Galiza
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| Galiza Galicia, Galiza |
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| Hino: Queixumes dos Pinos | |
| Hoc hic misterium fidei firmiter profitemur | |
| Capital | Santiago de Compostela |
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| Gentílico | galegos ou galicianos (ver nome) |
| Províncias | A Corunha, Lugo, Ourense, Pontevedra |
| Idioma oficial | Galego e castelhano |
| Festividade | 25 de Julho (Dia da Galiza) |
| Estatuto de Autonomia | 28 de Abril de 1981 |
| ISO 3166-2 | Nenhum |
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| Presidente | Alberto Núñez Feijóo (PP) |
| Junta da Galiza | |
| Comunidades autónomas da Espanha |
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A Galiza (em galego, Galiza ou Galicia, em castelhano Galicia; no Brasil também se utiliza Galícia, adaptação da forma castelhana. Ver secção "nome") é uma comunidade autónoma situada no noroeste de Espanha, ao norte de Portugal, com estatuto de nacionalidade histórica.
É formada pelas províncias da Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra. Geograficamente, limita-se ao norte com o mar Cantábrico, ao sul com Portugal, a oeste com o oceano Atlântico e a leste com o Principado das Astúrias e Castela e Leão (províncias de Zamora e de Leão).
À Galiza pertence o arquipélago das ilhas Cíes, o arquipélago de Ons, e o arquipélago de Sálvora, assim como outras ilhas como Cortegada, Arousa, as Sisargas, ou as Malveiras.
Galiza possui cerca de 2,78 milhões de habitantes (2008), com uma densidade demográfica que aglomera maior na faixa entre Ferrol e Vigo. Santiago de Compostela é a capital da Galiza com um estatuto especial, dentro da província da Corunha.
O hino da Galiza, Os Pinos, elaborado por Eduardo Pondal, se refere à Galiza como a nação de Breogán, herói celta. O Estatuto de autonomia, em seu primeiro artigo, define a Galiza como uma nacionalidade histórica.[1]
Índice |
[editar] História
[editar] Pré-historia
Devido o caráter ácido do solo galego, é incomum a conservação de restos orgânicos e inorgânicos.[carece de fontes] Todavia, no reservatório de Cova de Eirós foram preservados restos de animais e líticos dos neandertais até o médio Paleolítico, graças a seu ambiente básico. Também existem outras reservas do Médio Paleolítico no Baixo Miño e na depressão de Orense.
[editar] Cultura megalítica
A primeira grande cultura claramente identificada, se caracterizava por sua capacidade construtora e arquitetônica, junto com seu sentido religioso, fundamentado no culto aos mortos como mediadores entre o homem e os deuses.
Diz-se que a sociedade estava organizada num tipo de estrutura de clãs. Da época do megalítico depõe milhares de túmulos[2] estendidos por todo o território, em seu interior estes túmulos escondiam una câmara funerária de dimensões maiores ou menores, edificada com brames de pedra, conhecidas como dólmen.
[editar] Cultura celtiga castreja
Período de tempo da chegada dos celtas e assentamento assim coma fortificaçom nos seus castros
Floresceu na segunda metade da Idade de Ferro, resultado da fusão da cultura da Idade de Bronze e outros contributos posteriores, coexistindo em parte com a época romana. Os celtas trouxeram novas variedades de gando, o cavalo domesticado e provavelmente o centeo.
O primeiro povo celta que invade Galiza é o dos Saefes, no século XI a.C. Submeterá ao Oestrymnio, mas este influirá no primeiro sobretudo no eido da religião, da organização política e das relações marítimas com Bretanha e Inglaterra. O seu carácter eminentemente guerreiro fixo que Estrabón dissera deles que eram os mais difíceis de vencer de toda Lusitania. Cómpre dizer que a província romana da Gallaecia própria dos galaicos ainda não estava constituída política e administrativamente.
Os castros são recintos fortificados de forma circular, provistos de um ou vários muros concéntricos, precedidos geralmente do seu correspondente foxo e situados, os mais deles, na cimeira de colina e montanhas. Entre os castros de tipo costeiro destacam o de Fazouro, Santa Trega, Baronha e O Neixón. No interior podem mencionar-se os de Castromao e Viladonga. Comum a todos eles é o facto de que o homem se adapta ao terreno e não ao contrário.
[editar] Século XIX
Até ao século XIX, a Galiza estava dividida em sete províncias: Mondonhedo, Lugo, Ourense, Tui, Santiago, Corunha e Betanços. Desde essa época, as províncias foram reduzidas a apenas quatro.
Tinha órgãos de governo próprios, sendo eles, a Junta da Galiza ou Xunta de Galicia (em galego) e o Parlamento Galego.
Portugal foi um destino migratório para muitos galegos, desde o tempo da reconquista.[3]
[editar] Política
Número de deputados no Parlamento de Galiza, em 2009:
- Partido Popular de Galiza (PPdG): 38 deputados
- Partido Socialista da Galiza (PSdG): 25 deputados
- Bloco Nacionalista Galego (BNG): 12 deputados
Número de votos das forças políticas com representação parlamentar nas eleições (19. julho 2005):
- Partido Popular de Galiza (PPdG): 756.202
- Partido Socialista da Galiza (PSdG): 555.246
- Bloco Nacionalista Galego (BNG): 311.839
Número de votos das forças políticas sem representação parlamentar:
- Esquerda Unida (coligação que inclui ao PCG, Partido Comunista da Galiza): 12.042
- NÓS-UP (independentista de esquerda): 1.749
[editar] Nacionalidade galega
Actualmente, o Estatuto de Autonomia de Galiza define a Galiza como "nacionalidade histórica". Os dois partidos que acordaram um governo de coligação (bipartido, PSdeG-PSOE e BNG) consideram urgente realizar um novo estatuto de autonomia regional e ambos defendem a consideração da Galiza como nação diferenciada no estado espanhol, tal como expuseram publicamente no chamado debate da investidura, em que foi eleito presidente Emilio Perez Touriño (PSdG).
A "Defesa da Nacionalidade" foi assinada em público (Pacto de Governo), após o acordo de coligação.
[editar] Geografia
A Galiza divide-se em quatro províncias: Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra. Sua capital é a cidade de Santiago de Compostela, na província da Corunha.
Além da divisão provincial, a Galiza também subdivide-se em comarcas e concelhos (ver comarcas da Galiza e concelhos da Galiza)
As cidades mais populosas são: Vigo (293.000 habitantes), Corunha (243.000), Ourense (108.000), Lugo (93.000), Santiago de Compostela (93.000), Pontevedra (81.000) e Ferrol (76.000) Área: 29.575 km². População aproximada: 2.760.000 milhões.
A densidade total da população é 93,8 habitantes por quilômetro quadrado.
[editar] Cultura
[editar] Língua
A língua galega é a língua própria da Galiza, e assim foi reconhecida legalmente no seu Estatuto de Autonomia, tornando-se uma das suas línguas oficiais. A outra língua oficial é o castelhano, língua alheia ao território e imposta por diversas causas políticas que remontam à Idade Média. Além disso, em várias comarcas de Leão e Astúrias, que limitam com o oriente da Galiza, fala-se também galego. Estas comarcas, separadas da Galiza administrativa no século XVIII, são reivindicadas por uma parte do nacionalismo galego como pertencente à nação galega.
[editar] Disputa linguística
Não existe consenso quanto à relação entre a língua galega e a língua portuguesa. A postura oficial na Galiza afirma a total distinção entre ambas línguas, não havendo nenhuma menção desta semelhança no Estatuto autonômico, o qual prevê apenas a Real Academia Galega como competente para determinar a normativa da "língua própria" da Galiza. Porém no atual acordo ortográfico (2003) é feita uma referência ao português[4] como critério utilizado à hora de elaborar a norma.
No entanto, existe na Galiza um movimento reintegracionista, que defende a tese de que a língua portuguesa e o galego nunca se separaram realmente, sendo variantes da mesma língua, tal como podem ser o português de Portugal e o português brasileiro. Denominam à variante da Galiza como galego, galego-português, portugalego ou português da Galiza.
[editar] Nome
Em galego os nomes oficiais são Galiza e Galicia, esta última forma considerada maioritária e preferente pela Real Academia Galega e também usada em castelhano. A Real Academia Galega e o Instituto da Língua Galega admitiram Galiza e Galicia na sua normativa de concórdia do verão de 2003. A Associação Galega da Língua, pertencente ao movimento reintegracionista, admite apenas Galiza.
No Brasil, diversas obras utilizam o termo "Galícia", inclusive dicionários e enciclopédias tais como o Minidicionário Antônio Olinto[5], o Minidicionário Soares Amora[6], o Minidicionário Sacconi[7], o Dicionário Silveira Bueno[8], a Grande Enciclopédia Larousse Cultural[9], a Enciclopédia Geográfica Universal[10] e o Dicionário Houaiss, de Antônio Houaiss. Este último utiliza tanto "Galiza" como "Galícia" no seu verbete sobre o gentílico "galiciano", não o citando, porém, no verbete "galego", em que aparece apenas a forma vernácula "Galiza".
Todavia, obras como o Dicionário de Questões Vernáculas de Napoleão Mendes de Almeida ou A imprensa e o caos na ortografia de Marcos de Castro, afirmam com veemência a condição de barbarismo que representaria o uso do termo Galícia em detrimento do vernáculo Galiza. Outras obras, como o Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado nem mesmo registram o referido termo, cujo uso, segundo alguns autores, teria sido disseminado no Brasil como adaptação do topônimo castelhano Galicia, por uma possível influência dos numerosos imigrantes galegos que chegaram ao país[11].
[editar] Clubes de futebol
Salientam-se as equipas que jogaram na Primeira Divisão espanhola ou jogaram finais da Copa do Rei: o Real Club Deportivo de La Coruña, o Real Club Celta de Vigo, a Sociedad Deportiva Compostela, o Pontevedra Fútbol Club e o Racing Club de Ferrol.
[editar] Curiosidades
Em muitas regiões do Nordeste do Brasil, galego é o termo mais popular para identificar pessoas com aparência Norte-Européia, tal como o vocábulo "alemão" e "russo" são usados em São Paulo. Isso ocorre principalmente porque no Nordeste os alemães não marcaram tanta presença, e portanto durante o período colonial, as pessoas mais claras eram majoritariamente de Portugal do Norte e da fronteira Galega, que foi excluída das grandes navegações espanholas (para tentar evitar o separatismo da nação Suevo-galego-norte-portuguesa) e provavelmente mandou muitos de seus filhos ao Brasil durante o período colonial, sendo quase impossível determinar quantos brasileiros possuem ao menos um ancestral galego hoje em dia.
Referências
- ↑ Estatuto de Autonomia de Galicia (em português). Artigo 1: «Galiza, nacionalidade histórica, se constitui numa Comunidade Autônoma para acessar a seu autogoverno de conformidade com a Constituição Espanhola e com o presente Estatuto, que é sua norma institucional básica».
- ↑ www.ctv.es. As origens do assentamento humano, pág. 23.
- ↑ Imigração de galegos no Norte de Portugal (1500-1900)
- ↑ pg6. ponto4(...) nomeadamente no referido aos ámbitos científico e técnico, o portugués será considerado recurso fundamental (...) in http://www.xunta.es/linguagalega/arquivos/normasrag.pdf
- ↑ Minidicionário Antônio Olinto da Língua Portuguesa, 2ª ed. São Paulo, Moderna, 2001
- ↑ Minidicionário Soares Amora da Língua Portuguesa, 17ª ed. São Paulo, Saraiva, 2003.
- ↑ Minidicionário Sacconi da Língua Portuguesa, 2ª ed. São Paulo, Educacional, 2007
- ↑ Dicionário Global Escolar Silveira Bueno da Língua Portuguesa, 2ª ed. São Paulo, Global, 2007
- ↑ Grande Enciclopédia Larousse Cultural. São Paulo, Nova Cultural, 1998.
- ↑ Enciclopédia Geográfica Universal. São Paulo, Globo, 1996.
- ↑ Chacon, Vamireh. A grande Ibéria: convergências e divergências de uma tendência. UNESP, 2005. http://books.google.com/books?id=ObWmJKzsJWMC&dq=galicia+espanha&lr=lang_pt&num=100&as_brr=0&ei=aqqYSOeiNoj2jgHuy8DHCg
[editar] Ver também
- Estatuto da Galiza
- Parlamento da Galiza
- Literatura galega
- Música galega
- Galécia
- Bandeira da Galiza
- Brasão de armas da Galiza
- Televisión de Galicia
- Portugaliza
- Povo galego
