Frigga

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Frigga
Frigg . Fricka
deusa mãe, deusa do amor e da fertilidade
Reino Asgard
Clã Asynjor
Cônjuge Odin
Irmãos Fulla
Filhos Balder, Hermodr, Höðr
Portalda Mitologia nórdica

Na mitologia nórdica, Frigga, ou Friga, é a Deusa-Mãe da dinastia de Aesir. Esposa de Odin e madrasta de Thor[1] , é a deusa da fertilidade, do amor e da união. É também a protectora da família, das mães e das donas-de-casa, símbolo da doçura.

Na mitologia nórdica[editar | editar código-fonte]

Na Mitologia nórdica, era conhecida como a mais formosa entre as deusas, a primeira esposa de Odin, rainha do Æsir e deusas do céu. Deusa do clã do Ásynjur, é uma deusa da união, do matrimônio, da fertilidade, do amor, da gerência da casa e das artes domésticas. Suas funções preliminares nas histórias mitológicas dos nórdicos são como a esposa e a mãe, mas estas não são somente suas funções. Tem o poder da profecia embora não diga o que conhece, e seja única, à excepção de Odin, a quem é permitido se sentar em seu elevado trono Hlidskialf e olhar para fora sobre o universo.[2] Participa também na Caça Selvagem (Asgardreid) junto com seu marido. Os filhos de de Frigga são Balder, Höðr e provavelmente de Hermodr e Wecta; seus enteados são Tyr, Vidar, Váli, Skjoldr e Thor. O companheiro de Frigga é Eir, médico dos deuses da cura. Os assistentes de Frigg são Hlín (a deusa da proteção), Gná (a deusa dos mensageiros), e Fulla (deusa da fertilidade). Não é claro se os companheiros e os assistentes de Frigga são os aspectos simplesmente diferentes da própria Frigga. De acordo com o poema Lokasenna Frigga é a filha de Fjorgyn (versão masculina da “terra,” cf. versão feminina da “mãe terra,” de Thor), sua mãe não é identificada nas histórias que sobreviveram.

Acreditava-se que era detentora de uma enorme sabedoria, conhecendo o destino dos Homens, sem, no entanto, alguma vez o revelar.

É representada como uma mulher alta e majestosa vestida de penas de falcão e gavião, trazendo um molho de chaves no cinturão.

O seu nome tem várias representações (Frige, Frija, Fricka etc.) sendo também, por vezes, relacionada ou confundida com a deusa Freya.[3]

Atributos[editar | editar código-fonte]

Frigga era considerada pelos nórdicos antigos como a mãe das Asynjor.

Na Escandinávia, a constelação conhecida como "Constelação de Órion" é denominada "Frigga Distaff" (Fuso de Frigga). Como a constelação está no equador celestial, vários intérpretes sugerem que as estrelas que giram no céu da noite podem ter sido associadas com a roda girando de Frigga. Em diversas passagens ela é representada fiando tecidos ou girando as nuvens.

O nome Frigga pode ser traduzido como "amor" ou "apaixonado" e traz inúmeras variações entre as muitas culturas europeias do norte, tanto de local como de tempo. Por exemplo, Frea no Alemão Sulista, Frija ou Friia no Alto Alemão Arcaico, Friggja em Sueco, Frīg (genitivo Frīge) no Inglês Arcaico e Frika que apareceu nas óperas de Wagner. Também é sugerido por alguns autores que o "Frau Holle" da cultura folclórica alemã refere-se a deusa.

O salão de Frigga em Asgard é Fensalir, que significa "salões do pântano". Isto pode significar que as terras alagadiças ou pantanosas eram consideradas especialmente sagradas à deusa, mas tal afirmação não pode ser considerada definitiva.

A deusa Saga, que foi descrita bebendo com Odin em copos dourados em seu salão de "assentos submersos" pode ser que represente Frigga com um nome diferente.

Os símbolos normalmente associados com Frigga são: Chaves, fuso, eixo da roca (roda girando), visco

Histórias sobre a Deusa Saga[editar | editar código-fonte]

A Morte de Balder[editar | editar código-fonte]

"A história mais famosa sobre a Deusa Saga"

Baldr tinha grande pesadelos indicando que a sua vida corria perigo e quando ele comentou isto com os Aesir eles se reuniram em conselho, e juntos decidiram requerer imunidade de Balder para todo o tipo de perigo, e Frigg recebeu o solene juramento de todas as coisas, de que nada iria atingir Balder. Quando isso foi confirmado, criou-se um entretenimento colocaram Balder centro de cada reunião e os Aesir, que ali se reuniam atiravam-lhe objectos, pedras e o golpeavam, já que a Balder nada lhe acontecia. Balder, em cada ocasião, saía ileso. Porem quando Loki viu isto, se sentiu atingido. Transformou-se numa mulher, e então dirigiu-se a Fensalir, morada de Frigg. A Deusa, ao ver a esta mulher, perguntou se ela sabia se os Aesir estavam em assembleia. A mulher respondeu que todos atacavam Baldr e que este sempre saia ileso. Então Frigg disse: "Armas e madeiras não o matam. Pois todos haviam jurado não o fazer ". Então, perguntou a mulher: "Pegastes juramento de todas as coisas para estas não machucassem Balder?". Frigg contestou: "Excepto um broto que cresce ao oeste de Vahalla. Se chama muérdago, achei-o demasiadamente jovem para exigir que prestasse juramento". Então a mulher desapareceu. Porem Loki procurou o muérdago o arrancou e dirigiu-se a Assembleia. Encontrando lá o Deuses Hodur "Hoder ou Hod", o deus cego, que estava parado na borda do círculo de concorrentes. Loki aproximou-se e perguntou: "Por que não esta disparando objectos contra Balder?". Hodur contestou: " Porque não posso ver onde Balder está e alem do mais não tenho armas". Contudo disse-lhe Loki: "Se queres seguir os exemplos dos outros eu mostro-te onde esta Balder e arranjo-lhe uma lança". Hodur pegou a lança com muérdago e com a ajuda de Loki colocou-a em direcção a Balder. Esta foi arremessada directamente para ele e atingiu o seu coração, Balder caiu morto. Os Deuses, profundamente tristes, reuniram-se em torno de Frigg, mãe de Balder. Frigg Falou: "Quem, entre todos os Aesir, ira a Hel para tratar da devolução de Balder, oferecendo-lhe alguma recompensa para que esta o devolva a Asgard?". Hermod o valente, filho de Odin, tomou Sleipnir, o corcel de oito patas de seu pai, e empreendeu-se nesta travessia, muitos Deuses colocaram o corpo de Balder num barco chamado Hringhorni "Ringhorn", o maior barco de todos, para iniciar o funeral do Deus morto. No funeral estavam Odin, seus corvos Hugin e Munin, as Valquírias, Frigg, Frey conduzindo seu carro puxado pelo javali Gullinbursti, Heimdall e o corcel Gulltopp, Freya e os gatos. Também compareceram os Gigantes do gelo e os Gigantes das Montanhas. O barco foi elegantemente decorado com coroas de flores, armas e objectos de cada um dos Deuses.

Depois os Aesir, um a um passaram a dar um último adeus a Balder. Quando chegou a fez de Nanna, mulher de Balder, uma dor muito forte partiu o seu coração e ela caiu morta ao lado de seus esposo. Os Deuses colocaram Nanna junto a Balder, para que ela o acompanhasse ate mesmo na morte. Acto seguido, como símbolo do sonho eterno, rodearam os defuntos Deuses com espinhos. Quando Odin se aproximou para dar o último adeus deixou como oferenda o seu precioso anel Draupnir, sussurrando misteriosas palavras nos ouvidos de Balder. Então o Gigante Hyrrokin, o único com força suficiente para empurrar o barco, empurra o barco com um impulso tão forte que os troncos que estavam encostados cederam sobre a pira funerária. Thor, acertou com o seu martelo Mjölnir para consagrar a pira. Hermodr, durante nove dias e noites, cavalgou os vales obscuros e profundos, para chegar onde estava Hel. Disse então a Hel que desse a Balder a possibilidade de retornar a Asgard junto com ele, dada a grande dor e luto entre os reinantes de Aesir. Disse-lhe Hel: "Para provar que Balder é um ser amado, todas cada uma das criaturas e objectos, vivos ou mortos, devem proclamar sua dor e pena. Só assim Balder poderá voltar a Asgard. Porém se uma só criatura ou objecto não o fizer Balder permanecera aqui comigo". Hermod regressou esperançado a Asgard, para comunicar a noticia a Frigg. Ao tomar conhecimento a Deusa tratou de obter lágrimas de penas de todas as criaturas e coisa, vivas e mortas porém uma Giganta de nome Thok, que era Loki disfarçado novamente, não correspondeu às suas expectativas e não mostrou pena alguma. A tarefa de devolver Balder a Asgard havia fracassado.

Referências

  1. FRIGGA-mitologia nórdica JAVASCRIPT. Página visitada em 30 de outubro de 2011.
  2. Frigg Cyber Samurai. Página visitada em 5 de Julho de 2012.
  3. Davidson, Hilda Ellis. (1998). Roles of the Northern Goddess, p. 10. London: Routlege. Also: Grundy, Stephen, "Freyja and Frigg," pp. 56-67; Nasstrom, Brit-Mari. "Freyja, a Goddess with Many Names," pp. 68-77. Billington, Sandra & Green, Miranda (Eds.) (1996) The Concept of the Goddess. London: Routlege.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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