Free Step

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Free Step (em tradução livre: “Passos Livres”) é uma dança que consiste em deslizar sobre o chão fazendo movimentos com as pernas e com as mãos sob as batidas da música eletrônica. A dança baseia-se em movimentos elaborados e rápidos [1] , e até inclusão de outros estilos de danças como fonte, Ex: Melbourne Shuffle, Jumpstyle e C-Walk.

História

O Free Step[2] é a evolução do antigo Rebolation, que é a evolução de uma outra dança estrangeira, chamada Charleston Dance (dança em que se movimentam as pernas, ouvindo uma espécie de blues como musica), que o brasileiro viu, gostou, e adaptou à musica eletrônica criando o rebolation. A dança virou diversão entre jovens e fez muito sucesso em festas Rave no Brasil por volta de 2008 e 2009, seguindo o gênero Dance baseava-se nos ritmos Psy e Trance. No fim de 2009, viu-se na necessidade de criar novos passos para a dança, pois o Rebolation estava muito limitado a passos pra frente e pra trás, não havia muita variação. O Rebolation então passou por uma reformulação, tornando os passos mais elaborados principalmente pela utilização de saltos na sua própria base. Ainda no final de 2009, a banda de Axé Music chamada Parangolé criou uma música chamada Rebolation, inspirada na dança, mas insinuando que ela se baseava em rebolados de axé e não no movimento das pernas. A música fez muito sucesso no Brasil e com isso foi feita a associação geral da população entre o Parangolé e o Rebolation, constrangendo quem dizia que dançava Rebolation. O nome "Free Step" foi dado por "dancers" dessa modalidade, e fez muito sucesso, principalmente pela internet. Hoje há competições chamadas "Meet Up" em que os dançarinos competem entre si, sendo julgados pela inovação, sincronismo, perfeição, e criatividade nas sequências.

Principais movimentos

  • Base: A base é o principal movimento do Free Step. Nele cruza-se as pernas para frente, para trás ou para os lados. Normalmente quando utiliza a Base, o dancer tende a movimentar-se na direção para a qual é executada o passo. Com treino desenvolve-se a habilidade de fazer uma Base sem sair do lugar onde está. Com mais treino ainda consegue-se fazer uma Base em qualquer direção que se deseja, mas poucos conseguem esta façanha.
  • Hand moves: Os movimentos de mãos complementam os passos com as pernas, geralmente são inspirados no estilo Tecktonik. Utilizam-se estes movimentos especialmente nos estilos Joker e Dirty do Free Step (leia adiante).
  • Kicks: Os chutes são usados com muita frequência para incrementar a Base.
  • Spins: Os spins (giros) também são muito usados e de diferentes formas, tendem a ter um efeito visual mais atraente mas requer mais experiência do dancer para utilizá-los.
  • Combos: Sequência de movimentos livres predefinidos, como hand moves, kicks, e spins, podendo até entrar passos de outras danças

Estilos

No Free Step existem diversos estilos, como por exemplo:

  • Basic Style: Consiste em dançar com a base e os movimentos sem quebras ou misturas. O estilo mais limpo possível de se dançar.
  • Kick Style: Quando utiliza-se muitos passos diversificados baseados em saltos e chutes.
  • Speed Style: Consiste em movimentos de base acelerados e curtos; rapidez é o foco. Utilizado especialmente em músicas com mais de 130 batidas por minuto onde o espaço de tempo entre um grave e outro é muito curto.
  • Slide Style: Utiliza passos onde geralmente um pé tende a ficar fixo enquanto o outro é deslizado pelo chão.
  • Joker Style: Movimentos de intenção humorística, com interpretação e musicalidade. Utilizado para fazer o público rir em competições, ridicularizarando seu oponente. Tudo levando-se em conta o Espírito Esportivo.
  • Robot Style: Usa movimentos de braços e pernas em estilo robótico, baseado pricipalmente no estilo Poppin do Street Dance.
  • Agressive Style: Também conhecido como Agressive Mode é o mais elaborado das vertentes do Free Step, utiliza movimentos extremamente fortes e de impacto. Devido a necessidade de mais velocidade e perfeição nos movimentos é o mais complicado de se dançar. Normalmente apenas dancers medianos e experiêntes conseguem utilizado pois, além da concentração, exige que o dancer esteja muito auto-confiante. Seu visual é impressionante mas os erros também serão muito visíveis caso aconteçam.

Referências

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