Fronteira Irão-Iraque

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Fronteira terrestre entre
 Irã
e  Iraque
Mapa da fronteira Irão-Iraque na zona do Chatt-al-Arab.
Delimita:  Irã e
 Iraque
Comprimento: 1456 km
Posição: 46
Criação: 1639
Traçado atual: 1975
Tratados: Acordos de Argel (1975)

A fronteira entre Irão e Iraque é a linha que limita os territórios do Irão e do Iraque. Embora tenha sido estabelecida pela primeira vez em 1639, houve sempre litígios por parte dos dois países que ocuparam ao longo da história os territórios que este limite separa, em especial relacionados com a navegação no Chatt al-Arab. A fronteira atual data dos Acordos de Argel assinados em 1975 e ratificados em 1976.

Culturalmente, é normal associar esta fronteira à separação entre o mundo árabe e o mundo iraniano[1] .

Traçado[editar | editar código-fonte]

A fronteira começa no golfo Pérsico na foz do Chatt al-Arab (chamado Arvand Rud pelos iranianos) em 29°51'16"N, 48°44'45"E. Segue o talvegue do Chatt-al-Arab por 105 km até à sua confluência com os dos seus tributários, o Nahr al-Khayin. De lá tomoa a direção norte atravessando uma sucessão de planícies e depois de montanhas, como os montes Zagros, Nahr at-Tib e Nahr Wadi. Termina na tríplice fronteira onde se juntam a fronteira iraco-turca e a fronteira iraniano-turca em 37°08'44"N, 44°47'05"E.

História[editar | editar código-fonte]

A história desta fronteira remonta a 1639 aquando do tratado de Zohab entre o Império Otomano (que controlava o Iraque) e a Pérsia. O acordo estipulava que a fronteira deveria ficar entre os montes Zagros e o rio Tigre. Em 1724, os otomanos esqueceram o acordo e invadiram a Pérsia. Um tratado de paz entre os dois impérios foi concluído em 1746, e ambos reconheceram a fronteira de 1639. Esta foi confirmada com o tratado de Erzerum em 1847 onde, pela primeira vez, o caso do Chatt al-Arab foi estudado em pormenor. A fronteira foi estabelecida na margem oriental do golfo Pérsico, o que deixou ao Império Otomano o controlo de toda esta via aquática de transporte e comunicação. Nos anos seguintes a fronteira foi mais pormenorizada e um mapa preciso foi feito em 1860.

Uma demarcação mais precisa foi feita em 1911 por pedido do Império Russo e do Reino Unido que tinham aspirações coloniais na região. Em 1913-1914, uma comissão, estabelecida após o protocolo de Istambul, reviu o traçado na parte do Chatt al-Arab, tendo sido decidido que a fronteira continuaria a seguir a margem oriental, exceto na zona da cidade persa de Khorramshahr onde deveria seguir o talvegue.

Os tratados de Erzurum e de Constantinopla foram contestados em 1934 pela Pérsia, que pôs em causa a sua validade. O contencioso foi resolvido em 1937 com um regresso à fronteira original, exceto na zona da cidade persa de Abadan, onde foi deslocada da margem oriental até ao talvegue como tinha sido no caso de Khorramshahr anos antes.

Referências[editar | editar código-fonte]

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