Fundação Universitária para o Vestibular

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A Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST) é uma instituição autônoma, responsável pela realização dos exames vestibulares de escolas de nível superior do Estado de São Paulo. O Vestibular FUVEST seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo) e FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo). Realizado em duas fases, é o maior vestibular do Brasil, com quase 140.000 inscritos,[1] os quais disputam 10.652 vagas na USP, e 100 na FCMSC-SP, totalizando 10.752. Para a USP, estão disponíveis 229 opções de curso.[2]

Universidades no Brasil: atualmente existem mais de 2356 universidades autorizadas pelo MEC[3]

Índice

[editar] Mudanças para o vestibular 2010

Neste ano, os exames vestibulares das três universidades estaduais paulistas—USP, Unicamp e Unesp — passariam por sensíveis mudanças. A segunda, porém, resolveu adiar as mudanças para 2010. No caso da FUVEST, o objetivo da fundação é tornar a prova mais interdisciplinar e acessível aos estudantes de escolas públicas. Isso não significa que será mais fácil, pelo contrário: privilegiará mais aquele(a) que tiver uma alta capacidade de raciocínio e saiba inter-relacionar as diversas áreas do conhecimento.[4]

A primeira modificação ocorre na inscrição, a qual será, pela primeira vez, via internet.[5] Pelo novo formato, já aprovado pela USP, a prova da primeira fase será a mesma. Os resultados obtidos, entretanto, não contarão na nota final, ou seja, todos os candidatos começarão a próxima etapa do zero. A comissão responsável pela proposta alega que o objetivo da primeira fase é apenas filtrar os candidatos, e os que são classificados para a segunda em cima da nota de corte possuem pouquíssimas chancas reais de classificação. Com as mudanças, nenhum vestibulando começará a próxima fase do processo seletivo em desvantagem.

As mudanças mais bruscas estão na segunda fase: ela será realizada em três dias e cobrará todas as disciplinas básicas do ensino médio, independente da área pretendida pelo vestibulando. O primeiro dia será idêntico ao formato atual, com as provas de Língua Portuguesa e Redação. No segundo, os candidatos responderão a vinte questões discursivas, distribuídas entre Biologia, História, Geografia, Matemática, Física, Química e Inglês. Já as provas do terceiro serão mais específicas e com grau de dificuldade maior, com doze questões dissertativas distribuídas igualmente entre duas ou três disciplinas afins. Por fim, as carreiras que exigem conhecimentos específicos terão suas provas no quarto dia.

As mudanças que ocorrerão no vestibular da Fuvest não são as únicas este ano: a maioria das 55 universidades federais brasileiras usarão o novo ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) parcial ou integralmente como processo seletivo, e, recentemente, apareceu uma proposta de unificação da primeira fase do vestibular das universidades estaduais paulistas. Com essas medidas, a vida do candidato ficará muito mais fácil, pois se encerra um período estressante de viagens e provas.[6]

OBS: Para mais informações sobre o terceiro dia de cada carreira, consultar o site da Fuvest.

[editar] Novo modelo

A partir do Vestibular FUVEST 2011, as provas seguem o padrão a seguir. Vale destacar que a estrutura da primeira fase do novo modelo continua igual ao antigo, entretanto, sem contabilizar pontos na classificação final.

[editar] Primeira fase

A primeira fase, do gênero múltipla escolha, é realizada no fim de novembro. Em cinco horas, deve-se responder 90 questões—16 de Língua Portuguesa; 10 de Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia e História; 5 de Língua Inglesa e 9 interdisciplinares. Cada uma possui cinco alternativas, sendo apenas uma correta. Para não ser desclassificado da seleção, são necessários, no mínimo, 27 acertos, e estar dentro da nota de corte que varia de acordo com o curso. Desde 2009, quando se sucederam os problemas na realização do Exame Nacional do Ensino Médio, a FUVEST não mais utiliza a nota do exame para acréscimo.

[editar] Notas de corte

Quase um mês após a realização da primeira etapa, a fundação disponibiliza as notas de corte, o número mínimo de acertos para acesso à segunda fase. Todos os candidatos que obtiverem nota igual ou superior a essa estão automaticamente classificados para a próxima etapa. Nessa, cada carreira possui a concorrência de aproximadamente três candidatos por vaga.

As mais concorridas, como Medicina e Engenharia Aeronáutica, possuem notas de corte bastante altas se comparadas à carreiras menos concorridas, como Letras e Informática Biomédica. No ano de 2008, a nota de corte em Medicina atingiu 77 pontos, de 90 possíveis, maior nota de corte da história da FUVEST.[7]

[editar] Segunda fase

A segunda fase é constituída de três provas analítico-expositivas. A primeira delas (Português e Redação) compreende a elaboração de uma redação e 10 (dez) questões, de igual valor, de interpretação de textos, gramática e literatura. A prova de Português e Redação vale 100 pontos, sendo 50 destinados à Redação, e é obrigatória para todos os candidatos da segunda fase.

A segunda prova é constituída de 16 questões, de igual valor, sobre as disciplinas que constituem o núcleo comum obrigatório do Ensino Médio (História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia, Inglês) e contém algumas questões Interdisciplinares. Esta prova, que vale 100 pontos, é obrigatória para todos os candidatos de segunda fase.

A terceira prova é formada por 12 questões, de igual valor, de duas ou três disciplinas, a depender da carreira escolhida. Se forem duas disciplinas, serão seis questões em cada uma delas. Se forem três disciplinas, serão quatro questões em cada uma delas. Esta prova, que vale 100 pontos, é obrigatória para todos os candidatos da segunda fase.

Algumas carreiras exigem também uma prova de Habilidades Específicas, antecipada ou não, realizada em um ou mais dias, conforme a carreira, que também vale 100 pontos, sendo parte integrante da segunda fase.

[editar] Livros

No início de 2009, FUVEST e Comvest, responsável pelo vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), divulgaram a lista de livros obrigatórios para os processos seletivos de 2010, 2011 e 2012. A unificação foi feita para facilitar a vida do vestibulando, que, antes, podia ter de ler quase 20 livros para as provas das duas universidades. Eis a lista[8]:

Na nova relação, deixaram de constar as seguintes obras, indicadas no vestibular anterior: Antologia Poética, de Vinícius de Moraes; Iracema, de José de Alencar; Auto da barca do Inferno, de Gil Vicente; e Dom Casmurro, de Machado de Assis.

[editar] Benefícios a alunos da rede pública

A FUVEST bonifica alunos oriundos da rede pública de ensino. São acrescentados 3% de bônus pela condição de ser aluno de escola pública. Dependendo dos resultados obtidos na parte objetiva da Fuvest (1ª fase), o candidato pode ganhar outro acréscimo de até 6% (Bônus Fuvest).

Existe ainda a prova do PASUSP (Programa de Avaliação Seriada da USP), que possui 50 questões de múltipla escolha (cada uma com cinco alternativas, das quais apenas uma é correta) que pode dar ao candidato mais 3% de acréscimo, conforme o desempenho. Tal prova é exclusiva para os alunos da rede pública que estiverem cursando o terceiro ano do Ensino Médio.

No total, o vestibulando pode ter uma bonificação de até 12% nas duas etapas do processo seletivo.[9] Tais medidas visam o aumento do número de estudantes de escolas públicas no ensino superior público, que conta com expressiva participação de ex-alunos da rede privada. A meta da USP é aumentar a participação daqueles para 30% do total de matriculados.

[editar] Habilidades específicas

Algumas carreiras exigem Provas de Habilidades Específicas. Para as carreiras de Design, Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas e Audiovisual, os exames são realizados após a segunda fase. Já no caso das carreiras de Artes Plásticas e Música, as respectivas provas ocorrem antes da primeira fase. A vantagem dessas últimas é que o candidato não aprovado ainda pode concorrer para a carreira colocada em segunda opção.[10]

[editar] Vestibulinho ACH

No ano de 1986, a FUVEST tomou a responsabilidade de aplicar o Vestibulinho da Academia de Ciências Humanas da USP. Com isso, o vestibulinho tornou-se um dos testes mais difíceis para os jovens brasileiros fazerem.

Referências

[editar] Ligações externas

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