GNOME

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GNOME
Gnomelogo.svg
Gnome 3.2 shell.png
GNOME 3.2
Desenvolvedor Projeto GNOME
Lançamento 3 de março de 1999 (15 anos)
Versão estável 3.13.3 (26 de junho de 2014; há 13 semanas e 5 dias)
Idioma(s) mais de 50 línguas [1]
Escrito em C, C++, Python, Vala, Genie, JavaScript[2]
Sistema operativo Unix-like com X11
Gênero(s) Ambiente Gráfico
Licença GPL, LGPL
Página oficial www.gnome.org

GNOME (acrônimo para GNU Network Object Model Environment) é um projeto de software livre abrangendo o Ambiente de Trabalho GNOME, para os usuários, e a Plataforma de Desenvolvimento GNOME, para os desenvolvedores. O projeto dá ênfase especial a usabilidade, acessibilidade e internacionalização.[3]

O desenvolvimento do GNOME é supervisionado pela Fundação GNOME, que representa oficialmente o projeto junto a empresas, organizações e a sociedade como um todo[4] . O projeto conta ainda com uma série de equipes com missões específicas, inclusive com uma equipe de engenharia de lançamentos, responsável pelo característico calendário de lançamentos semestrais.[3]

A comunidade de desenvolvimento do GNOME conta tanto com voluntários quanto com empregados de várias empresas, inclusive grandes empresas como Hewlett-Packard, IBM, Mandriva, Novell, Red Hat, e Sun. Por sua vez, o GNOME é filiado ao Projeto GNU, de onde herdou a missão de prover um ambiente de trabalho composto inteiramente por software livre. Por isso mesmo, O GNOME pode ser utilizado por vários sistemas baseados em Unix, principalmente por sistemas Linux e sistemas BSD.

Metas[editar | editar código-fonte]

O projeto GNOME dá ênfase à simplicidade, usabilidade, e fazer as coisas simplesmente funcionarem. As outras metas do projeto são:

  • Liberdade - para criar um ambiente de trabalho que sempre terá o código fonte disponível para reutilização.
  • Acessibilidade - assegurar que o ambiente pode ser usado por qualquer pessoa, independentemente de habilidades técnicas, ou deficiências físicas.
  • Internacionalização - fazer o ambiente disponível em vários idiomas. No momento o GNOME está sendo traduzido para mais de 160 idiomas.
  • Facilidade para o desenvolvedor - assegurar que seja fácil escrever um programa que se integra com o ambiente, e dar aos desenvolvedores liberdade de escolher sua linguagem de programação.
  • Organização - um ciclo de versões regular e uma estrutura disciplinada.
  • Suporte - assegurar suporte a outras instituições fora da comunidade GNOME.

História[editar | editar código-fonte]

GNOME 1, Março de 1999.
GNOME 2.6.

O projeto GNOME foi criado em agosto de 1997 pelos mexicanos Miguel de Icaza e Federico Mena Quintero, como uma resposta ao Windows 95. O projeto KDE já estava em andamento, mas para ser usado ou desenvolvido era necessário instalar o Qt, um conjunto de ferramentas que na época não tinha uma licença livre. Miguel de Icaza descartou a ideia de reimplementar a API do Qt usando software livre porque projetos análogos, como o GNUstep, Wine and LessTif, mostravam um progresso muito lento. Antes da criação do GNOME, Miguel e Federico tinham tentado colaborar com o GNUstep, mas desistiram por considerar sua comunidade desorganizada, e seu código cheio de erros[5] .

A plataforma de desenvolvimento aproveitou e aprimorou o GTK, um conjunto de ferramentas usado pelo editor de imagens GIMP, em cujo desenvolvimento Federico Quintero estava também envolvido[5] . Miguel de Icaza ficou muito impressionado com a arquitetura COM quanto passou por uma entrevista na Microsoft[5] , e o reflexo foi o desenvolvimento da biblioteca Bonobo, incorporada ao GNOME 1.4. Além de permitir o reaproveitamento de componentes de software, o Bonobo colaborou para que o desenvolvimento de aplicativos para o GNOME pudesse ser feito com qualquer linguagem de programação[6] . Outra característica da plataforma de desenvolvimento do GNOME é ser completamente escrita em C, o que também facilita a criação de bindings para outras linguagens de programação[7] . A plataforma de desenvolvimento do GNOME tem suporte a C++, Java, Perl e Python[8] , e mais recentemente a JavaScript[9] . Toda a plataforma de desenvolvimento do GNOME usa a licença GNU Lesser General Public License, uma licença livre que permite a utilização da plataforma GNOME por software proprietário[10] .

O lançamento do GNOME 2.0 marcou uma guinada nos rumos do projeto, que passou a enfatizar a usabilidade em vez da configurabilidade. A plataforma foi quase inteiramente reescrita, trazendo várias melhorias como melhoria de desempenho, melhor internacionalização (usando Unicode internamente), suavização da renderização de fontes, e principalmente a estreia de sua plataforma de acessibilidade.[11] [12]

Sistemas suportados[editar | editar código-fonte]

Inúmeras distribuições suportam o GNOME, alguns exemplos são Ubuntu, Fedora, OpenSUSE, Debian, Arch Linux e Gentoo

Desenvolvimento de Aplicações[editar | editar código-fonte]

O GNOME conta com uma coleção rica de ferramentas, bibliotecas, e dos componentes para desenvolver aplicações poderosas em linux e em Unix.

O Office do GNOME[editar | editar código-fonte]

A distribuição completa do GNOME inclui uma suite para escritório (Office) através da integração de vários projectos independentes: processador de texto (AbiWord), folha de cálculo (Gnumeric), gestão de projetos (Planner), editor de diagramas (Dia), programa para desenhos vetoriais (Inkscape) e de imagem (GIMP).

Liberdade[editar | editar código-fonte]

O projeto GNOME foi o primeiro a oferecer um desktop inteiramente livre para sistemas baseados em Linux e Unix. Software livre significa apoderar os usuários, e garantir direitos sobre os softwares que eles usam. Com Software Livre, o usuário possui vários direitos:

  • O direito de utilizar o software.
  • O direito de redistribuir o software: se você tem um componente de Software Livre, você pode compartilhá-lo com outro (nenhuma taxa de licença é requerida).
  • O direito de aprender o software.
  • O direito de alterar o software (todo o código fonte, arquivos de dados e imagens). Por exemplo, usuários podem melhorá-lo, estendê-lo, reduzi-lo, consertar problemas, aprender ou experimentar.
  • O direito de redistribuir suas versões modificadas do software. Isto significa que, uma vez que você tenha feito suas modificações no software, você pode redistribuir estas mudanças para seus amigos, clientes ou qualquer pessoa.

Estes direitos e liberdades estão no núcleo do projeto GNOME. Os efeitos laterais dos Softwares Livres são que eles tendem a ser de qualidade muito elevada, eles evoluem muito rapidamente, os problemas são reparados rapidamente, e em geral o sistema é bom para ambos, Usuário e Colaborador.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. GNOME 3.2 Release Notes. Página visitada em 2011-12-09.
  2. Owen Taylor. Implementing the next GNOME shell « fishsoup. Página visitada em 2011-12-09.
  3. a b GNOME. What is GNOME?
  4. GNOME Foundation
  5. a b c ICAZA, Miguel de. The Story of the GNOME project.
  6. ICAZA, Miguel de. Let's Make Unix Not Suck.
  7. DARREN, Kenny. Re: Time to heat up the new module discussion. 14 de julho de 2006.
  8. McCANCE, Shaun. Language Bindings. In: McCANCE, Shaun. Platform Overview. Fundação GNOME, 2006.
  9. UNTZ, Vincent. New module decisions for 2.28. 22 de julho de 2009
  10. HEARD, John. GNOME Technology Overview. Sun Developer Network, 2002.
  11. GNOME 2.0 Release Notes.
  12. LOLI-QUERU, Eugenia. A User's First Look at GNOME 2.0. OS News, 28 de junho de 2002.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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