Galvão Bueno

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Galvão Bueno
Nascimento Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno
21 de julho de 1950 (61 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Ocupação Narrador, radialista e apresentador esportivo
Cargo Narrador e apresentador
Cônjuge(s) Lúcia Ferro Costa (1972-não determinado)
Desirée Soares Galvão Bueno (2000-presente)
Filho(s) Carlos Eduardo Santos Galvão Bueno Filho, Paulo Eduardo Ferro Costa Galvão Bueno, Letícia Ferro Costa Galvão Bueno, Luca Soares Galvão Bueno
Etnia Caucasiano
Nacionalidade  Brasileiro
Trabalhos notáveis Rede Globo de Televisão

Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, mais conhecido como Galvão Bueno (Rio de Janeiro, 21 de julho de 1950), é um narrador, radialista e apresentador esportivo brasileiro. Atualmente, Galvão trabalha para a Rede Globo. Ele é muito conhecido por narrar para brasileiros momentos relevantes do esporte nacional, como o tetracampeonato e o pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira de Futebol, os títulos mundiais de Fórmula 1 e o acidente fatal do piloto brasileiro Ayrton Senna, além de vários Jogos Olímpicos da era moderna.

Índice

[editar] Biografia

Começou a carreira no rádio paulista em 1974, depois de trabalhar numa fábrica de materiais plásticos. Trabalhou na TV Gazeta, na Rede Record e na Rede Bandeirantes. Seu primeiro trabalho na Rede Globo foi a narração da partida entre o Clube de Regatas Flamengo e o Club Jorge Wilstermann, da Bolívia, pela Copa Libertadores da América de 1981. No ano seguinte, já estava cobrindo sua primeira Copa do Mundo e, logo após o Mundial realizado na Espanha, tornou-se o narrador titular na emissora, com a saída de Luciano do Valle para a TV Record.

Em 1992, Galvão deixou a Rede Globo para atuar em outra rede de televisão, a Rede OM (atual CNT), com sede no estado do Paraná, sempre na locução esportiva, na época em que aquela rede se lançava no sentido de alcançar a liderança nacional no segmento. Apesar de algum sucesso nas transmissões da Copa Libertadores da América daquele ano, o projeto não emplacou como se esperava, e no ano seguinte ele estava de volta à Globo.

A partir daí, como principal narrador da emissora, atuou nos grandes momentos do esporte nacional, como as copas do mundo de 1994 e de 2002 - vencidas pela Seleção Brasileira de Futebol, os títulos mundiais e o acidente fatal de Ayrton Senna, além de vários jogos olímpicos. Nos últimos anos, já consagrado, Galvão passou a apresentar o programa Bem, Amigos, no canal de televisão a cabo SporTV, e o quadro Na Estrada, exibido pelo Esporte Espetacular.

Ao mesmo tempo em que é considerado por seus admiradores um ícone da locução esportiva brasileira, Galvão Bueno é criticado pela visão ufanista com que narra qualquer esporte em que o Brasil esteja participando. São frequentes as ofensas de torcidas brasileiras de futebol ao locutor em jogos em que está presente. Durante a final de basquetebol dos Jogos Panamericanos de 2007, entre aplausos para Oscar Schmidt e Hortência, mais uma vez o locutor foi motivo de escárnio dos torcedores.

Dentre as suas paixões esportivas, destacam-se o basquete e o automobilismo, este último herdado por seus filhos Cacá Bueno e Popó Bueno, ambos pilotos da categoria Stock Car.[1]

A par das atividades esportivas, ele é criador de gados Red Angus no norte do Paraná e é o titular da ABGB - Associação Beneficente Galvão Bueno, dirigida por sua mãe Mildred Galvão Bueno, atual presidente da Provopar - Programa de Voluntariado no Paraná, seção de Londrina. Também é um dos sócios da franqueadora da rede de lanchonetes Burger King no Brasil [2]

Atualmente casado com a empresária do setor de modas, Desirée Soares,[3][4] de Londrina.[5][6][7]

Após a partida final da Copa de 2010, Galvão Bueno anunciou que esta copa realizada na África do Sul foi a última que ele trabalhou fora do Brasil e que a próxima copa que será realizada no Brasil em 2014 será a sua última,[8] pois se aposentaria após o evento.[9]

[editar] "Cala a boca Galvão"

Durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo FIFA de 2010, transmitida no Brasil pela Rede Globo com apresentação de Galvão Bueno e Fátima Bernardes, a expressão "Cala a boca Galvão" começou a se espalhar rapidamente pelo Twitter por internautas insatisfeitos com os comentários do locutor.[10] Depois que a frase entrou para a lista de tópicos mais comentados no Twitter por brasileiros, passou a ser utilizada como piada e forma de protesto contra Bueno.[11]

A reação internacional de não falantes de português foi geralmente confusa, enquanto brasileiros respondiam a seus questionamentos alegando que a expressão fazia parte de um movimento para salvar uma suposta ave em perigo de extinção no país.[12]

A farsa alcançou proporções globais quando artigos em diferentes idiomas começaram a ser publicados com explicações sobre a piada, de blogs a jornais respeitados como El País [13] e The New York Times, [14] enquanto o assunto continuava a figurar entre os tópicos mais comentados do Twitter.[15]

Referências

[editar] Ligações externas

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