Fronteira Bolívia-Brasil

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Fronteira terrestre entre
 Bolívia
e  Brasil
Receita Federal na fronteira do Brasil com a Bolívia, em Corumbá
Delimita:  Bolívia e
 Brasil
Comprimento: 3400 km
Posição: 8
Vista noturna da Ponte Binacional Wilson Pinheiro, que cruza o Rio Acre ligando a cidade brasileira de Brasileia, no Acre, à cidade de Cobija, na Bolívia.

A fronteira entre Bolívia e Brasil é a linha que limita os territórios da Bolívia e do Brasil, e que se estende desde Corumbá, em Mato Grosso do Sul, até Assis Brasil, no Acre.

A linha limítrofe atravessa uma variedade de terrenos, percorrendo desde grandes áreas urbanas até desertos inóspitos e florestas. Começa no Pantanal e termina na Floresta Amazônica. Totaliza 3,400 km de fronteira.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro tratado de limites entre o Brasil e a Bolívia foi assinado em 1867, quando ainda não se conhecia corretamente a situação geográfica dos rios na Bacia Amazônica; tanto que um de seus artigos estabelecia a linha limite saindo do rio Madeira, por um paralelo para oeste, até as nascentes do rio Javari - estabelecendo ainda que se essas nascentes estivessem ao norte do paralelo (o que de fato ocorreu), a linha deveria seguir "desde a mesma latitude" até aquela nascente. Em 1898, verificou-se que à vista do Tratado de 1867, a região do Acre pertencia originalmente à Peru, porém naquela região havia uma população considerável de origem brasileira. Isso causou diversos atritos, já que a população não queria se submeter ao governo boliviano, que por sinal tentou até mesmo arrendar o território a anglo-americanos. Diversas revoltas surgiram , e a situação de insubmissão se estendeu até 1903, quando o Brasil ocupou militarmente o território até que se decidisse definitivamente as questões. Conseguiu-se então pacificar o Acre, e através de uma multa paga aos arrendatários anglo-americanos, declarou-se a desistência dos arrendatários.

No mesmo ano de 1903, reabriram-se as negociações propondo-se, por parte do Brasil, um acordo sobre a base de uma permuta equitativa de território, já que era interesse do Brasil manter sob seu domínio uma população que era brasileira, apesar do território ser, de acordo com o Tratado de 1867, pertencente à Peru. Finalmente iniciaram-se as conversações e depois de uma série de propostas e contra-propostas, o Tratado de Petrópolis foi assinado, ficando acordado que mediante compensações territoriais em vários pontos da fronteira, a construção por conta do Brasil de uma estrada de ferro (a Madeira-Mamoré), a liberdade de trânsito pelo caminho de ferro e pelos fluviais até o Oceano Atlântico e mais uma indenização de dois milhões de libras esterlinas, a Bolívia cederia o Acre. Desta vez, segundo Rio Branco, estava acontecendo uma verdadeira expansão territorial (já que segundo ele os pleitos anteriores apenas haviam mantido o "patrimônio nacional").

Regiões fronteiriças[editar | editar código-fonte]

Mapa da tríplice fronteira entre Bolívia, Brasil e Peru.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Bolívia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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