Gandhi (filme)
| Gandhi | |
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| Gandhi (PT/BR) | |
| Pôster de divulgação | |
1982 • cor e P&B • 188 min |
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| Produção | |
| Direção | Richard Attenborough |
| Produção | Richard Attenborough |
| Roteiro | John Briley Alyque Padamsee Candice Bergen |
| Elenco original | Ben Kingsley |
| Género | Biografico Drama |
| Idioma original | Inglês |
| Música | Ravi Shankar George Fenton |
| Cinematografia | Billy Williams Ronnie Taylor |
| Edição | John Bloom |
| Estúdio | Goldcrest Films |
| Distribuição | Columbia Pictures |
| Lançamento | Índia: 30 de novembro de 1982 Reino Unido: 3 de dezembro de 1982 Estados Unidos: 8 de dezembro de 1982 |
| Orçamento | US$ 22.000.0001 |
| Receita | US$ 52.767.8891 |
IMDb: (inglês) (português) |
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Gandhi é um filme britânico-indiano de 1982, do gênero drama biográfico, com direção de Richard Attenborough. O ator Ben Kingsley interpreta o papel-título.
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Gandhi [editar]
Desde o século XVIII, por meio da Companhia Inglesa das Índias Orientais, o Império Britânico passou a colonizar gradativamente o território indiano, assumindo já no século XIX, todo o controle político e consequentemente o domínio militar e cultural. A trajetória de lutas pela independência da Índia teve um importante marco com a Revolta dos Cipaios (1857), que foi sufocada pelo Imperialismo britânico. Outro grande marco de lutas pela liberdade indiana foi a propagação da política de não-violência liderada por Mahatma Gandhi.
É justamente sobre esse tema que Richard Attenborough dirige seu filme biográfico. Trata-se de um filme indicado para o Oscar em onze categorias e ganhador de oito - um drama biográfico produzido por ingleses e indianos.
O filme começa com o assassinato do grande líder e seqüencialmente com o seu cortejo fúnebre. Em flashback, volta-se ao passado, para o tempo em que o jovem advogado Gandhi encontrava-se na África do Sul. Período esse em que teve contato pela primeira vez com o regime de extrema discriminação racial - o apartheid. Acredita-se que o episódio em que fora expulso de um trem por se recusar a deixar a primeira classe, seja o “despertar de sua consciência social”, sua visão humanista e universalizante.
O diretor procura enfatizar mais elementos idealistas da política de Gandhi - elementos esses muito admirados pelo Ocidente -, do que o central de suas ideias políticas. A partir de então, começam as inúmeras manobras de desafio às autoridades britânicas em nome dos direitos civis da minoria hindu na África do Sul, contestando o sistema social baseado na desigualdade: se apropria da desobediência como instrumento para tanto. É interessante notarmos nessa questão o direcionamento dos protestos não irem além da crítica à negação ao povo hindu da cidadania naquela colônia inglesa.
No seu retorno à Índia, em 1915, cena em que tem seu primeiro contato com Jawaharlal Nehru, é ovacionado por inúmeros indianos que o aguardavam. A sua popularidade já é notória tanto entre hindus e muçulmanos, quanto para os ingleses na Índia indicando o impacto das suas campanhas de enfrentamento às políticas de dominação inglesa na África do Sul. Podemos imaginar o seu período de passagem pela colônia sul-africana como de um laboratório. Foi lá que fez uso da desobediência civil pela primeira vez, fez uso da técnica que chamou de “Satyagraha” (força da verdade) - negação à submissão da injustiça contra a obrigatoriedade de registro do povo hindu; mobilizou os trabalhadores para protestar por conquista de direitos dos indianos na África do Sul, entre algumas manifestações que evidenciaram a aplicabilidade da técnica da desobediência como instrumento de confrontação e mobilização das massas indianas.
A partir de 1915, tem contato com as figuras ativistas do processo histórico de independência indiana, o Congresso Nacional Indiano é incentivado a escrever conscientizando a sociedade hindu e muçulmana na luta pela independência. De início o notório advogado indiano ainda não estava ganho para a luta pela independência da Índia. Afirmava não conhecer a sua terra natal. Após atravessar o subcontinente indiano em viagem de trem, presencia o elevado grau de pobreza das castas mais baixas e as desigualdades inerentes à estrutura social da Índia.
Desde o início do filme, podemos observar o seu caráter conciliador: Gandhi é o elo que unificam hindus e muçulmanos no processo de libertação do domínio imperialista britânico. Não só suas ideias políticas - que alcançaram ampla mobilização de massas, até mesmo a simpatia dos trabalhadores da indústria têxtil britânica - mas sua presença personifica o cerne de suas pretensões. A suas propostas de desafio e efetivas conquistas parciais para o povo indiano desde a África do Sul delineiam uma trajetória que transitou de líder político para celebridade mundialmente reconhecida.
A política da não-agressão alcançou não só o apoio das massas, mas também a burguesia indiana e o reconhecimento internacional. No entanto, sua aplicabilidade foi pensada para a realidade daquela Índia de inícios do século XX.
O carisma de Mahatma Gandhi teve força para mobilizar as massas indianas, sendo a independência o propósito libertador que unia hindus e muçulmanos. Algo incomparável com as tentativas de pressão da Liga Muçulmana por meio de ataques terroristas. Quando dos momentos em que Mahatma Gandhi já está ativamente inserido nas lutas pela independência, este é sempre enquadrado ao lado de Pandit Nehru representando o papel deste como braço-direito do Mahatma.
Pouco a pouco, levando suas palavras motivadoras e pacifistas aos diversos povos por toda a Índia, Gandhi vai sistematicamente minando o sistema de dominação inglês: a união de hindus, siques e muçulmanos pela independência, a recusa dos camponeses em pagar os impostos, igualdade para as mulheres, a recusa à bebida alcoólica, o boicote ao tecido inglês, a marcha do sal, forçaram o Vice-rei da Índia a ceder a políticas reformadoras paulatinamente, desmoralizando a dominação inglesa. Nesse período Gandhi já sabia que a independência era questão de tempo.
Ao final, durante as conversações para o estabelecimento do Estado indiano independente, podemos verificar o início do que representaria mais tarde o maior desapontamento de Mahatma Gandhi: a divisão do país e a fundação do Domínio do Paquistão, em 1947 numa porção leste e outra à noroeste da Índia. Manter a Índia unificada entre hindus, siques e muçulmanos era uma pretensão nacionalista baseada em princípios e ideais humanistas, porém de fato seria insustentável.
O carismático Gandhi teve força para manter os povos unidos contra a dominação imperialista britânica, mas não o bastante para conter interesses conflitantes de muçulmanos e hindus. Se por um lado estava representado na fundação do Paquistão um duro golpe nos ideais nacionalistas de Gandhi, sua maior vitória está na consolidação da independência indiana, diante de uma Inglaterra desmoralizada pela incapacidade de conter as mobilizações das massas baseadas na prática da não-violência.
Outra questão a ser considerada é a divisão social hindu baseada no sistema de castas, uma casa de marimbondos que sabiamente Gandhi não ousou mexer2 .
Elenco [editar]
- Ben Kingsley .... Mohandas K. Gandhi
- Candice Bergen .... Margaret Bourke-White
- Edward Fox .... General Dyer
- John Gielgud .... Lord Irwin, Viceroy (Edward F.L. Wood)
- Trevor Howard .... juiz Broomfield
- John Mills .... Lord Chelmsford, Viceroy (F.J.N. Thesiger)
- Martin Sheen .... Vince Walker
- Ian Charleson .... reverendo Charlie Andrews
- Athol Fugard .... General Jan Christiaan Smuts
- Günther Maria Halmer .... dr. Herman Kallenbach
- Saeed Jaffrey .... Sardar Patel
- Geraldine James .... Mirabehn
- Alyque Padamsee .... Mohammed ali Jinnah
- Amrish Puri .... Kahn
- Roshan Seth .... Pandit Jawaharlal Nehru
Principais prêmios e indicações [editar]
Oscar 1983 (EUA)
- Venceu nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Ben Kingsley), melhor roteiro original, melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor figurino e melhor edição.
- Indicado nas categorias de melhor maquiagem, melhor trilha sonora e melhor som.
BAFTA 1983 (Reino Unido)
- Venceu nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Ben Kingsley), melhor ator estreante (Ben Kingsley) e melhor atriz coadjuvante (Rohini Hattangadi).
Prêmio David di Donatello 1983 (Itália)
- Venceu nas categorias de melhor filme estrangeiro e melhor produtor estrangeiro.
- Recebeu também o Prêmio David Europeu.
Golden Globe Awards 1983 (EUA)
- Venceu nas categorias de melhor ator de cinema - drama (Ben Kingsley), melhor diretor de cinema, melhor filme estrangeiro, melhor roteiro de cinema e Nova Estrela do Cinema - Maculino (Ben Kingsley).
Referências
- ↑ a b Gandhi, Box Office Information. Box Office Mojo. Página visitada em 31 de maio de 2012.
- ↑ Arts and media/Movies/Film extras. Guinness World Records. Arquivado do original em 26 de novembro de 2005. Página visitada em 31 de maio de 2012.
Bibliografia [editar]
- GUIMARÃES, Ary. O pensamento político de Gandhi. Afro-Ásia, nº 8-9 (1969).
Ligações externas [editar]
- Gandhi (em inglês) no Internet Movie Database
- Gandhi (em inglês) no Allmovie
- Gandhi (em inglês) no Rotten Tomatoes
- Gandhi no AdoroCinema
- Mahatma Gandhi
- Filmes do Reino Unido
- Filmes de drama do Reino Unido
- Filmes da Índia
- Filmes de drama da Índia
- Filmes de 1982
- Vencedores do Oscar de melhor diretor
- Vencedores do Oscar de melhor filme
- Vencedores do Oscar de melhor ator
- Filmes premiados com o Oscar de melhor roteiro original
- Vencedores do Oscar de melhor direção de arte
- Vencedores do Oscar de melhor fotografia
- Vencedores do Oscar de melhor figurino
- Vencedores do Oscar de melhor montagem
- Filmes premiados com o BAFTA
- Filmes premiados com o Globo de Ouro
- Filmes premiados com o David
- Filmes biográficos
- Filmes épicos
- Filmes baseados em casos reais
- Filmes sobre o apartheid
- Filmes em língua inglesa
- Filmes em língua híndi
- Filmes de Richard Attenborough
- Filmes ambientados na Índia
- Filmes ambientados na África do Sul
- Filmes ambientados no Reino Unido
- Filmes ambientados na década de 1890
- Filmes ambientados na década de 1900
- Filmes ambientados na década de 1910
- Filmes ambientados na década de 1920
- Filmes ambientados na década de 1930
- Filmes ambientados na década de 1940
- Filmes ambientados em 1910
- Filmes ambientados em 1922
- Filmes ambientados em 1931
- Filmes ambientados em 1940
- Filmes ambientados em 1947