GRCSES Império de Casa Verde

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Império de Casa Verde
Império de Casa Verde (2009).JPG
Fundação 27 de fevereiro de 1994 (20 anos)
Escola-madrinha Camisa Verde e Branco
Cores

Azul

Branco
Símbolo Tigre
Bairro Casa Verde
Presidente Alexandre Furtado
Presidente de honra Chico Ronda (in memorian)
Carnavalesco Comissão de Carnaval
Comissão de carnaval Paulo Führo
Junior Barata
Leonardo Catta Preta
Intérprete oficial Carlos Júnior
Diretor de carnaval Marcelo Casa Nossa
Diretor de harmonia Demis Correia
Diretor de bateria Mestre Zoinho
Rainha da bateria Valeska Reis
Mestre-sala e porta-bandeira Marlon Lamar e Iasmin Ramello
Coreógrafo André Almeida
Desfile de 2015
Enredo Sonhadores do Mundo inteiro: uni-vos
Horário 14 de Fevereiro
4ª - 03:10
www.imperiodecasaverde.com.br

O Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Império de Casa Verde é uma escola de samba da cidade de São Paulo e foi fundada em 1994 por dissidentes do Unidos do Peruche. A escola do bairro da Casa Verde teve o apoio do empresário e bicheiro Sr. Chico Ronda, que resolveu bancar esse sonho e ocupa eternamente a posição de Patrono da Escola. Sendo talvez a Escola de Samba de mais veloz ascensão no Carnaval paulistano, conseguiu seu primeiro título no Grupo Especial apenas onze anos após sua fundação e a três no grupo principal.

História[editar | editar código-fonte]

No final do ano de 1993 alguns moradores e comerciantes da região da Casa Verde, liderados pelo sr. Daílson (conhecido como Caçapa- O verdadeiro fundador da escola) se organizaram para fundar uma escola de samba no bairro. Após contactar vários sambistas, verificou-se a necessidade de se escolher um presidente para a agremiação, foi então que se pensou em convidar o sr. Francisco Plumari Jr, importante empresário do bairro. Foi então marcada uma reunião na Associação Saldanha da Gama. Raul Diniz foi quem projetou o brasão da escola e o pavilhão. Após esta primeira reunião, as demais foram realizadas no Vasco da Gama, onde foi composta a diretoria, e na R. Ouro Grosso, onde foi instalada a 1ª sede da escola. Em 27 de fevereiro de 1994, foi oficializada a fundação e seu primeiro desfile foi em 1995 com o sr. Carlos Alberto de Souza como Presidente, sagrando-se campeã em seu primeiro desfile (Acesso B). No ano seguinte, mais uma vitória (Grupo IV) e em 1997 seu 3º título (Grupo III). Graças a essa acensão meteórica, o Império de Casa Verde torna-se a escola de samba "sensação" dos grupos inferiores. Em 1998 conquista o vice-campeonato do Grupo I-A, e em 2002, o vice campeonato do Grupo I.

Em 2003, quando estreava no Grupo Especial, o Império de Casa Verde causou um forte impacto com seus tigres no abre-alas, considerados luxuosos para uma escola ainda estreante no grupo de elite de São Paulo. Num enredo que falava sobre o beato João de Camargo, a escola terminou em 12º lugar entre 14 agremiações (empatado em pontos com a Águia de Ouro, mas perdendo nos critérios de desempate). Logo após o fim da apuração, o presidente da LigaSP, Robson de Oliveira, anunciou que, ao contrário do que previa o regulamento, não cairiam três escolas, mas sim apenas duas, o que gerou protestos por parte da Unidos do Peruche. A poucos dias do Carnaval daquele ano, o barracão do Peruche pega fogo e alguns carros são atingidos. Muitas escolas se solidarizam e doam material, fazendo com que a escola consiga desfilar. Ainda assim isso não evita que ela termine em último lugar, sendo a princípio rebaixada, o que faz sua então presidente passar mal após ter uma crise de choro no fim da apuração, enquanto dava entrevistas. Ela alegava que depois de toda a dificuldade para sua escola entrar na avenida, não seria justo deixar de rebaixar a Império de Casa Verde, e rebaixar a sua escola. (ver texto integral). Durante o ano, então, ficou resolvido que ninguém cairia, e o Grupo Especial passaria a ter 16 escolas.

No decorrer de 2003, o patrono da Escola, Chico Ronda, foi assassinado. No samba escolhido para 2004, uma estrofe (antes do refrão do meio) dizia: "Mistério / Quem constrói não pode desfrutar / Tudo o que toca vira ouro / Mas morre sem poder aproveitar". Segundo Maurício Kubrusly, comentarista da Rede Globo na transmissão do Carnaval, seria uma referência ao patrono imperiano. Nesse ano o Império de Casa Verde surpreendeu com um enredo que fazia analogias entre a história de São Paulo e a Grécia Antiga, trazendo mais uma vez tigres luxuosíssimos no Abre-alas e conseguindo um expressivo 3° lugar, terminando apenas a 0,5 ponto da Mocidade Alegre, campeã de 2004. No momento da apuração, a quadra da escola encontrava-se fechada, e o helicóptero da Rede Globo seguiu para lá de última hora. Ao chegar, encontrou membros da Escola ainda abrindo a quadra, pois era inesperado que a agremiação pudesse ser campeã naquele ano.

No carnaval de 2005, um enredo que tratava talvez com um de positivismo sobre o fim do mundo. Intitulado "Brasil: Se Deus é por nós quem será contra nós", o desfile marcou a história do carnaval paulistano devido ao bom-humor ao retratar uma "nova era". No último carro, a escola fora processada devido a apologia ao bicheiro Chico Ronda, que para a justiça soou como apologia ao crime.

Em 2006, fazendo uma homenagem à pecuária brasileira, o Império sagrou-se bicampeão após terminar empatado com o Vai-Vai. Em 2007, num enredo que falava sobre os grandes impérios do mundo, o Império trouxe dessa vez cinco tigres gigantes, um de cada cor, no Abre-alas. Pela primeira vez, os comentaristas da transmissão do Carnaval reconheceram que uma escola de São Paulo se igualava às cariocas em luxo e grandiosidade. Mesmo assim, nesse ano o Império acabou apenas em 5º lugar (empatado em pontos com a Águia de Ouro, quarta colocada), mas voltou no desfile das campeãs.No ano de 2008, com um enredo, homenageando a MPB, acabou apenas na 9º colocação.

Para 2009, com a volta de Roberto Szaniecki, que desenvolveu junto com uma comissão, um enredo sobre os 15 anos da escola, tentou seu 3º título na elite do samba paulistano. O desfile de 2009 foi realmente um destaque por conta dos colossais carros que a Império colocou na passarela, com destaque para o último carro, com um bolo de aniversário(comemorando os 15 anos da escola)e um imenso tigre na parte de trás, medindo 55 metros de comprimento, (o maior carro alegórico já visto em São Paulo). Apesar de toda a grandiosidade, novamente ficou em quinto lugar como a dois anos atrás (por coincidência, nas duas ocasiões em que a escola ficou em quinto, a Mocidade Alegre foi campeã).

No desfile das campeãs de 2009, a Escola veio com um atraso de dez minutos, com faixas de protesto e narizes de palhaço com as péssimas notas em alegorias, bateria e fantasia. A Escola foi aplaudida e vaiada pelo público, tivera de correr pois perderia pontos no próximo Carnaval por atraso; uma das patas do tigre da última alegoria quebrou, prejudicando ainda mais o desfile, e alguns dirigentes ainda se maquiaram de palhaços. As faixas criticaram vários jurados e ainda apoiava o Mestre Zoinho que perdeu pontos com sua cadência.

No desfile de 2010 trará um enredo sobre Itu: "Itu, Fidelíssima Terra de Gigantes"; e trouxe de volta o intérprete Carlos Júnior que estava na Vai-Vai e também com novo carnavalesco que é o Marco Aurélio Ruffim que estava na Tom Maior. Em 2010 ficou em 7º lugar.

Em 2010, a Império havia consolidado a marca de carros gigantes, no entanto no carnaval deste ano houve uma certa decepção pois não houve o tal exagero esperado, isto devido até ao estilo do carnavalesco Marco Aurelio Ruffin. E novamente a escola foi penalizada curiosamente num dos quesitos em que é considerda forte, alegoria. Contudo, Mestre Zoinho e sua bateria denominada "Arame Farpado", recebeu o Troféu Nota Dez promovido pelo jornal Diário de São Paulo e nota máxima perante aos jurados. Houve também perda de pontos nos quesitos fantasia e enredo que resultou na sétima colocação da agremiação.

Em 2011, a Império trouxe o enredo "Samba sabor cerveja. Admirada a milênios, a mais nova sensação nacional", patrocinada pelo GRUPO SCHIN. Mais uma vez a escola decepcionou. Com um samba mediano e um visual bem abaixo dos anos anteriores, a escola incrivelmente brigou para não cair, ficando na 12ª colocação.

Para 2012 a Império de casa Verde teve o enredo inspirado na visão do tigre: "Na ótica do meu império,o foco é você!". A escola contou com a volta do consagrado Roberto Szaniecki para desenvolver seu Carnaval e manteve no microfone o excelente Carlos Júnior. Além de ter duas a frente da bateria para o lugar de Gracyanne Barbosa: Valeska Reis e a ex-rainha de bateria da Mocidade, Andréa de Andrade, como madrinha. A escola foi a segunda a desfilar na primeira noite de carnaval de São Paulo, a apresentação contou com uma comissão de frente confusa, alegorias superiores ao ano anterior, mas de difícil compreensão e um samba que animou o Anhembi. Além disso, as notas em fantasias (9 décimos perdidos) prejudicaram muito a situação da escola que terminou em 11º lugar e causou a maior confusão, com um torcedor que entrou livremente na diretoria e rasgou as notas, sendo a Império a grande prejudicada em 2013 pois não irá receber subvenção.

Em 2013 contou com o grande Carnavalesco Alexandre Louzada que desenvolveu o enredo "Pra todo mal, a cura. Quem canta seus males espanta!". A escola foi duramente criticada no período de Pré-carnaval, porém, no dia de seu desfile, se superou fazendo um grande desfile, com garra mesmo sem verba da prefeitura e patrocínios milionários,como as demais escolas. Ficou com a mesma pontuação da Dragões da Real, perdendo no Quesito de desempate. Conquistou assim o 5º lugar, voltando no desfile das campeãs.

Em 2014, a Império trouxe o enredo "Sustentabilidade, construindo um mundo novo" que foi mais uma vez assinado pelo carnavalesco Alexandre Louzada. Desfilou com a imponência que lhe é característica, falando sobre formas de energia sustentáveis. O abre-alas dessa vez, contava com um enorme tigre mecânico. A escola, apesar do desfile grandioso, não conseguiu mais do que um oitavo lugar, no entanto.

Para 2015, a Império trará o enredo "Sonhadores do mundo inteiro: uni-vos" que será assinado por uma comissão de carnaval, tendo entre a comissão Paulo Fuhro. O tema será um algo adormecido, os sonhos das pessoas e os sonhadores.

Segmentos[editar | editar código-fonte]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
Alexandre Furtado

Diretores[editar | editar código-fonte]

Ano Diretor de Carnaval Diretor geral de harmonia Mestre de bateria Ref.
2014 Marcelo Casa Nossa Demis Correia Zoinho

Coreógrafo[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Ref.
2014 André Almeida

Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Ref.
2014 Marlon Lamar e Jéssika Barbosa

Cortes da Bateria[editar | editar código-fonte]

Período Rainha de Bateria Madrinha de Bateria Ref
20052007 Bruna Ancheschi Sheila Mello
20082009 Gracyanne Barbosa Dany Romani
20102011 Gracyanne Barbosa
20122013 Valeska Reis Andréa de Andrade
2014 Valeska Reis

Carnavais[editar | editar código-fonte]

Império de Casa Verde
Ano Colocação Grupo Enredo Carnavalesco Intérprete Ref.
1995 Campeã Antigo Grupo de Acesso B-UESP
(sexta divisão)
Trajes, jeitos e trejeitos Raul Diniz
1996 Campeã 3-UESP
(quinta divisão)
Brasil, o País com Nome de Tinta Raul Diniz Bernadete e Anderson
1997 Campeã 2-UESP
(quarta divisão)
As Maravilhas do Circo
1998 Vice-campeã 1-UESP
(terceira divisão)
No Império Reina o Reisado Raul Diniz Bernadete e Anderson
1999 5º lugar Acesso
(segunda divisão)
Coisa Boa Todo Mundo Gosta Raul Diniz
2000 3º lugar Acesso Descobrimento ou Invasão? Eis a Questão! Marco Aurélio Ruffin
2001 4° lugar Acesso Fantástica Máquina dos Sonhos Cebola Royce do Cavaco
2002 Vice-campeã Acesso A Verde Guerrilha da Paz Hernani Siqueira
José Carlos Lisboa
Serginho
2003 12º lugar Especial Nhô João, Preto Velho Milagreiro e Profeta de Todos os Deuses, Lá Pelas Bandas do Cafundó

Compositores:Biro-Biro, Daniel Collête, Raphael, Júnior Marques, L.C. Santos, Turko, Sérgio Biriba, Maradona

Paulo Führo
Hernani Siqueira
Roger Linhares
2004 3º lugar Especial O Novo Espelho de Narciso. Um Delírio Sobre os Heróis da Mitologia Paulistana Paulo Führo
Victor Santos
Carlos Júnior
2005 Campeã Especial Brasil: Se Deus é por nós, quem será contra nós Paulo Führo
Victor Santos
Carlos Júnior
2006 Campeã Especial Do Boi Místico ao Boi Real - De Garcia D´Ávila na Bahia ao Nelore - O Boi que come capim - A Saga pecuária no Brasil para o Mundo Comissão de Carnaval
(Júnior Marques, Roberto Szaniecki, Delmo de Moraes e Carlos Lopes)
Carlos Júnior
2007 5º lugar Especial Glórias e Conquistas - A Força do Império está no salto do Tigre Comissão de Carnaval
(Carlos Lopes, Jorge Luis, Márcia Lávia, Renato Lage e Júnior Marques)
Carlos Júnior
2008 9º lugar Especial Sambando, cantando e seguindo a canção. Vem, vamos embora para a festa da MPB

compositores:Júnior Marques e Raphael do Império

Comissão de Carnaval
(André Machado, Júnior Marques, Troy Orh, Ney Meirelles e Jorge Luis)
Bruno Ribas e Belo
2009 5º lugar Especial É festa, é feriado, é celebração. O tigre comemora na avenida e exalta seu pavilhão são 15 anos de paixão Comissão de Carnaval
(Júnior Marques, Roberto Szaniecki, Troy Orh e Ney Meirelles)
Raphael do Império e

Belo

2010 7º lugar Especial Itu, Fidelíssima Terra de Gigantes!

Compositores:Belo, Marcelo Casa Nossa, Thiago de Xangô, Bruno Ribas, Beah, Fran Sousa, Fabinho LS, Vinícius Baiano e Osasco

Marco Aurélio Ruffin Carlos Júnior e Belo
2011 12º lugar Especial Samba sabor cerveja. Admirada a milênios, a mais nova sensação nacional Marco Aurélio Ruffin Carlos Júnior
2012 11º lugar Especial Na ótica do meu Império, o foco é você! Roberto Szaniecki Carlos Júnior
2013 5º lugar Especial Pra todo mal, a cura. Quem canta seus males espanta! Alexandre Louzada Carlos Júnior
2014 8º lugar Especial Sustentabilidade: Construindo um mundo novo. Alexandre Louzada Carlos Júnior
2015 Especial Sonhadores do Mundo inteiro: uni-vos
Compositores:Chefia, Wagner Mariano e Nogueira.
Comissão de Carnaval
(Paulo Führo, Junior Barata, Leonardo Catta Preta)
Carlos Júnior

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • Grupo Acesso B da UESP: 1995
  • Grupo 3 da UESP: 1996
  • Grupo 2 da UESP: 1997
  • Grupo Especial:2005 e 2006

Referências