Gabão

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République Gabonaise
República Gabonesa
Bandeira do Gabão
Brasão de armas do Gabão
Bandeira Brasão de Armas
Lema: "Union, Travail, Justice"
("União, Trabalho, Justiça")
Hino nacional: "La Concorde" ("A Concórdia")
Gentílico: gabonense, gabonês(a)[1]

Localização  República Gabonesa

Capital Libreville
0° 23' N 9° 27' E
Cidade mais populosa Libreville
Língua oficial Francês
Governo República presidencialista
 - Presidente Ali Bongo
 - Primeiro-ministro Daniel Ona Ondo
Independência da França 
 - Data 17 de agosto de 1960 (54 anos
Área  
 - Total 267 668 km² (75.º)
 - Água (%) 3,7
 Fronteira Guiné Equatorial, Camarões (N), e República do Congo
(E e S)
População  
 - Estimativa de 2008 1 485 832 hab. (148.º)
 - Densidade 5 hab./km² (194.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ : 20,178 bilhões (111.º)
 - Per capita US$ : 14 083 (53.º)
IDH (2013) 0,674 (112.º) – médio[2]
Moeda Franco CFA (XAF)
Fuso horário (UTC+1)
 - Verão (DST) não observado (UTC+1)
Clima Tropical
Org. internacionais ONU, UA, OCI, CEMAC, ZPCAS, Francofonia
Cód. ISO GAB
Cód. Internet .ga
Cód. telef. +241
Website governamental http://www.legabon.org/

Mapa  República Gabonesa

O Gabão, oficialmente República Gabonesa, é um país africano, limitado a norte pelo território de Rio Muni (Guiné Equatorial) e pelos Camarões, a leste e a sul pelo Congo e a oeste pelo Oceano Atlântico e pelo Golfo da Guiné, por onde é vizinho próximo de São Tomé e Príncipe e da ilha de Pagalu (Guiné Equatorial). Anteriormente uma colônia francesa, o Gabão se tornou independente em 1960. A capital e maior cidade é Libreville.[3]

Desde sua independência da França em 17 de agosto de 1960, o Gabão foi governado por apenas três presidentes. No início de 1990, o Gabão introduziu uma constituição nova e democrática que permitia um processo eleitoral transparente. O Gabão foi também membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas no período 2010-2011. A pequena densidade populacional, juntamente com abundantes recursos naturais e investimentos privados estrangeiros têm ajudado a fazer do Gabão um dos países mais prósperos da região, com o maior IDH da África Subsaariana[4] .

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros europeus a chegarem ao atual Gabão no século XV, foram comerciantes portugueses, que deram ao território o nome de "gabão" (uma espécie de casaco, cujo formato lembrava o do estuário na foz do rio Komo). A costa gabonesa tornou-se um entreposto de escravos. No século seguinte chegaram comerciantes holandeses, britânicos e franceses.

A França assumiu o status de "protetora" do território após assinar tratados com os chefes tribais locais em 1839 e 1841. No ano seguinte, missionários norte-americanos estabeleceram uma missão em Baraka (a atual cidade de Libreville, capital do país). Em 1849, os franceses capturaram um navio de escravos e libertaram-nos na embocadura do rio Komo. Os escravos libertos batizaram o assentamento de Libreville ("cidade livre", em francês).

Os exploradores franceses exploraram as densas selvas gabonesas entre 1862 e 1887. A França ocupou formalmente o Gabão em 1885 mas só começou efetivamente a administrá-lo em 1903. Em 1910, o Gabão se tornou um dos territórios da África Equatorial Francesa, uma federação que existiu até 1959. Os territórios se tornaram independentes a 17 de agosto de 1960, dando origem à República Centro-Africana, ao Chade, ao Congo-Brazzaville, e ao Gabão.

O primeiro presidente eleito do país foi Leon M'Bá, em 1961. Quando M'Bá morreu, em 1967, foi substituído por Omar Bongo, que governou até sua morte, em 2009, ostentando o recorde de governante durante mais tempo no poder em um país africano.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O Gabão situa-se na costa atlântica da África central e tem fronteiras terrestres com a Guiné Equatorial, os Camarões e o Congo e marítimas com São Tomé e Príncipe. Seu clima é tropical. Seu ponto mais alto é o Monte Bengoué, com 1.070 m.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Quase toda a população gabonesa, estimada em cerca de 1.208.436 pessoas, é de etnia bantu. O país tem cerca de 40 grupos étnicos com línguas e culturas separadas. O maior de todos estes grupos é o fang. Outros grupos incluem os myene, bandjabi, eshiras, bapounous e okandé.

A língua francesa é a oficial, e é um fator de coesão do país. Mais de 10 mil franceses vivem no Gabão, e as influências culturais e comerciais da França predominam.


Política[editar | editar código-fonte]

Em Março de 1991 foi adoptada uma nova constituição que prevê uma declaração de direitos de estilo ocidental, a criação de um Conselho Nacional de Democracia para supervisionar e garantir esses direitos e um conselho consultivo governamental para assuntos económicos e sociais. Eleições legislativas multipartidárias realizaram-se em 1990-1991, apesar de nessa altura ainda não se ter formalizado a legalização dos partidos da oposição.

O presidente do Gabão, El Hadj Omar Bongo, foi reeleito em Dezembro de 1998 conquistando 66% dos votos. Embora os principais partidos de oposição tenham feito acusações de que as eleições foram manipuladas, não se assistiu à turbulência que se seguiu às eleições de 1993. O presidente mantém vastos poderes, tais como a capacidade de dissolver a Assembleia Nacional, de declarar o estado de sítio, de adiar legislação, de determinar a realização de referendos e de nomear e demitir o primeiro-ministro e os membros do governo.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O Gabão está dividido em 9 províncias, dirigida cada uma por um governador, eles mesmos subdivididos em departamentos dependendo de um prefeito e, às vezes, em distritos, dependendo de um sub-prefeito. Alguns Gaboneses apresentam uma brincadeira que a Guiné Equatorial, como a "G10", a décima província do Gabão.

  1. Estuaire
  2. Haut-Ogooué
  3. Moyen-Ogooué
  4. Ngounié
  5. Nyanga
  6. Ogooué-Ivindo
  7. Ogooué-Lolo
  8. Ogooué-Maritime
  9. Woleu-Ntem

As províncias estão subdivididas em 37 departamentos.

Províncias de Gabão

Economia[editar | editar código-fonte]

Libreville, capital e maior cidade do país

O Gabão é um país de subsolo muito rico. Ele exporta manganês, petróleo, gás natural, ferro, madeira e outros produtos de seu solo e seu subsolo desde há muito tempo. A exploração das minas de urânio de Mounana, situadas a 90 km de Franceville, foi interrompida em 2001 devido à chegada ao mercado mundial de novos concorrentes. A retomada da exploração de seus importantes depósitos de urânio as notícias da atualidade. O trem de Franceville-Libreville exporta, depois dos anos 1980, o mineral das minas de manganês, de urânio e de ferro situadas em Moanda. Os depósitos de ferro de Bélinga do nordeste de Makokou ainda não são explorados. Sua operação está prevista para algum momento de 2012.

As receitas do petróleo, que se tornaram importantes a partir dos anos 1970, tem servido parcialmente para modernizar o país e diversificar a economia gabonesa. De fato, para a população o único benefício gerado da riqueza do Gabão, de modo que os padrões de vida de muitos gaboneses continua a ser moderado apesar de um PNB por habitante ser relativamente elevado. Os hidrocarbonetos representam a metade do PNB.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

O sistema de educação do Gabão é administrado por dois ministérios: o Ministério da Educação, responsável pelo ensino primário, fundamental e médio, e o Ministério do Ensino Superior e Tecnologias Inovadoras, que se responsabiliza pela gestão do ensino superior no país, bem como de suas universidades e escolas profissionais. O sistema de ensino é dividido em ensino pré-primário e primário, geral e técnico ou ensino secundário profissional e ensino superior.[5]

A educação, que é padronizada no sistema educacional da França, possui o francês como idioma de ensino. É obrigatório para crianças dos 6 a 16 anos de idade, estando sob vigilância da Lei de Educação. A maioria das crianças no Gabão iniciam suas vidas escolares freqüentando creches, passando em seguida ao jardim de infância, conhecido como "Jardins d'Enfants". Aos 6 anos de idade, estas são matriculadas na escola primária, chamadas de "École Primaire", que é composta de seis graus de ensino. O próximo nível é o "Ecole Secondaire", que é constituída por sete graus educacionais. A idade de graduação prevista é de 19 anos. Os formandos podem solicitar a admissão em instituições de ensino superior, incluindo escolas de engenharia e escolas de negócios.[6]

A a taxa de literacia da população gabonense foi de 85,4%, em 2005, um dos mais altos da África subsaariana, e a proporção da população com alguma educação primária é de 92%.[5] A área educacional no país enfrenta problemas de eficiência, tais como as taxas de abandono, má remuneração e qualificação de professores, ausência de profissionais da educação em áreas rurais e superlotação de estudantes em classes.[5] Em 1999, cerca de 3,3% do Produto interno bruto do país era destinado à educação.[6]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa, Dicionário de Gentílicos e Topónimos do Gabão
  2. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  3. Gabão. Visitado em 05 de janeiro de 2011.
  4. Human Development Indices: A statistical update 2008 - HDI rankings Human Development Reports United Nations Development Programm (2008). Visitado em 05 de janeiro de 2011. (em inglês)
  5. a b c The Education System (em português: O Sistema de Educação) (PDF) Banco Mundial (2005). Visitado em 9 de maio de 2014.
  6. a b The Education System in Gabon (em português: O Sistema de Educação no Gabão) Studylands (1999). Visitado em 9 de maio de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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