Fuchsia magellanica

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brincos-de-princesa
Fuchsia magellanica.

Fuchsia magellanica.
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Onagraceae
Género: Fuchsia
Espécie: F. magellanica
Nome binomial
Fuchsia magellanica
Lam., 1788
Variedades
  • F. magellanica var. magellanica
  • F. magellanica var. molinae
  • F. magellanica var. eburnea
Ilustração científica.

Fuchsia magellanica Lam., 1788, conhecida pelo nome comum de chilco,[1] é um arbusto da família Onagraceae originário do sul da Argentina e do Chile, onde ocorre próximo de cursos de água. A espécie é cultivada como planta ornamental e é uma das espécies hibridadas na obtenção do brinco-de-princesa.

Descrição[editar | editar código-fonte]

F. magellanicaé um arbusto perenifólio que cresce até cerca de 2-4 metros de altura, com ramos delgadas que nascem desde a base do tronco.

As folhas são de forma lanceolada, com pecíolo avermelhado, agrupadas em verticilos.

As flores são pentâmeras, com grandes sépalas abertas de coloração vermelha, que ultrapassam o comprimento das pequenas pétalas de coloração violeta. As flores apresentam 8 estames com cerca de 2 cm de comprimento e coloração avermelhada ou violeta. O fruto é uma baga comestível que procede de um ovário em posição inferior.

A variedade molinae (mais conhecida como alba) apresenta flores de sépalas brancas e pétalas branco-rosados. Esta variedade é nativa da ilha de Chiloé tendo sido registada pela primeira vez na Comuna de Castro.

A variedade eburnea apresenta flores de sépalas brancas com a parte basal rosada e pontas verdes, pétalas de coloração violeta e tubo floral rosado a vermelho. É uma variedade em perigo de extinção, nativa da Patagónia chilena. Foi descrita com base em exemplares recolhidos na ilha Englefield no golfo de Otway, encontrando-se também exemplares na Península Antonio Varas e nos arredores de Mañihuales.

No seu território de origem ocorre em áreas de clima temperado, com um amplo intervalo de precipitações. Vive preferentemente nas proximidades de cursos de água e em sítios com abundância de sombra. Suporta bem o encharcamento.

Na zona austral do Chile (Patagónia Ocidental) cresce na bordadura dos bosques.

Está naturalizada no Reino Unido e na Bolívia, regiões onde foi introduzida para jardinagem. A espécie é amplamente utilizada em jardinagem, como planta ornamental, devido ao colorido e forma das suas flores. Muitos dos cultivares existentes de Fuchsia são híbridos de espécie com outra do género, em geral com origem em climas mais quentes, já que o seu principal uso como fonte de hibridação se deve à sua resistência ao frio.

A espécie é também usada na cultura mapuche para fins medicinais, em geral ligados ao tratamento tradicional das moléstias próprias da menstruação, e como colorante negro ou cinza para tingir lãs.[2]

O fruto é uma baga comestível. Um cogumelo que cresce sobre os seus troncos e raízes, designado no sul do Chile por "milcao de monte",[3] [4] também é comestível.[5] A espécie Fuchsia arborescens foi descrita por John Sims e publicada em Encyclopédie Méthodique, Botanique 2(2): 565–566. 1788.[6] A etimologia do nome genérico Fuchsia, criado por Charles Plumier em finais do século XVII, deriva do nome do botânico alemão Leonhart Fuchs (1501-1566) e do epíteto específico magellanica tem origem geográfica, aludindo à região em torno do Estreito de Magalhães, de onde a planta é nativa.

Dado o seu polimorfismo e facilidade com que hibridiza, o binome da espécie tem uma rica sinonímia: [7] [8] [9]

  • Dorvalla eucharis Comm. ex Lam.
  • Fuchsia araucana Phil. 1876
  • Fuchsia coccinea Sol.
  • Fuchsia coccinea robustior Hook.f.
  • Fuchsia gracilis Lindl.
  • Fuchsia gracilis macrostema (Ruiz & Pav.) Lindl.
  • Fuchsia macrostema Ruiz & Pav.
  • Fuchsia magellanica macrostema (Ruiz & Pav.) Munz
  • Fuchsia riccartoni Hort.
  • Thilcum tinctorium Molina

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Hoffmann, Adriana. Flora silvestre de Chile zona araucana: Una guía ilustrada para la identificación de las especies de plantas leñosas del sur de Chile (entre el río Maule y el seno de Reloncaví).. [S.l.: s.n.], 1997.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Galeria[editar | editar código-fonte]