Galípoli

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Península de Galípoli.
Mapa da península de Galípoli.

Galípoli, Galípolis ou Gallipoli (em turco: Gelibolu) é o nome de uma península e de uma cidade no noroeste da Turquia, na parte europeia. O nome deriva do grego Kallipolis, significando "Cidade bonita". A península de Galípoli (Gelibolu Yarimadasi) é banhada pelo Mar Egeu a oeste e pelo estreito de Dardanelos e mar de Mármara a leste.

Nesta península teve lugar a célebre campanha de Galípoli durante a Primeira Guerra Mundial.

A campanha de Galípoli[editar | editar código-fonte]

Na Austrália e Nova Zelândia, Galípoli é o nome dado à campanha aliada na península durante a Primeira Guerra Mundial, mais conhecida no Reino Unido como a Campanha de Dardanelos, e na Turquia como a Batalha de Çanakkale. Tratou-se de uma tentativa dos aliados de avançar pelo estreito de Dardanelos e tomar Constantinopla. Em 25 de abril de 1915, as forças armadas da Austrália e da Nova Zelândia (Australian and New Zealand Army Corps, ANZAC) desembarcaram em uma pequena baía na ponta oeste da Península (hoje denominada oficialmente Garganta de Anzac). A campanha terminou em desastre, com os Anzacs sendo evacuados em 19 de dezembro de 1915. Houve em torno de 180 000 mortos aliados e 220 000 mortos do lado turco. Essa campanha tornou-se um "mito fundador" tanto para a Austrália quanto para a Nova Zelândia, e o Anzac Day ainda é comemorado como feriado nos dois países. Diversas lembranças da campanha de Galípoli podem ser vistas no museu do Memorial de Guerra Australiano em Camberra, na Austrália.

A campanha de Galípoli também deu um impulso à carreira de Mustafa Kemal, um comandante desconhecido do exército turco que ultrapassou sua autoridade e desobedeceu ordens a fim de conter o avanço aliado e, eventualmente, fazê-los recuar. Mustafa Kemal, que trocou seu nome para Kemal Atatürk, tornou-se o fundador do Estado Turco moderno após o colapso do Império Otomano.

Mustafa Kemal, presidente-fundador da República da Turquia, falando nesta condição 19 anos depois da campanha, ele prestou uma homenagem a seus antigos inimigos em famoso discurso, mais tarde citado em um monumento da Angra de ANZAC, e que serve de epitáfio apropriado aos homens que não sobreviveram a batalhas:

"... Esses herois que derramaram seu sangue e perderam suas vidas.. agora vocês jazem no solo de um país amigo. Portanto, descansem em paz. Não há diferenças entre os Johnnies e os Mehmets supultados lado a lado neste nosso país. As senhoras mães que para cá mandaram seus filhos de países distantes, enxuguem suas lágrimas. Seus filhos agora repousam no nosso seio e estão em paz. Ao perder a vida nesta terra, eles se tornaram nosso filhos.."[1]

Referências

  1. Citado em Stephen Kinzer, Crescent and Star , 2001

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]


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