Furry

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A expressão Furry ("peludo" em inglês) é comumente usada para se referir a diferentes conceitos, geralmente relacionados a animais antropomórficos. Existe muita discussão sobre o "verdadeiro" significado, porém, olhando a situação como um todo, se torna claro que existe mais de um significado "correto".

Resumo[editar | editar código-fonte]

As pessoas auto-intituladas Furries normalmente são pessoas que participam de uma cultura focada na natureza e amantes de personagens imaginários onde seres das mais variadas raças, mitológicas ou não tomam vida e agem em uma sociedade paralela à humana, porém nem todos os Furries batem 100% com essa descrição.


Existem vários tipos de Furries, tal como aqueles que cultuam valores que remetem ao druidismo e reverência ao espírito da natureza, Cartoon Furries que podem ser considerados fãs de desenhos animados, até aos antropomorfos e theriantropos cuja sociedade é semelhante à sociedade humana nos vários períodos da história, lembrando muitas vezes, a era vitoriana: só com a diferença de que os avatares ou Fursonas são humanos com características animais, tais como patas, caudas, cabeça (semelhante aos seres mitológicos de todas as sociedades como o Anúbis na cultura egípcia, Minotauro da Grécia antiga, as Kitsunes na cultura japonesa, a Sereia, Capelobo ou Ipupiara). A sociedade Furry também participa e organiza convenções, em vezes, com a participação de editoras de desenhos em quadrinhos.


A cultura Furry está presente também em jogos de vídeo game e computador tais como Inherit The Earth, Star Fox, Final Fantasy, Bloody Roar, entre outros. Personagens assim existem desde que a humanidade imaginou Deuses que são humanos e criaturas da natureza ao mesmo tempo, hoje sendo usados principalmente em tiras cômicas nos jornais e desenhos animados. Um dos fatores que facilitaram a expansão desta comunidade foram programas de conversa eletrônica como chats, Mucks e grupos de discussão na Usenet tal como o Alt.Fan.Furry e o FurryMUCK.

História[editar | editar código-fonte]

Norte Americana[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que a fandom originou em uma convenção de ficção científica em 1980 quando um desenho de Steve Gallacci Albedo Anthropomorphics iniciou uma discussão sobre revistas em quadrinhos presentes em convenções de ficção científica.

Porém muitos outros fans consideram o início do fandom a mesma época em que iniciaram a ser publicadas revistas com personagens animais, livros e desenhos animados, tais como A Longa Jornada de Richard Adams, inicialmente publicada em 1972 (e sua adaptação em desenho animado em 1978) assim como Robin Hood, da Disney lançado em 1973.

Na época de 1980 a quantidade de revistas publicadas por autores comuns começaram a se multiplicar, então chamados fanzines, seus autores começavam a reunir-se em encontros sociais até que, em 1987, existia uma quantidade razoável de fans dispostos a criar o primeiro encontro oficial.

Com o advento da Internet, a quantidade de fans aumentou, e surgem assim os servidores de chats, ambientes virtuais como os MUD e MUCKS e rápidamente transformaram-se em lugares populares de encontro. O mais conhecido até hoje, inclusive o maior é o FurryMUCK, surgem também comunidades no jogo conhecido como Furcadia e atualmente também no SecondLife.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Não se sabe ao certo quando o Furry Fandom iniciou no Brasil, com a introdução da Internet e principalmente dos mecanismos de buscas, os fãs que conheciam o Furry internacional começaram a identificar pessoas com a mesma afinidade no Brasil. A quantidade de membros do Fandom nacional é muito pequeno comparado com o público norte americano e pelo Brasil ser um território muito grande, seus membros reúnem-se principalmente através de Fóruns e mecanismos de conversa instantânea.

O primeiro Fórum foi criado no ano de 2000 e chamado de FurryBrasil e existe até hoje.

O primeiro Fanzine Furry nacional foi o Fauna Urbana, hoje mantido como um portal com informações sobre o fandom no Brasil.

Em 2008 foi criado o primeiro evento Furry no Brasil, conhecido como Abando, onde seus participantes acampam por 4 dias. O evento ocorre nos 4 dias de carnaval, anualmente.

Existe uma comunidade Mantida por Furries brasileiros no Second Life Denominada B.F.I. Brazil Furry Island. Sendo a primeira no idioma Português.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, apenas são conhecidos 40 indivíduos pertencentes a esta "comunidade". Não se conhece algum tipo de local específico onde se possa conhecer este tipo de fantasia. Curiosamente, são mais frequentes nos meios mais pequenos, do que nas grandes cidades.

Albano de Jesus Beirão, português, foi o célebre Homem-Macaco. Nasceu em 1884 e, morreu em 1976. Entre 1891 e 1932 (dos 7 aos 48 anos) sofria de estranhos ataques que, o desfiguravam e, o faziam claramente lembrar animais irracionais. Embora nessa altura ainda não se conhecessem os Furries, Albano pode ser um pouco associado a este tipo de status.

Na mídia[editar | editar código-fonte]

Desde 2000 a mídia Brasileira expressou interesse na comunidade Furry nacional, e por causa disso, temos algumas publicações oficiais com conteúdo de interesse furry.

São estes:

Janeiro de 2008 - NeoTokyo - Com a onda dos animes, a revista resolveu comentar um pouco sobre os furries, já que personagens semelhantes ao freqüentemente encontrados nos arredores de encontros de animes. NeoTokyo

28 de agosto de 2009 - Revista Colors - Com foco especial em tribos jovens, a equipe de reportagem da Revista Colors fotografa e entrevista Ceruno e Kouta Colors Magazine


03 de janeiro de 2010 - Globo Fantástico - Após a publicação na revista Colors, a Rede Globo de Televisão se interessa em expor mais sobre a cultura Furry (focado em Fursuits) e o que fazem essas pessoas. Globo Fantástico


24 de Abril de 2010 - Caldeirão do Huck - Com muito humor a equipe de produção do Caldeirão do Huck resolve vestir os atores com fursuits para criar um ambiente mais lúdico em seu bloco "Lata Velha" Caldeirão do Huck


9 de maio de 2010 - Diário de Guarulhos - Com interesse em falar sobre os Furries na região da Capital de São Paulo, a equipe de jornalismo do Jornal Diário de Guarulhos procura a Fauna Urbana para aprender mais e publicar em seu caderno de Sábado. Diário de Guarulhos

e em Tabu América Latina - Nath Geo

Apesar de apresentar personagens Furries, a mídia expressa interesse maior nos Fursuiters, condição onde os Furries (pessoas comuns) vestem roupas que representam seu personagem (fursona). Porém vale lembrar que fursuiters compreendem a menor parte da cultura Furry, pois assim como os artistas gráficos que necessitam conhecer desenho e arte, montar um fursuit requer muito conhecimento nas áreas de artes plásticas, cênicas e principalmente força de vontade, pois o custo de material também é elevado e o acesso aos materiais é restrito às grandes metrópoles.

Algumas definições populares[editar | editar código-fonte]

Ser zooantropomórfico[editar | editar código-fonte]

Um ser com características de humanos e animais, tanto físicas (formas do corpo, habilidades de movimento, sentidos, etc.), quanto mentais (traços de personalidade, hábitos, instintos, preferências, etc.).

Pessoa com afinidade com artes antropomórficas[editar | editar código-fonte]

Muitas pessoas que se interessam por arte antropomórfica se auto intitulam "Furries". Isso abrange tanto as pessoas que se interessam por arte yiff [com conteúdo adulto] quanto as pessoas que preferem arte permitida à todas as idades. Esse é o tipo de Fandom mais abrangente atualmente, presente nos EUA, Canadá, grande parte da Europa e América do Sul. Ao contrário do que a maioria das críticas a esse tipo de cultura alega, o Furry Fandom não se baseia apenas no "yiff", apesar do mesmo fazer parte do Fandom.

Pessoa que se identifica com um ser zooantropomórfico[editar | editar código-fonte]

Alguém que acredita ser na verdade um ser zooantropomórfico, seja numa base puramente espiritual ou acreditando ser fisicamente preso num corpo humano. O termo usado para se referir a esse "alter-ego" Furry é Fursona (porém nem todas as Fursonas são consideradas como uma realidade, alguns Furries apenas consideram suas Fursonas como um avatar nas suas interações). Algumas pessoas se referem a essas pessoas como Furries verdadeiros ou Furries na vida real. Essa categorização muitas vezes sobrepõe à Teriantropia, porém nem todos os Terians se consideram Furries. Isto tudo pode ser considerado um tipo de Licantropia.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]