Gahambars

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Os Gahambars são festivais celebrados seis vezes ao longo do ano pelos zoroastrianos, o primeiro abrindo o ano e os outros no meio das estações, marcando o encontro do ser humano com as mudanças da natureza.

Os festivais[editar | editar código-fonte]

Hamaspathmaidhaya - Equinócio Vernal[editar | editar código-fonte]

Acontece no primeiro dia da Primavera quando é celebrado também o Noruz, o Ano Novo. Essa data é celebrada com fogueiras, danças, uma mesa especial com brotos, ovos pintados, doces, frutos, flores, um espelho, uma romã e velas, tudo arranjado com beleza e arte.

Cada um desses elementos simboliza os frutos da terra, do trabalho humano nela realizado, a fertilidade, a beleza, a luz, os sabores, o trabalho manual e a indústria humana, os negócios, tudo aquilo que ganha novo ímpeto e qualidade no começo do ano. Essa mesa fica arrumada por treze dias, oito antes e cinco dias depois do Gâhânbar. Para quem tem pouco espaço pode se improvisar algo menor. Existe também a liberdade de se acrescentar ou retirar símbolos dela. Alguns colocam fotos de pessoas queridas, livros etc. Esse é o mais festivo dos Gâhânbars.

Tradicionalmente, termina com grande festa nas ruas ou em algum campo, com danças, partilha de pratos, palhaços etc. À beira-mar é costume se fazer, à noite, fogueiras na praia, algo como nossos luaus. Esse Gâhânbar começa oito dias antes do primeiro dia da Primavera com uma limpeza geral da casa, cerimônia em memória dos mortos acendendo-se uma vela para cada um que se quer lembrar, limpeza dos arredores e arranjo da mesa com os símbolos.

Durante os treze dias que se seguem as pessoas recebem em casa para jantares, trocam presentes e o Papai Noel zoroastriano surge com doces e brinquedos para as crianças. As casas são enfeitadas com luzes, frutos e verde. Celebra-se, então, a vida que ressurge depois do Inverno, as relações humanas e com os outros seres e os sentidos, que se deliciam com a abundância de verde e flores que surgem.

Maidhyoi-zaremaya - Meio da Primavera[editar | editar código-fonte]

Ocorre no dia 4 de novembro o leite aumenta com o surgimento dos pastos, começam as chuvas e o plantio das lavouras. É celebrado com uma refeição comunitária, danças e orações pela prosperidade das lavouras que são semeadas e a firmeza e calma das chuvas que chegam.

Nas celebrações, ainda o verde do Gâhânbar anterior, agora com o azul das chuvas, o vermelho dos frutos e o branco do leite. Para quem celebra esse Gâhânbar sozinho pode fazê-lo acendendo velas verdes e azuis colocando entre elas uma tigela com leite.

Maidhyoi-shema - Meio do Verão[editar | editar código-fonte]

Celebrado dia 3 de fevereiro, comemora as primeiras colheitas, o amadurecimento dos grãos e o preparo para receber da terra o sustento para mais um ano.

Como os outros Gâhânbars, é celebrado com uma refeição comunitária e danças. O amarelo é a cor dos enfeites. Velas amarelas e brancas são acesas e cachos de cereais, maduros ou amadurecendo, são colocados no altar, em casa e no local de reuniões. Espigas verdes (milho verde, por exemplo) e palha são arranjados nas janelas. Orações são feitas por colheitas fartas, partilha justa de seus frutos e a preservação da terra que foi usada.

Paitish-hahya - Debulha dos Grãos[editar | editar código-fonte]

Dia 16 de abril. Celebra o fim das colheitas, a fartura e a certeza de que todos serão alimentados por mais um ano. A refeição comunitária é seguida, quando possível, de uma festa ao ar livre. A refeição pode ser também substituída por um piquenique ou por uma excursão ao campo.

As cores são o dourado, o marrom e outras em tom pastel. Velas douradas são acesas e enfeites com cereais e folhagens secas ou palhas colocados nas casas e locais de reunião. Neles, pode-se colocar tomates, pimentões e cheiros-verdes, os primeiros frutos das hortas.

Orações são feitas pela partilha justa das colheitas, a recompensa generosa dos trabalhadores e o descanso da terra.

Ayâthrema - Descanso[editar | editar código-fonte]

Do dia 12 a 25 de junho se celebra a pausa de trabalho no campo, trazida pelo Inverno. O descanso da terra, a quietude das águas, o ar fresco e as noites mais longas, tudo arranjado para desacelerar as atividades humanas e reorganizar a natureza.

Celebra-se esse Gâhânbar com fogueiras, festas na roça e na cidade - as festas juninas - casamentos, comidas típicas e danças folclóricas. Época de se ir aos rios e praias, oferecer presentes e fazer doces cítricos. As cores são laranja, bege, maravilha e lilás. Velas dessas cores são acesas e as casas enfeitadas conforme o folclore da região. Orações são feitas pela saúde da terra, do ar e das águas e pelo descanso de todos os seres.

Maidhyâirya - Meio do Ano[editar | editar código-fonte]

Dia 4 de agosto. Celebra a preparação para se recomeçar o ciclo produtivo da terra. Simbolizando o estado de alerta e a organização, as pessoas buscam colocar a vida em ordem, reconciliações acontecem, um exame de consciência é feito e um balanço das condições ambientais e dos animais não humanos. Esforços são encetados no sentido de melhorar as condições de todos. A refeição comunitária é simbolicamente partilhada com plantas e animais. As cores são o rosa, limão e branco.

Todos os Gâhânbars podem ser celebrados tanto em grande estilo como na privacidade de um quarto. Nos ritos dizemos que somos indissoluvelmente um com todo o Universo, em seus aspectos materiais e espirituais, que somos corpalma e natureza, não seres superiores ou à parte. Que nisso somos mais que um ser humano supostamente único e senhor da criação, pois maiores na totalidade.

Os Gâhânbars[editar | editar código-fonte]

  • Noruz - Novo Começo
    • Hamaspathmaidhaya - Primeiro dia da Primavera
  • Semente - Primavera
    • Maidhyoi-zaremaya - 4 de novembro
  • Espigas - Verão
    • Maidhyoi-shema - 3 de fevereiro
  • Colheita - outono
    • Paitish-hahya - 16 de abril
  • Descanso - Inverno
    • Ayâthrema - 12 a 25 de junho
  • Preparação - Inverno
    • Maidhyâirya - 4 de agosto

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