Gandalf

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Gandalf, O Cinzento/ Gandalf, O Branco
Personagem da Terra Média
Gandalf, o Cinzento. Arte de John Howe.
Gandalf, o Cinzento. Arte de John Howe.
Raça Maiar
Divisão Ainur
Família Istari
Tiítulos O Branco, O Cinzento
Outros Nomes Olórin, Mithrandir, Tharkûn, Incánus
Arma Glamdring, Narya, o Anel de Fogo e Cajado Istari
Data de Nascimento Criado antes da formação de Arda na Ainulindalë, foi para a Terra Média no ano 1000 da 3ª Era do Sol
Data de Falecimento Imortal, retornou para Aman no ano 3021 da 3ª Era do Sol
Primeira aparição
em Livro
Em O Hobbit Como Gandalf
Primeira aparição
em Filme
O Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel (Em 2001)
Intérprete Ian McKellen
Personagems Criados por J.R.R. Tolkien

Gandalf ( /ˈɡændɑːlf/), por vezes Gandalf, o Cinzento ou Gandalf, o Branco é um personagem fictício das obras do autor e filólogo britânico J. R. R. Tolkien. Gandalf é um Mago Istari, pertencente à raça dos Maiar, espírito angelical do mundo tolkienano, e costumava andar com Nienna com quem aprendeu a paciência e a compaixão (Silmarillion), mas diz-se que era conselheiro de Irmo Lórien. Foi à Terra Média para ser um dos conselheiros dos homens e impedir que a escuridão voltasse.[1]

Durante a Terceira Era da Terra-Média, foi realizada uma reunião entre os Valar em Aman sobre o que fazer com relação a Terra-Média, pois os Valar ainda se preocupavam com o destino de Arda. A conclusão da reunião foi enviar seres de sua elevada ordem para combater na Terra-Média. Só que estes não poderiam se apresentar na sua forma de poder e esplendor que apresentam em Valinor, teriam que ir em corpos mortais. Foram então selecionados cinco Maiar para a viagem. Como líder foi escolhido Curunnír, conhecido por Saruman, sendo este o primeiro a desembarcar nos Portos Cinzentos. Além deste, outros dois "magos", Alatar e Pallando, ou Magos Azuis, também desembarcaram. Por Yavanna, foi enviado um que chamavam de Radagast, e Manwë escolheu Olórin, Mithrandir para os elfos e Gandalf para os homens, pois possuía muita estima por este. Gandalf foi o último a desembarcar, e Círdan, Senhor dos Portos, logo percebeu que ele deveria ser o mais importante e lhe entregou o Anel de Fogo, Narya para que Gandalf fosse seu novo guardião.

O personagem aparece em todas as obras de Tolkien relacionadas ao mundo de Arda, incluindo O Hobbit (1937), The Fellowship of the Ring (1954), The Two Towers (1954), The Return of the King (1955), O Silmarillion (1977) e Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média (1980).

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Depois de chegarem à Terra-Média, cada Istari (criaturas de grande poder descendente do grande Aman, que agem como protetores e conselheiros dos povos da Terra Média) seguiu sua missão conforme melhor lhe pareceu, mas Gandalf foi o único a se manter fiel a ela durante todo o tempo em que esteve na Terra-Média. Todas as suas viagens e pesquisas estavam centradas no objetivo de conseguir informações sobre uma forma de derrotar Sauron.

No ano do Condado de 2941, Thorin Escudo de Carvalho, Rei dos Anões no exílio, é procurado por Gandalf com a intenção de montar uma expedição para recuperar o tesouro dos Anões e o Reino Sob a Montanha que ficava em Erebor, a Montanha Solitária. Esses haviam sido tomados por Smaug, o último dos grandes dragões da Terra-Média. Gandalf concorda em ajudá-lo e planeja a expedição a Erebor com uma equipe composta por ele, Thorin, 12 outros anões e um hobbit chamado Bilbo Bolseiro. O grupo alcança com sucesso em seu objetivo e recupera o tesouro dos anões e O Reino Sob a Montanha. Além disso, Smaug é morto pela flecha negra de Bard. Dessa forma, Gandalf consegue seu maior intento que era eliminar um grande inimigo que poderia ser usado por Sauron durante a Guerra do Anel. Durante a viagem até Erebor, Bilbo se apossa do Um Anel. Esse havia sido feito por Sauron para dominar os outros Anéis que haviam sido dados aos Homens, aos Elfos e aos Anões. O Anel estava com a criatura Gollum, dentro das Montanhas Sobrias. Bilbo acha o Anel perdido no chão e depois conquista o direito de sair da toca da criatura Gollum após ganhar um jogo de adivinhações proposto pela própria criatura. Gollum não admite perder o jogo e planeja matar Bilbo que foge com o auxílio do Anel que dá a invisibilidade ao usuário. Bilbo carrega o Anel consigo durante toda a viagem e depois também de volta ao Condado e permanece com ele durante 60 anos.

Desde que chegou à Terra-Média, Gandalf sempre teve um interesse especial pelos Hobbits por achar que "eles eram feitos de um material mais resistente do que aparentavam". Os acontecimentos narrados em O Hobbit e em O Senhor dos Anéis provaram que ele estava correto.

No ano do Condado de 3001, Bilbo realiza sua festa de despedida pois tem a intenção de ir passar seus últimos anos em Valfenda junto com Elrond e os outros elfos. Após a festa, Gandalf convence Bilbo a deixar o Anel para seu sobrinho Frodo. Gandalf havia descoberto que o Anel que Bilbo carregava era o Um Anel de Sauron e após contar sua história para Frodo esse se oferece para levá-lo até Valfenda, onde será decidido o que será feito dele.

Gandalf tem participação decisiva no Conselho de Elrond que decidiu o destino do Anel. Sua opinão de que a única solução era a destruição do Um foi aceita por todos. Ele então lideraria uma comitiva que levaria o Anel e Frodo que se ofereceu mais uma vez para levá-lo até a Montanha da Perdição para ser lançado na lava. Essa seria a única forma de destruir o Anel.

Enquanto Gandalf conduzia a Comitiva do Anel, ele se deparou, em um dos salões dos Anões de Moria, com um Balrog, para nós um demônio do mundo antigo (uma referência a Primeira Era) que eram os maiores servos de Morgoth (Melkor), o antigo senhor de Sauron. Travando uma curta luta, ele acaba caindo juntamente com o seu adversário na escuridão de Khazad-Dûm (Khazad-Dûm é como os anões chamam Moria, em seu idioma (Khuzdûl). Eles lutam até caírem nas profundezas da montanha, que possuía um grande lago. Sem ter para onde ir, Gandalf se agarrou ao calcanhar do Balrog, e este encontrou umas fendas criadas por criaturas muito primitivas e foi subindo pela Escada Interminável até a Torre de Dúrin, no pico mais alto das Montanhas Sombrias, onde Gandalf tornou a lutar com ele até derrotá-lo. No entanto, a exaustão fez com que o mago morresse em seguida, indo para os Salões de Mandos, e o Vala (espírito "angelical" superior) permite a Gandalf que volte em um mesmo corpo para cumprir com a sua missão na Terra-média. Renasce, então, e é levado por Gwaihir, Senhor dos Águias, até Lothlórien, onde Galadriel manda seus elfos o vestirem de branco, tornando-se Gandalf, o Branco.

O mago branco é, por excelência, o líder da ordem dos Istari, os magos. O antigo mago branco, Saruman, senhor de Orthanc foi corrompido pelo desejo de possuir o Um anel. Então Gandalf, o Branco, quebrou-lhe o cajado, impedindo-o de usar seus poderes, em Orthanc em companhia do Rei Théoden de Rohan.

Após uma luta épica, Sauron é derrotado. Depois da derrota de Sauron, Gandalf volta a Valinor, para onde leva Bilbo e Frodo, "doentes" por terem portado o Um Anel. Dizem que também Samwise Gamgee, o escudeiro e amigo fiel de Frodo partiu para Valinor no último navio Noldor junto com Círdan, Senhor dos Portos Cinzentos.

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Adaptações[editar | editar código-fonte]

Nas dramatizações da BBC Radio, Gandalf foi dublado por Norman Shelley em O Senhor dos Anéis (1955-1956), Carvic Heron em O Hobbit, de 1968, Bernard Mayes em O Senhor dos Anéis (1979) e Sir Michael Hordern em O Senhor dos Anéis, de 1981.

John Huston dublou Gandalf nos filmes de animação The Hobbit (1977) e The Return of the King (1980) produzidos pela Rankin/Bass. William Squire dublou Gandalf no filme de animação O Senhor dos Anéis (1978), dirigido por Ralph Bakshi. Gandalf foi retratado por Vesa Vierikko na minissérie de televisão finlandesa Hobitit (1993).

Sir Ian McKellen interpretou Gandalf na trilogia cinematográfica O Senhor dos Anéis (2001-2003) dirigida por Peter Jackson, embora Sean Connery também tivesse se oferecido para o papel[2] e McKellen nunca tinha lido nenhum dos trabalhos de Tolkien.[3] A maquiagem e figurinos foram baseados em desenhos de John Howe e Alan Lee. De acordo com Jackson, McKellen personificou Tolkien no papel.[4]

Ouvimos gravações de áudio de Tolkien lendo trechos de O Senhor dos Anéis. Vimos algumas entrevistas da BBC com ele — há algumas entrevistas com Tolkien —, e Ian baseou seu desempenho em uma imitação de Tolkien. Ele estava literalmente baseando Gandalf no autor. Ele parece o mesmo, ele usa os padrões de fala e seus maneirismos nascem da mesma rugosidade da filmagem de Tolkien. Assim, Tolkien seria reconhecido no desempenho de Ian.

Pelo primeiro filme, McKellen foi indicado para o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.[5] Ele reprisou seu papel no filme The Hobbit: An Unexpected Journey, de 2012, e vai retratar o personagem em suas duas sequências, The Hobbit: The Desolation of Smaug e The Hobbit: There and Back Again.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. The Letters of J. R. R. Tolkien. 1981.
  2. Saney, Daniel (1º de agosto de 2005). 'Idiots' force Connery to quit acting (em inglês). Digital Spy. Página visitada em 22 de dezembro de 2013.
  3. McKellen doesn't get tired of playing Gandalf (em inglês). RTE (13 de dezembro de 2013). Página visitada em 22 de dezembro de 2013.
  4. Ryan, Mike (02 de dezembro de 2012). Peter Jackson, 'The Hobbit' Director, On Returning To Middle-Earth & The Polarizing 48 FPS Format (em inglês). The Huffington Post. Página visitada em 22 de dezembro de 2013.
  5. McIntyre, Gina (14 de dezembro de 2012). ‘Hobbit’: Ian McKellen,Tolkien guardian, acting wizard (em inglês). Los Angeles Times. Página visitada em 22 de dezembro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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