Gaspar Corte Real

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Estátua do navegador Português Gaspar Corte-Real na "Terra Nova" (St. John's) oferta do Estado Português

Gaspar Corte-Real foi um navegador português, descobridor da Gronelândia.

Família[editar | editar código-fonte]

Corte-Real é o nome de uma família distinta de navegadores dos séculos XV e XVI com o nome ligado ao descobrimento da Terra Nova, cerca do ano de 1472, por João Vaz Corte-Real, navegador português que para além desta expedição organizou ainda outras viagens que o terão levado até à costa da América do Norte, explorando desde as margens do Rio Hudson e São Lourenço até ao Canadá e Península do Labrador.

Em 1474 foi nomeado capitão-donatário de Angra e a partir de 1483, também da Ilha de S. Jorge. Os seus três filhos, todos navegadores audaciosos, Gaspar Corte-Real, Miguel Corte-Real e Vasco Anes Corte-Real, continuaram o espírito de aventura de seu pai tendo os dois primeiros desaparecido depois de expedições marítimas, em 1501 e 1502 respectivamente. Vasco Anes quis ir em busca de seus irmãos mas o Rei não lhe concedeu autorização, tendo sucedido a seu pai como Capitão-Donatário.

Biografia[editar | editar código-fonte]

A 12 de Maio de 1500 D. Manuel I de Portugal doa a Gaspar Corte-Real, fidalgo da sua Casa, a capitania de juro e herdade de todas as terras e ilhas que descobrir.

Em 1500 fez a sua primeira viagem à Gronelândia, então chamada "Terra dos Corte-Reais". Partiu em 1501 numa segunda expedição ao continente americano e nunca mais voltou.

O segredo na época dos descobrimentos[editar | editar código-fonte]

À volta de 1418 o Infante D. Henrique deu vida e alento ao grande desejo dos Portugueses de procurarem fama e fortuna, descobrindo terras novas num mundo que era então vastamente desconhecido.

As outras nações, que mais tarde competiram com os portugueses na colonização, encontravam-se por essa altura ocupadas com graves problemas internos. Tomando vantagem dessa distracção, e em grande segredo, um enorme esforço foi desenvolvido que resultou na descoberta da maioria das terras do mundo pelos navegadores portugueses.

Por causa desse grande segredo necessário nessa altura, hoje a nossa história tem lacunas, que muitos pesquisadores procuram diligentemente preencher. Umas destas é: Quem foi o primeiro Navegador a descobrir o Canadá? E a América?

Hoje aceita-se que João Vaz Corte-Real possa ser considerado como o primeiro europeu que chegou à Costa Americana, pelo menos, mais de vinte anos antes de Colombo.

Os filhos e a pedra Dighton[editar | editar código-fonte]

A pedra Dighton

Seu filho mais novo, Gaspar, em 1500 fez a sua primeira viagem à Terra Nova (New Found Land) então chamada "Terra dos Corte-Reais". Partiu em 1501 numa segunda expedição ao Continente Americano e nunca mais voltou. O outro filho Miguel, partiu em 1502 em busca de seu irmão e também nunca mais foi visto.

Um médico Luso-Americano, o Dr. Manuel Luciano da Silva que, como Historiador e Pesquisador amador, viu e reconheceu em Fall River, Massachusetts, prova vastamente ignorada de que Miguel Corte-Real ali esteve em 1511.

Essa prova é constituída por uma grande pedra (Dighton Rock) em que se podem ver vários escudos em V com cruzes idênticas à cruz da Ordem de Cristo, usada nas velas das Naus e Caravelas Portuguesas, o nome Miguel Corte-Real e a data 1511.

Depois de gravada, a pedra Dighton esteve 500 anos ao "sabor dos ventos e das marés". A erosão é tremenda, estando a pedra muito maltratada. Sempre que maré subia, a tapava quase totalmente, e sempre que descia e a destapava os ventos arrastavam areias que a desgastavam. No Inverno os gelos, no Verão o Sol, sempre as ondas, e ainda, humanos, que lá escrevinharam coisas. O pior foi o vandalismo humano até 1974 quando a pedra foi colocada dentro de um pavilhão fechado.

Em 1818 O Professor Delabarre da Browns University, escreveu (Em inglês): "Eu vi clara e indubitavelmente, a data 1511. Ninguém até à data a viu, ou detectou na pedra ou em fotografia, mas uma vez vista, a sua presença genuína não pode ser negada".

O Dr. Manuel Luciano da Silva compreendeu a importância desta descoberta e tornou-se o seu Moderno Paladino.

O Doutor dedicou muitos anos da sua vida, a sua considerável influência e muito do seu dinheiro, para que a pedra Dighton fosse reconhecida como testemunha de facto histórico significante e salva do seu ambiente destrutivo.

E, finalmente em 1973, a sua instância, um pavilhão octogonal foi construído para abrigar a pedra, e hoje existe o Museu da Pedra Dighton, no que se tornou um Parque Estatal.

O Dr. da Silva escreveu dois livros e muitos artigos, e tem feito centenas de palestras para disseminar esta informação.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • SERRÃO, Joel (dir). Dicionário de História de Portugal. Porto: Livraria Figueirinhas, 1992, vol V, pg. 538, sv Irmãos Corte Real.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]