Gênio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Gênio alado, fragmento de mural romano do século I.

Um gênio (português brasileiro) ou génio (português europeu) (do latim genìus) é uma espécie de espírito que rege o destino de alguém ou de um lugar. O termo em grego para o mesmo conceito é daimon e pode ser empregado como um equivalente em português ao árabe "jinn | جن", uma vez que na mitologia árabe pré-islâmica e no Islã, um jinn (também "djinn", "djin" ou "djim") é um membro dos jinni (or "djinni"), uma raça de criaturas sobrenaturais.[1]

Etimologia e definições[editar | editar código-fonte]

Gênio é a tradução usual em português para o termo árabe jinn, mas não é a forma aportuguesada da palavra árabe, como geralmente se pensa. A palavra em português vem do Latim genius, que significa uma espécie de espírito guardião ou tutelar do qual se pensava serem designados para cada pessoa quando do seu nascimento. Portanto, o gênio é concebido como um ente espiritual ou imaterial, muito próximo do ser humano, e que sobre ele exerce uma forte, cotidiana e decisiva influência. A palavra latina tomou o lugar da palavra árabe, com a qual não está relacionada. O termo parece ter entrado em uso no português através das traduções francesas d' As Mil e Uma Noites, que usavam a palavra génie como tradução de jinni, visto que era similar ao termo árabe em som e significado, uso que acabou se estendendo também para o português. No árabe, a palavra "jinn" significa literalmente alguma coisa que tem uma conotação de dissimulação, invisibilidade, isolamento e distanciamento.

Entre os arqueólogos lidando com antigas culturas do Oriente Médio, qualquer espírito mitológico inferior a um deus é frequentemente referenciado como um "gênio", especialmente quando descrevem relevos em pedra e outras formas de arte. Esta prática se inspira no sentido original do termo "gênio" como sendo simplesmente um espírito de algum tipo, frequentemente sendo associado a algum dos elementos da natureza, das artes, vícios etc.

Origens[editar | editar código-fonte]

De acordo com a mitologia, os jinni foram criados dois mil anos antes da criação de Adão e eram possuidores de elevada posição no paraíso, grosso modo igual ao dos anjos, embora na hierarquia celeste fossem provavelmente considerados inferiores àqueles. Depois que Deus fez Adão, todavia, sob a liderança do seu orgulhoso líder Iblis, os jinni se recusaram a curvar-se perante a nova criatura. Pela sua má conduta, os jinni foram expulsos do paraíso, tornando-se entes perversos e asquerosos.[2] Iblis, que foi atirado com eles na Terra, tornou-se o equivalente do Satanás cristão.

Características[editar | editar código-fonte]

Na Terra, os jinni teriam adotado as míticas Montanhas Káf (que supostamente circundam o mundo) como seu lar adotivo. É dito que eles são feitos de ar e fogo e possuem a capacidade de assumir qualquer forma. Por isso, os jinni podem residir no ar, no fogo, sob a terra e em praticamente qualquer objeto inanimado concebível: pedras, lamparinas, garrafas vazias, árvores, ruínas, etc. Na hierarquia sobrenatural, os jinni, embora inferiores aos anjos caídos das hordas de Lúcifer, são obstante extremamente fortes e astuciosos. Eles possuem todas as necessidades físicas dos humanos, podendo até mesmo serem mortos, mas estão livres de quaisquer restrições físicas.

Apesar do descrédito que foram recebendo ao longo da história, de alguns diz-se que possuem uma disposição favorável em relação à humanidade, ajudando-a quando precisa de ajuda, ou mais provavelmente, quando isto é conveniente para os interesses do jinn. Na maioria dos casos citados na literatura e no folclore, contudo, eles se divertem em punir os seres humanos por quaisquer atos que considerem nocivos, e são assim responsabilizados por muitas moléstias e todos os tipos de acidentes. Todavia, quem conhecer os necessários procedimentos mágicos para lidar com os jinni, pode utilizá-los em proveito próprio.[3]

Tipos de jinni[editar | editar código-fonte]

  • Ghul: espíritos traiçoeiros que mudam de forma;
  • Ifrit: espíritos diabólicos;
  • Si'la: espíritos traiçoeiros de forma invariável.
  • Marid: espíritos benignos de forma variavel.

Jhalal na religião islâmica[editar | editar código-fonte]

A crença nos Djinn era corrente na antiga Arábia, onde se dizia que inspiravam poetas e adivinhos. O próprio Profeta Muhammad temeu a princípio que as revelações divinas que lhe foram feitas pudessem ser obra dos Djinn. O fato de que posteriormente tenham sido reconhecidos oficialmente pelo Islamismo implica que eles, como os seres humanos, serão eventualmente obrigados a encarar a salvação ou a danação perpétua.

Segundo Mohammad cada enviado de Deus legaliza ou ab-roga crenças antigas analisando quais partes delas são verdadeiras ou não. No caso Mohammad canonizou a existência dos "gênios" Djinn, porém fez grandes modificações de como ela era anteriormente creditada. Segundo Mohammad que trazia mensagens de Deus, os Djinn nada mais são do que se chama no Brasil de "espirito desencarnado", porém eles mesmos não são desencarndados porque nunca encarnaram.

A palavra Djinn(Gênio) como ficou conhecida no ocidente vem justamente do arabe Djinn, em arabe porém quer dizer "aqueles que não se pode ver", uma referência clara ao que se chama de "espiritos desencarnados" em crenças modernas. Quando então se vai a um centro a pessoa recebe na verdade segundo Mohammad, um Djinn e o Djinn recebe a pessoa, porém tais comunicações foram vetadas por Mohammad.

Como tem livre arbitrio os Djinn são iguais a nós: serão julgados por seus atos.

Segundo Deus revelou no Alcorão o homem e todos os animais surgiram da água e o homem também de um sanguessuga (algo que se agarra) na barriga da mãe (o feto parece um sanguessuga), mas a pele do homem é de argila (barro maleável), os Djinn tem sua "pele" de fogo sem fumaça.

No AlCorão Deus informa que o próprio Alcorão é revelado para humanos e Djinn e pede que os Djinn sigam o Islam para poderem também se salvar.

Deus informa no Alcorão que alguns Djinn são bons outros são maus, igualmente os homens (alguns são bons e outros são maus), porque ambos tem livre arbítrio, esta é a explicação do Islam para por exemplo ir num centro e o "espirito desencarnado" pedir para fazer um prato de farofa com frango e vinho, isto é uma "ironia" do Djinn com a pessoa que esta em comunicação com ele achando ser uma pessoa que morreu, eles fazem tais fatos porque tem livre arbítrio.

Deus também informa no alcorão que satanás é um Djinn e não um anjo como se pensou anteriormente, esta crença do diabo que era anjo nasceu com o profeta persa Zoroastro criador do dualismo no mundo e foi acoplada por judeus na babilonia quando foram libertados pelo rei persa Ciro "o grande" que derrotou a babilonia, os judeus nesta época carregaram muitas crenças persas. Segundo Deus no Alcorão Satanás uma vez esteve com os anjos no céu porque era crente, igualmente a alma de qualquer Djinn ou humano também pode estar no céu por acreditar.

Exemplos de Modificações feitas por Deus através de Mohammad no AlCorão, na crença dos Djinn Exemplos de crenças na arabia pré-islamica e em outros locais
Foram criados por Deus e não podem enfrentá-lo. Os Djinn eram todos-poderesos e eternos.
Não inspiram ninguém, não podem fazer mal nem bem a ninguém foram criados como nós. os Djinn inspiravam poetas, filosofos e profetas. Também acreditavam que os que os Djinn ajudavam as pessoas a obter riquezas ou ajudavam nos problemas do cotidiano.
Como tem livre arbítrio os Djinn serão julgados também por seus atos e podem ir para o céu ou inferno. Nunca em local algum se acreditou em tais coisas para os Djinn, os Djinn sempre foram vistos como eternos e imortais e como os anjos nunca seriam julgados, no islam Deus ab-rogou estas crenças sobre os Djinn.

Jinni na cultura ocidental[editar | editar código-fonte]

Os jinni (com suas características nocivas consideravelmente atenuadas ou convenientemente esquecidas), deram o ar de sua graça em produções ocidentais para cinema e televisão e que não tinham necessariamente o mundo árabe como tema, como no caso dos vários filmes e desenhos como "Aladim" e Shazzan. O melhor exemplo desta "diluição de conteúdo" ocorreu com o seriado "I Dream of Jeannie" ("Jeannie é um Gênio", no Brasil), onde a protagonista Jeannie, interpretada pela voluptuosa Barbara Eden, é uma jinn que vive dentro de uma garrafa sob os cuidados de um escrupuloso oficial da USAF. Em 4 episódios da série Supernatural, os irmãos Winchester enfrentam jinns: 2x20, 6x01, 8x20 e 9x21.

Referências

  1. Robert Todd Carroll. Jinni. Skepdic.com. Página visitada em 18 de dezembro de 2008.
  2. The Jinn. Quod.lib.umich.edu. Página visitada em 18 de dezembro de 2008.
  3. Jimmy Dun. The Ghosts of Thebes (em inglês). Touregypt.net. Página visitada em 18 de dezembro de 2008.
  • al-Ashqar, Dr. Umar Sulaiman. The World of the Jinn and Devils. Boulder, CO: Al-Basheer Company for Publications and Translations, 1998.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]