Galha-branca-oceânico

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Como ler uma caixa taxonómicaTubarão-galha branco oceânico
Oceanic Whitetip Shark.png

Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Elasmobranchii
Ordem: Carcharhiniformes
Família: Carcharhinidae
Género: Carcharhinus
Espécie: C. longimanus
Nome binomial
Carcharhinus longimanus
Poey, 1861)

O Galha-branca-oceânico (Carcharhinus longimanus) é uma espécie de tubarão. Vive em zonas tropicais de águas quentes.[1] Pode chegar a medir 4 metros e pesar até 168 quilos. É uma das três espécies mais abundantes dos oceanos, junto com o tubarão-azul e o lombo-preto. Também é uma das que mais atacam humanos por engano.[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O tubarão galha-branca-oceânico é relativamente corpulento. Seu focinho é curto e arredondado. Possui dorso cinza-escuro, clareando para os flancos, e ventre branco-amarelado. As pontas da primeira dorsal, peitoral e lombo inferior da caudal são normalmente brancas. Seus dentes da maxila superior são triangulares com bordo serrilhados e os da inferior pontiagudos. Em geral medem e pesam 2,5 m e 70 Kg, respectivamente. Os filhotes nascem com aproximadamente 60 e 65 cm.[3]

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Apesar de nado lento e vagaroso, é muito ativo na procura de alimento e capaz de violenta aceleração quando excitado. Normalmente solitário, é visto em grupos somente quando há abundância na oferta alimentar, composta por peixes oceânicos e raias e, raramente, aves, crustáceos, lulas e tartarugas. Como toda espécie oceânica, é um animal oportunista e precisa aproveitar-se das poucas ocasiões em que lhe aparecem potenciais presas. Em caso de muita fome pode se alimentar de carniça e até de lixo.[1] Ele na maioria das vezes comia as vitimas de várias embarcações afundadas no fundo dos rios e oceanos.

Interação com outras espécies[editar | editar código-fonte]

No Pacífico, o galha-branca-oceânico muitas vezes assume um comportamento atípico de associação com baleias-piloto. Suspeita-se que essa associação esteja relacionada à alimentação, pois essas baleias são exímias na localização de cardumes e lulas.[1]

Ataques a seres humanos[editar | editar código-fonte]

Nos raros momentos de contato com o homem seu comportamento é quase sempre de indiferença, não apresentando nenhum medo. No entanto, esta espécie tem sido, através da história, apontada como "devoradora de homens" após desastres em alto mar. Com muita frequência é a primeira espécie a ser encontrada nas imediações após acidentes com aeronaves e embarcações com vítimas. Na Segunda Guerra Mundial o vapor Nova Escócia foi torpedeado por um submarino alemão e afundou na costa da África do Sul. Dos, aproximadamente, mil homens a bordo, apenas 192 sobreviveram e, segundo os testemunhos, instalou-se um frenesi alimentar por parte dos galha-brancas no local devorando, assim, as vítimas.[2]

Referências

  1. a b c Leonard J. V. Compagno. Sharks of the World: An annotated and illustrated catalogue of shark species known to date. [S.l.]: Food and Agriculture Organization of the United Nations, 1984. 484–86, 555–61, 588 pp.
  2. a b A. J. Bass, J. D. D'Aubrey and N. Kistnasamy, Sharks of the east coast of southern Africa. 1. The genus Carcharhinus (Carcharhinidae), 1973, Oceanographic Research Institute, Durban
  3. Cathleen Bester. Oceanic Whitetip Shark Florida Museum of Natural history. Página visitada em 22 July de 2006.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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