Frederico III de Habsburgo

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Frederico III
Sacro Imperador Romano-Germânico
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Frederico III de Habsburgo
Governo
Títulos Duque da Estíria, Caríntia, Carniola, Ferrette e Tirol, Landgrave da Alta Alsácia, Duque da Áustria, Conde de Habsburgo
Vida
Nascimento 21 de setembro de 1415
Morte 19 de agosto de 1493 (77 anos)
Pai Ernesto I da Áustria
Assinatura Assinatura de Frederico III

Frederico III de Habsburgo, Frederico V da Áustria ou Frederico do Tirol (21 de setembro de 141519 de agosto de 1493), apelidado o do Lábio Grosso, foi Sacro Imperador Romano-Germânico.

Família[editar | editar código-fonte]

Era o terceiro filho de Ernesto I, o Leão (1377–1424), Duque de Carniola e duque da Áustria em 1406 e Duque da Estíria ou Steiermark e Duque da Caríntia em 1411. Conde de Habsburgo, do Tirol, de Ferrete, de Kyburg, Landgrave da Alta Alsácia, Arquiduque em 1414. Ernesto I casou-se em 1392 com Margarida, enviuvando em 1410; era filha de de Bogislas V, Duque da Pomerânia. Casou-se então em fevereiro de 1412 com Zimburga, também chamada Gymburge, Cymbarka, Cymburge ou Cimburgis de Masóvia, nascida em Varsóvia, mais ou menos em 1394 e morta em 1492. Era filha de Ziemovit IV Piast, Duque da Masóvia, e lhe deu nove filhos.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Morto o pai, vivia na corte do tio e guardião Frederico IV, Conde do Tirol. Governou em 1424 com seu irmão Alberto a Estíria e a Caríntia, sozinho depois da morte do irmão, em 1463.

Ao morrer em 1439 o imperador Alberto II, foi eleito Rei dos Romanos como Frederico III. Foi coroado em Frankfurt em 2 de fevereiro de 1440 e em Aachen ou Aix-la-Chapelle em 17 de junho de 1442.

Sendo o membro mais velho da casa de Habsburgo, era guardião do conde Sigismundo do Tirol e desde 1440 também guardião de Ladislau (1440-1457), filho póstumo de Alberto II, herdeiro da Boêmia, Hungria e Áustria.

Em 1445, um tratado secreto com o Papa Eugénio IV, que se transformou na Concordata de Viena de 1448 foi assinada com o Papa Nicolau V.

Imperador coroado em Roma em 19 de março de 1452 pelo Papa Nicolau V - sendo o último imperador ali coroado. O título imperial dava prestígio, pois a função imperial ainda estava ligada a toda uma mitologia, certo messianismo: o mito do último imperador, que esmagaria os muçulmanos, reuniria os povos e retomaria Jerusalém. Os mitos se mantinham dada a divisão da cristandade e à expansão otomana: Viena foi sitiada em 1529 e em 1583. Em 1486, opôs-se em vão à coroação do filho como rei dos romanos e se retirou para Linz, dedicando-se à botânica, alquimia, astronomia. Foi governante incapaz, indolente, apesar de suas excelentes qualidades pessoais. Reuniu todas as terras dos Habsburgo em 1490.

Casamento e posteridade[editar | editar código-fonte]

Casou-se em Roma em 16 de março de 1452 com a infanta D. Leonor de Portugal (nascida em Torres Vedras em 8 de setembro de 1436 e falecida em Viena em 3 de setembro de 1467 ou 1476, filha do rei D. Duarte.

Teve cinco filhos:

  1. Cristóvão (1455–1456)
  2. Helena (1460–1461)
  3. Cunegunda (Wiener Neustadt 16 de março de 1465–morta em 6 de agosto de 1520 Munique). Casada em 1487 com Alberto IV de Wittelsbach (1447-1508) o Sábio, Duque da Baviera.
  4. João 1466–1467).
  5. Maximiliano I da Germânia (1459–1519) ou de Habsburgo, Arquiduque da Austria, co-regente com o pai em 1486; Rei dos Romanos em 1486, Imperador em 1493, Landgrave da Alsácia.