Gadget

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Gadget (possivelmente do francês gachette, peças mecânicas variadas, pronúncia inglesa: /ɡædʒɪt/)[1] , é um equipamento que tem um propósito e uma função específica, prática e útil no cotidiano. São comumente chamados de gadgets dispositivos eletrônicos portáteis como PDAs, celulares, smartphones, leitores de MP3, entre outros.

Conhecidos também como gizmos (pronúncia inglesa: /ˈgɪzmoʊ/), possuem um forte apelo de inovação em tecnologia[2] , sendo considerados como tendo um design mais avançado ou tendo sido construído de um modo mais eficiente, inteligente e incomum.

Na Internet ou mesmo dentro de algum sistema computacional (sistema operacional, navegador web ou desktop), chama-se widget, mas vezes também chama-se de gadget algum pequeno software, pequeno módulo, ferramenta ou serviço que pode ser agregado a um ambiente maior. No site iGoogle, por exemplo, é possível que seja adicionado alguns dos muitos gadgets disponíveis. O Google Desktop, o Mac OS X, o KDE e o Gnome, o Windows 7), são ambientes que aceitam alguns tipos de gadgets específicos, acrescentando funcionalidades ao desktop [3] do sistema.

Os Gadgets têm função social de status (além da lógica finalidade do aparelho), quando se tratam de equipamentos ostensivos. Na medida a que se referem, em sua maioria, a equipamentos de ponta e por muitas vezes com preços elevados, a gíria Gadget é referência de produto tecnológico para poucos, embora seja usada de forma genérica quando se trata de software.

Além de seu mencionado uso como gíria tecnológica, cabe pontuar que o termo "gadget" ganha contornos específicos no campo da Psicanálise quando, na segunda metade do século XX, o psicanalista francês Jacques Lacan passa a dele fazer uso para referir-se aos objetos de consumo produzidos e ofertados como se fossem "desejos" pela lógica capitalista - na qual estão agregados o saber científico e as tecnologias em geral. Dentre estes gadgets, diz Lacan, encontram-se os "sujeitos-mercadorias", aqueles que incorporam de forma um tanto psicótica uma atitude de objetos de consumo breve e que, por isso, investem suas energias em provar-se "consumíveis" ou "desejáveis" aos olhos de eventuais parceiros ou do mercado, o grande senhor contemporâneo. Pela perspectiva lacaniana estes sujeitos-mercadoria não são de fato sujeitos, já que consomem "objetos" e ofertam-se ao consumo por "objetos", não ao estabelecimento de laços sociais.

Durante a Segunda Guerra Mundial[4] a expressão "The Gadget" foi usada para referir-se à bomba atômica na sua primeira explosão[5] , em caráter de teste, ocorrida no dia 16 de julho de 1945, no deserto Jornada Del Muerto, no Novo Mexico. Essa explosão marca o início da era atômica.

O projeto do teste recebeu o codinome de Trinity e foi parte de um projeto maior, iniciado em 1939 e terminado em 1946, denominado Projeto Manhattan, que culminou com a explosão das bombas no Japão.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. Definição de gadget por The Free Dictionary, com sua respectiva tradução para o português
  2. [1] - Apresentação do gadget com a nova interface gestual criada por Pranav Mistry.
  3. [2] - Microsoft Windows Desktop Sidebar Gadget.
  4. [3] - Wikipédia: Segunda Guerra Mundial
  5. [4] - By Kathryn Westcott, BBC News - The day the world lit up.
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