Friedrich Waismann

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Friedrich Waismann (21 de Março 1896 – 4 de Novembro 1959) foi um filósofo, físico e matemático austríaco. É melhor conhecido como membro do Círculo de Viena e assistente de Moritz Schlick.

Filosofia da Linguagem e Positivismo Lógico[editar | editar código-fonte]

Próximo de Wittgenstein, chegou a ser considerado um representante da Filosofia da Linguagem. Sendo um filósofo conotado com o Positivismo Lógico, mais tarde manifestou-se contra as versões fenomenalistas do Positivismo Lógico com a introdução de um novo argumento suportado pelo conceito de “textura aberta”. As afirmações acerca dos objectos materiais nunca podiam ser idênticas a um conjunto de afirmações acerca de dados sensoriais, pois o objecto pode surpreender-nos ao exibir uma nova característica inesperada, da qual não se havia experimentado antes.[1]

Os seus últimos trabalhos são conhecidos pela defesa do convencionalismo na lógica e na matemática. o convencionalismo é uma teoria que concede o primado às decisões ou à livre escolha entre alternativas igualmente possíveis, visando mostrar que o que parece ser objectivo ou determinado pela natureza é na verdade um artefacto resultante de convenções humanas semelhantes às convenções da etiqueta, da gramática ou do direito.[2]

Relações com Wittgenstein[editar | editar código-fonte]

Intermitentemente, de 1927 a 1936, Friedrich Waismann teve longas conversações com Ludwig Wittgenstein acerca de tópicos na área da filosofia da matemática e filosofia da linguagem.[3]

Exílio no Reino Unido[editar | editar código-fonte]

Com a ascensão do Nazismo na Alemanha e na Áustria, a maior parte dos membros do Círculo de Viena fugiram para outros países. Friedrich Waismann exilou-se no Reino Unido em 1937. Primeiro e por um breve período ensinou em Cambridge, e a partir de 1939 ensinou filosofia da matemática na Universidade de Oxford até à sua morte.

Publicações[editar | editar código-fonte]

Alguns dos seus contributos mais importantes são: Einführung in das mathematische Denken (1936) e The Principles of Linguistic Philosophy (1965).

Referências

  1. Mautner, T. The Penguin Dictionary of Philosophy. Penguin Books Ltd, 1997. Ed. Portuguesa – Edições 70, 2010.
  2. Blackburn, S. The Oxford Dictionary of Philosophy. Oxford University Press, 1994. Ed. Portuguesa – Gradiva, 1997.
  3. Edmonds, D; Eidinow, J. Wittgenstein’s Poker – The story of a ten-minute argument between two great philosophers. Deutsche Verlags – Anstalt GMbh, Stuttgart Munich, 2001. Ed. Portuguesa – o Atiçador de Wittgenstein – A história de uma discussão de dez minutos entre dois grandes filósofos, Temas e Debates, 2003.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]