade de Política Externa;
  • Jovens Líderes Globais;
  • A Federação Internacional de Vela (comissão de eventos).

Fundação príncipe herdeiro Frederico[editar | editar código-fonte]

O propósito de sua fundação, Kronprins Frederiks Fond, é proporcionar assistência financeira aos estudantes de ciências política e social, para o estudo de um ano em John F. Kennedy School of Government en Harvard.[73] . Busca também fornecer apoio financeiro para expedições científicas, nomeadamente para a parte externa do mundo, incluindo a Gronelândia e as ilhas Faroé, e para fins desportivos, incluindo aqueles com um aspecto particularmente social.[74] .

Namoro[editar | editar código-fonte]

Frederico conheceu a consultora de marketing australiana Mary Donaldson num bar de Sydney, durante as Olimpíadas de 2000, no dia 16 de setembro. Mary recorda-se que seu primeiro encontro com Frederico foi por acaso, já que ela decidiu no último momento aceitar o convite de um dos seus colegas de apartamento para conhecer uns espanhóis que estavam participando dos jogos. Na verdade, se tratava de uma festa de alguns australianos e dois sobrinhos do rei espanhol, mais o Príncipe Frederico, o Príncipe Joaquim, Príncipe Nicolau da Grécia e a princesa Marta Luísa da Noruega. Mary não tinha ideia de quem eles eram, até ao momento em que um de seus amigos lhe perguntou se sabia de quem se tratava. Por fim, ela descobriu.

Mary sentou-se entre o seu atual marido, príncipe Frederico e o irmão dele, príncipe Joaquim. Ela lembra-se que eles começaram a conversar e simplesmente não pararam desde então. Frederico viajou secretamente diversas outras vezes para visitar Mary em Sydney, e eles começaram a namorar em segredo.

Noivado[editar | editar código-fonte]

Realeza Dinamarquesa
Casa de Glücksburg
Descendência
Royal Coat of Arms of Denmark (1948-1972).svg

Por volta de setembro de 2003, Frederico e Mary viajaram para Roma, Itália, onde se acredita que Frederico pediu Mary em casamento. John Donaldson, pai de Mary, disse que, enquanto estava trabalhando na Coreia, ele recebeu uma carta de Frederico pedindo a mão de sua filha em casamento. Depois, houve uma conversa por telefone e o Sr. Donaldson ficou muito feliz que o príncipe realizou o processo formal. John Donaldson, cedeu a mão de sua filha e acreditou que ele seria um bom marido para ela.

Em 24 de setembro de 2003, a corte dinamarquesa anunciou que a rainha Margarida planeava dar o seu consentimento para o casamento de seu filho e Mary Donaldson. Em 8 de outubro de 2003, o noivado de Frederico, Príncipe Herdeiro da Dinamarca e Mary Elizabeth Donaldson é anunciado. O casamento real iria-se realizar no dia 14 de maio de 2004. O casal apareceu na varanda do Palácio de Amalienborg, em Copenhaga, seguindo depois para o Palácio de Fredensborg para uma conferência de imprensa.

Casamento[editar | editar código-fonte]

No dia 14 de maio de 2004, Frederico e Mary Elizabeth casam-se na Catedral de Copenhaga. Mary teve três damas de honra australianas: suas irmãs, Jane e Patricia e sua melhor amiga, Amber Petty. As três eram responsáveis pela cauda de seis metros do vestido da noiva. Ela usou um vestido desenhado pelo estilista dinamarquês Uffe Frank. Zadok the Priest, composta por George Frideric Handel para a coroação britânica, foi tocada para a entrada de Mary na Igreja.

Após o casamento, Frederico e Mary percorreram as ruas de Copenhaga numa carruagem. Eles foram para o castelo de Amelienborg e apareceram à varanda, onde o casal trocou diversos beijos e abraços em frente da multidão que exibiam bandeiras dinamarquesas e australianas.

Foi servido um baquete numa tenda aramada nos jardins do Palácio de Fredensborg. Os pais de Frederico e o pai de Mary, John, fizeram os seus discursos. O mais memorável e emocionante foi o que Frederico fez à sua esposa.

O casal partiu em lua-de-mel por volta das duas da manhã, e acredita-se que eles tenham passado por alguns países de África como Tanzânia, Zanzibar e Quênia.

Herdeiros[editar | editar código-fonte]

Os príncipes herdeiros Frederico da Dinamarca e Mary Donaldson .

Em 25 de abril de 2005, a corte dinamarquesa anunciou que a princesa Mary estava grávida do seu primeiro filho. A princesa continuou com suas atividades e trabalhando intensamente (algo pela qual ela foi bastante admirada)[carece de fontes?]. Porém, no 7.° mês de gestação, Mary foi internada devido às suas contrações. Isto poderia ter sido o início do trabalho de parto ou apenas um aviso do corpo para ela diminuir o ritmo. Mary teve alta hospitalar no dia seguinte e, seguindo as instruções médicas, cancelou todas as atividades que estavam agendadas. O Príncipe Frederico esteve todo o tempo ao lado de sua esposa.

No dia 15 de outubro de 2005, à 01:57 (hora local), a princesa Mary deu à luz um menino, no Hospital Universitário de Copenhaga (o Rigshospitalet). O príncipe Frederico esteve sempre no hospital. O pequeno príncipe nasceu saudável, com um apgar 10 após o primeiro minuto de vida. Ele pesava 3,5 kg e media 51 cm. Mary, Frederico e o pequeno príncipe deixaram o hospital no dia 18 de outubro e deram uma rápida entrevista a caminho do carro. Mary disse estar emocionada por se ter tornado mãe e Frederico (numa entrevista anterior) afirmou ter chorado quando o seu filho nasceu. De acordo com a tradição dinamarquesa, o nome do bebé só foi revelado no seu batizado, que decorreu em 21 de janeiro de 2006, na Capela do Palácio de Christiansborg, em Copenhaga. Ele foi batizado com o nome Christian Valdemar Henri John.

Mary e Frederico sempre disseram que desejavam ter uma família grande e que não tinham dúvida de que Cristiano seria um ótimo irmão. Em 26 de outubro de 2006, a corte dinamarquesa anunciou que a princesa Mary estava grávida do seu segundo filho. O nascimento ocorreu em 21 de abril de 2007, dando à luz uma menina no Hospital Universitário de Copenhaga (o Rigshospitalet). A bebé nasceu às 16:02 (hora local) com 3 kg e 350 gramas e 50 cm de altura. O príncipe Frederico esteve sempre ao lado de Mary, e o pequeno Príncipe Christian ficou com os avós paternos. Mary, Frederico e a pequena princesa deixaram o hospital dois dias depois. Eles disseram que apelidaram a recém-nascida de Lillepigen ('menininha') até o seu batizado, que ocorreu em 1 de julho, na Capela do Palácio de Fredensborg. Ela foi batizada com o nome Isabella Henrietta Ingrid Margrethe.

Em 8 de janeiro de 2011 foi pai de gémeos. Vincent Frederik Minik Alexander e Josefina Sofia Ivalo Matilda tiveram seus nomes revelados na ocasião de seu batizado, em 14 de abril de 2011.

Residência oficial e património[editar | editar código-fonte]

Palácio de Frederik VIII:s

O casal de príncipes herdeiros e sua família residiram durante os sus primeiros anos de casamento na Casa de Chancelaria (Kancellihuset, em dinamarquês; The Chancellery House, em Inglês), uma casa com a estrutura do século XVIII que fica dentro do Palácio de Fredensborg, 40 km ao norte de Copenhaguen.

Atualmente o príncipe Frederico reside com a sua família no Palácio de Amalienborg.

O príncipe herdeiro recebe um subsídio governamental de cerca de 14.500.000 de coroas dinamarquesas (cerca de € 1.950.000), das quais a princesa herdeira tem direito a 10%.[carece de fontes?]

Príncipe Frederico prepara-se para ser rei[editar | editar código-fonte]

Frederico tem a responsabilidade de futuramente tornar-se Rei da Dinamarca. Quando Frederico assumir o trono o seu filho mais velho Chrisitan assumirá o titulo de príncipe herdeiro da Dinamarca, pois um dia se tornará o Rei da Dinamarca.

Sucessão ao trono britânico[editar | editar código-fonte]

Como um descendente da rainha Vitória através de sua neta, a princesa Margarida de Connaught, filha de seu terceiro filho, o príncipe Artur, Duque de Connaught, o príncipe Frederico está na linha de sucessão ao trono britânico, sendo atualmente o número 224.

Títulos e honras[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Monograma real
Brasão de armas do príncipe herdeiro da Dinamarca.
  • 26 de maio de 1968 - 14 de janeiro de 1972: Sua Alteza Real o príncipe Frederico da Dinamarca
  • 14 de janeiro de 1972 - 29 de abril de 2008:Sua Alteza Real o príncipe herdeiro Frederico da Dinamarca
  • 29 de abril de 2008 - presente: Sua Alteza Real o príncipe herdeiro Frederico da Dinamarca, Conde de Monpezat

O seu nome oficial em dinamarquês é Hans Kongelige Højhed Kronprins Frederik til Danmark, Greve af Monpezat.

Honras[editar | editar código-fonte]

O príncipe recebeu diversas condecorações:

Nacionais
  • Cavaleiro da Ordem do Elefante (R.E.),
  • Grande Comendador da Ordem de Dannebrog (S. Kmd.),
  • Cruz de Prata da Ordem de Dannebrog (D.Ht.),
  • Medalha comemorativa do 50.º aniversário da chegada de Sua Majestade a Rainha Ingrid à Dinamarca (Dr.IEM),
  • Escudo de Honra, Oficiais da Reserva (ROHT),
  • Medalha comemorativa das bodas de prata de Sua Majestade a Rainha Margarida II e de Sua Alteza Real o Príncipe Henrique (SEM),
  • Medalha de Prata do Jubileu de Sua Majestade a Rainha Margarida II da Dinamarca (adesão ao trono dinamarquês) (REM),
  • Medalha da Associação Militar Atlético Dinamarquesa (DMIH),
  • Medalha do centenário do Rei Frederico IX (MM11. março 1899-1999),
  • Medalha Real de Recompensa com a Coroa (SIRIUS Expedição de 2000) (BM2 *. m.Inskrip.),
  • Medalha comemorativa da Rainha Ingrid (Dr.I.M.M.),
  • Medalha da Autonomia da Gronelândia (Grøn.Hjst.M.1.),
  • Medalha de Mérito (Hjv. Ft.).
Estrangeiras

O príncipe herdeiro é também comandante, tenente coronel do exército e tenente coronel da força aérea, para além de ocupa altos graus na marinha.

Ascendência[editar | editar código-fonte]

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Em 2004, foi lançado um filme americano chamado "Um Príncipe em Minha Vida" (em inglês "The Prince & Me") sobre a história de um príncipe dinamarquês que se apaixona por uma plebeia americana durante a faculdade. No entanto, o filme não foi baseado no romance de Frederico e Mary, já que foi filmado antes do noivado do casal.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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