Frota do Mar Negro

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Insígnia da Frota do Mar Negro

A Frota do Mar Negro (em russo: Черноморский Флот) é uma enorme sub-unidade estratégica-operacional da marinha russa, operando no Mar Negro e no Mar Mediterrâneo desde o século XVIII. Esta sediada em vários portos ao longo do Mar Negro e do Mar de Azov.

Foi fundada pelo Príncipe Grigori Alexandrovich Potemkin em 13 de maio de 1783, juntamente com a sua principal base, a cidade de Sebastopol. Derrotou os turcos em 1790, os Otomanos durante a Primeira Guerra Mundial, os alemães na Segunda Guerra Mundial e os georgianos durante a Guerra na Ossétia do Sul em 2008.

História[editar | editar código-fonte]

A Frota do Mar Negro após a Batalha de Sinop em 1853

Império Russo[editar | editar código-fonte]

A Frota do Mar Negro é considerada por ter sido fundada pelo Príncipe Grigori Alexandrovich Potemkin em 13 de maio de 1783, juntamente com a sua principal base, a cidade de Sebastopol. Comandada inicialmente por almirantes lendários como Dimitri Nicolaievich Seniavin e Pavel Nakhimov, é uma frota de enorme importância política e histórica para a Rússia. Em 1790, a marinha russa sob o comando do Almirante Fyodor Fyodorovich Ushakov derrotou a frota turca na Batalha do Estreito de Kerch[1]

De 1841 em diante, a frota ficou confinada no Mar Negro pela Convenção de Londres sobre os Estreitos.

Como resultado da Guerra da Crimeia, uma provisão do Tratado de Paris era que o Mar Negro Russo deveria ser uma zona desmilitarizada, igual as ilhas Åland no Mar Báltico (no entanto, a Rússia iria recobrar sua presença militar logo depois). O Tratado de Paris ainda é honrado pela Finlândia, mas não pelo Governo Russo.

A tripulação do Couraçado Potemkin se revoltou em 1905, logo depois da marinha ter sido derrotada durante a Guerra Russo-Japonesa. Lenin escreveu que o Potemkin teve sua grande importância, por ser o primeiro núcleo revolucionário das forças armadas.

Durante a Primeira Guerra Mundial, houve uma série de conflitos entre a marinha russa e otomana no Mar Negro. Os otomanos obtinham vantagem inicialmente, por estarem sob o comando do encouraçado alemão SMS Goeben, mas após a marinha russa adquirir dois navios de guerra modernos, o Imperatritsa Mariya e Imperatritsa Ekaterina Velikaya, ambos construídos em Mykolaiv, os russos tomaram conta do mar até o governo russo colapsar em novembro de 1917. Submarinos alemães da Flotilha de Constantinopla e tropas leves turcas irão continuar destruindo os navios russos até o fim da guerra (agora, com bandeira alemã, vide Marinha Imperial Russa).

Galeria[editar | editar código-fonte]

Navios de guerra russos no porto de Sebastopol, em 2007.

Referências