Grupos de Resistência Antifascista Primeiro de Outubro

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Os Grupos de Resistência Antifascista Primeiro de Outubro (GRAPO) nascem como organização em 2 de agosto de 1975. E surgem não como tal GRAPO e sim como seção técnica do PCE(r) (Partido Comunista da Espanha Reconstruído). Iniciaram sua aparição em Madrid em outubro de 1975 com o assassinato de quatro policiais. Se bem que uns meses antes, em agosto, haviam assassinado um guarda civil.

Suas origens se remontam em 1968, com o nascimento no exílio (Paris) da Organização de Marxistas-Leninistas Espanhóis (OMLE), um partido comunista pró-China que denunciava o revisionismo no sólo dos comunistas espanhóis e também da União Soviética. Esta organização foi fundada por sete pessoas de ideologia marxista-leninista oriundos do Partido Comunista Espanhol (PCE) que era liderado por Santiago Carrillo. Em junho de 1975, a OMLE decide transferir sua atividade para a Espanha.

Em seu primeiro congresso celebrado em outubro, no povoado santanderino de La Cavada, a OMLE trocou seu nome para Partido Comunista da Espanha (reconstruído) PCE(r), reconstruído porque consideravam que o PCE tinha sido o autêntico traidor durante a Guerra Civil Espanhola. Do PCE-r surgiram os GRAPO a modo de "braço armado".

Suas ações foram, na maioria dos casos, ações diretas contra membros das Forças Militares. Desde seu nascimento, o grupo perdeu dezenove de seus ativistas em enfrentamentos com as forças de segurança.

Os GRAPO têm sido ao longo de sua história um grupo com pouca eficácia, embora suas ações no final dos anos de 1970 e início dos de 1980 tiveram uma enorme repercussão social.

As sucessivas detenções de seus dirigentes resultaram em numerosas ocasiões em que se havia falado de sua completa desarticulação, apesar de sempre ressurgirem, embora com uma atividade cada vez mais limitada. Durante os últimos anos, o mesmo tem se limitado de forma exclusiva a colocação de artefatos explosivos em edifícios oficiais e o confisco de fundos mediante assaltos a entidades bancárias ou sequestros de dirigentes de filiais. Também se especializaram em ataques a carros-forte, apesar da detenção de três de seus militantes em uma dessas ações em Santander, em dezembro de 1992, e a morte de outros três em Saragoza em abril de 1993 obrigaram o grupo a desistir deste método.