Galaico-português (controvérsia)
Nota a respeito dos estudos de sociolinguística e lexicometria: Este tipo de controvérsias não é de natureza linguística, mas política. Em todas as línguas existe um equilíbrio entre diversidade e unidade, entre uma tendência centrífuga para a diferenciação e outra tendência centrípeta para a unificação, mas de um ponto de vista estritamente linguístico não existe um nível de diferenciação máxima a partir do qual se pode falar de mudança já não quantitativa, mas qualitativa e, portanto, de duas línguas e não de uma.
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[editar] Evolução da língua
[editar] Duas concepções do galego: práticas e atitudes
A controvérsia sobre o nome da língua falada na Galiza reduz-se, pois, à concepção do galego como língua autónoma ou antes como variedade do galego-português ou português. São partidários da primeira concepção as instituições oficiais, como a Real Academia Galega (RAG) e o Instituto da Língua Galega (ILG), bem como a maioria do sector cultural e todos os partidos não nacionalistas, enquanto que os partidários da segunda acionista]], são minoria.
A Associaçom Galega da Língua (AGAL) defende o reintegracionismo.
Linguistas de prestígio do mundo lusófono apoiam a postura reintegracionista, assim, Lindley Cintra na sua "Gramática do Português Contemporâneo" inclui os dialectos galegos entre os dialectos do português europeu.
[editar] Modelo de língua
Estas duas concepções da língua defendem normativas diferentes para o galego a respeito da ortografia, da morfologia, do estilo e do léxico.
Para os reintegracionistas, o modelo de língua culto que deve ter o galego é o português e, como tal, deve ser o recurso principal para a depuração e a regeneração do galego em vez de criar ex novo os recursos léxicos que lhe faltam. Esta é, para eles, a única maneira de elevar o galego à categoria de língua de cultura e língua internacional ultrapassando a categoria de "língua regional".
A postura oficial e maioritária, chamada de isolacionista pelos reintegracionistas, é que, embora se reconheça a importância do português e das outras línguas vizinhas, o modelo de língua culta do galego tem de ser construído desde dentro, de preferência a partir de recursos próprios ou criando-os quando não os fornecem as variedades dialectais, nem as medievais nem outras línguas, ou não são satisfatórios para as autoridades linguísticas. Para esta segunda concepção, esta é a melhor maneira tanto de não perder a identificação dos galego-falantes com a sua língua quanto de não produzir rejeição face à língua padrão da parte dos possíveis futuros galego-falantes ou das pessoas bilíngues.
Em ambas posturas há posições diversas, mais ou menos extremas. No reintegracionismo há pessoas ou argumentos que tendem a maximizar a importância do português, empregando vocabulário e expressões portuguesas ao falarem em galego e rejeitam formas genuinamente galegas (i. e., não poluídas pelo espanhol) que não existem em português. Por sua vez, no isolacionismo há também pessoas ou argumentos que procuram a diferenciação máxima a respeito do português e inclusive rejeitam como "lusismos" (formas não galegas) palavras que estão documentadas na literatura galega medieval e que atualmente são palavras correntes em Portugal ou no Brasil, mas não na Galiza.
Referências
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Documento sonoro: (Escutar palestra do Doutor Martinho Monteiro Santalha em que argumenta a defesa da unidade linguística galego-portuguesa -a partir do minuto- 04:09))
- AGAL
- Instituto da Lingua Galega
- Real Academia Galega
- Movimento Defesa da Língua
- Especial de Vieiros
- Questione della lingua v2
- Llengües vives
- Árvore genealógica da língua portuguesa. Instituto Camões - Setembro 2011
- Página do professor Celso Álvarez Cáccamo